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Diário de Guarulhos

"Liderança necessária" e "Agonia do padrão-dólar"

Publicado em 02 abril 2009

A grande questão em torno do projeto do parque tecnológico de Guarulhos repousa na profundidade do envolvimento do prefeito Sebastião Almeida no esforço de transformar uma simples boa ideia em realidade.

Um evento realizado esta semana no Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP (ao qual esteve presente o secretário de Desenvolvimento, Antônio Carlos de Almeida) deixou patente que um projeto tão ambicioso só pode vingar se contar com a adesão irrestrita de toda a liderança política do município.

O exemplo do pólo tecnológico mais avançado do Estado - o de São José dos Campos - mostra que ele só se tornou viável graças ao patrocínio do prefeito local, que, entre outras medidas, disponibilizou uma área de um milhão de metros para o empreendimento e mudou a lei de zoneamento para abrigá-lo.

O Sistema Estadual de Parques Tecnológicos pretende viabilizar a criação de dez polos de pesquisa em São Paulo até 2010. Esta é uma das prioridades do governador José Serra.

O projeto de Guarulhos está em fase de aprovação pela Fapesp e já foi incluído pelo governo do estado na lista dos potenciais candidatos a se tornar realidade. Mas sua viabilidade depende ainda de um rápido amadurecimento da proposta no plano municipal.

Caberá à Prefeitura, por exemplo, assumir a responsabilidade de indicar uma área da cidade (em torno de 200 mil metros quadrados) para abrigar o parque, bem como adaptar a lei de zoneamento às finalidades do projeto. Tudo isso para não mencionar eventuais incentivos fiscais, que se somariam àqueles já previstos pelo governo estadual e ao apoio do próprio governo federal, por meio do Ministério de Ciência e Tecnologia.

O processo não é trivial. Por isso mesmo, ele só avançará se puder contar com o inequívoco engajamento e grandes doses de entusiasmo da principal autoridade do município.