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Lista de cientistas mais influentes do mundo tem 4 brasileiras

Publicado em 28 novembro 2019

Ao todo, o Brasil conta com 15 nomes no ranking, um dos mais respeitados do mundo, com 6 mil pesquisadores do planeta

Mais uma vitória feminina. Quatro mulheres brasileiras figuram ranking de pesquisadores mais influentes do mundo em 2019. No total, o Brasil conta com 15 nomes na lista.

Renata Bertazzi Levy, da Universidade de São Paulo (USP), Henriette M. C. de Azeredo e Renata Valeriano Tonon (ambas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária — Embrapa) e Miriam D. Hubinger (Universidade Estadual de Campinas — Unicamp) são as representantes brasileiras.

O reconhecimento veio do instituto britânico Clarivate Analytics, que listou mais de seis mil pesquisadores em 60 países. A notícia poderia ser bem melhor, já que, de 15 nomes do Brasil, só quatro são mulheres.

“O Brasil é um país enorme. Ter tão poucos nomes nessa lista é reflexo do pouco que se investe na ciência neste país. Acho que o Brasil tinha que ter mais cientistas e mais mulheres na lista”, diz Renata (foto em destaque).

Doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo e com pesquisas pela Fapesp (órgão de fomento do estado de São Paulo), Renata estuda epidemiologia nutricional e é referência quando o assunto é o impacto social e na saúde causado pelo consumo de alimentos ultraprocessados.

A professora faz parte do grupo que desenvolveu o NOVA, conceito que classifica alimentos com base no grau e propósito de processamento.

Alimentação na escola

Um dos estudos de Bertazzi analisa a influência da alimentação no ambiente escolar. Não só na merenda dos alunos, mas também investiga como a comida oferecida em estabelecimentos ao redor da escola pode ser ruim para a saúde de crianças e adolescentes.

Se carregado de ultraprocessados, como salgadinhos e refrigerantes, esse tipo de cardápio pode acarretar quadros de hipertensão, obesidade e até problemas de asma, diz. “As mesmas políticas de combate ao fumo, por exemplo, poderiam ser aplicadas para diminuir o consumo de ultraprocessados”, afirma a pesquisadora.

O ranking

Divulgada anualmente desde 2014, a lista Highly Cited Researchers é elaborada a partir de uma análise da quantidade de citações de artigos publicados por um pesquisador ao longo de uma década, utilizando a plataforma Web of Science.

Os selecionados para a lista pertencem ao grupo de 1% de pesquisadores que mantiveram as mais altas médias de citações durante o período.

Neste ano, ao todo, foram selecionados 6.216 pesquisadores em 21 áreas do conhecimento. Os Estados Unidos são o país com maior número de pesquisadores mencionados: 2.737. Em seguida, aparece a China, com 636; e, em terceiro lugar, o Reino Unido, com 516. A Universidade de Harvard (EUA) é a instituição de pesquisa com maior número de pesquisadores citados: 203.

Além das quatro, outros 11 pesquisadores brasileiros são mencionados. Confira:

Andre Russowsky Brunoni, Houtan Noushmehr, Paulo Eduardo Artaxo Netto e Carlos Augusto Monteiro (Universidade de São Paulo — USP)

Adriano Gomes Cruz (Instituto Federal do Rio de Janeiro — IFRJ)

Alvaro Avezum (Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)

Cesar G. Victora (Universidade Federal de Pelotas)

Flavio Kapczinski (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

José A. Marengo (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais — Inpe)

Mauro Galetti (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho — Unesp)

Roldan Muradian (Universidade Federal Fluminense — UFF)

(Com informações do portal da USP.)