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Livro aborda as mudanças no culto a Zeus durante o surgimento das cidades-Estado gregas

Publicado em 25 maio 2021

Agência FAPESP* – Para unir a análise de santuários dedicados a Zeus e de moedas gregas antigas com imagens dessa divindade, a pesquisadora Lilian de Angelo Laky, arqueóloga no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), escreveu o livro Zeus e a Cidade na Grécia Antiga: Moedas e santuários, política e identidade nas épocas arcaica e clássica (Odysseus Editora, 2021).

O livro foi originado de pesquisa de doutorado de Laky, conduzida com apoio da FAPESP no âmbito do Projeto Temático “A organização da khóra: a cidade grega diante de sua hinterlândia”, coordenado por Maria Beatriz Borba Florenzano, do Laboratório de Estudos da Cidade Antiga do MAE-USP.

A pesquisa recebeu da USP o Prêmio Tese Destaque 2018 na categoria Ciências Humanas e tem como foco as épocas arcaica, nos séculos 7° a 6° a.C., e clássica, nos séculos 5° a 4° a.C., períodos em que houve o início da formação e a consolidação das pólis, cidades-Estado gregas, respectivamente.

O objetivo foi entender as mudanças no culto a Zeus. Antes ligado ao agrário e ao pastoril, em picos de montanhas ou em cavernas, e depois, às leis, à justiça e ao poder, nas pólis, e da própria formação desses espaços públicos.

De 2011 a 2014, foram estudados 60 santuários dedicados a Zeus – no Peloponeso, na Ilha de Creta, na Sicília e no sul da Itália – e 375 moedas do mundo grego, com imagens dessa divindade, de águias e raios – materiais históricos produzidos nas cidades. Somente em 2014, Lacy percorreu, de ônibus, e apenas na Grécia, cerca de 3 mil quilômetros atrás de santuários dedicados ao culto de Zeus.

Segundo a pesquisadora, em entrevista para o Jornal da USP, no livro, “os leitores vão encontrar como as famosas divindades gregas, conhecidas pelo grande público a partir dos livros de mitologia grega, podem ser compreendidas do ponto de vista histórico e arqueológico e que elas tiveram um papel, na sociedade grega antiga, muito importante na formação da identidade e na organização política de suas cidades”.

A obra tem 1.483 páginas, divididas em dois volumes, e pode ser comprada no site da Amazon.

*Com informações do Jornal da USP.

Fonte: Agência FAPESP

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