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Leilão Sant’Anna e a Pecuária dos Trópicos!

Publicado em 07 agosto 2020

Por Grupo Publique

De importador de alimentos na década de 1980 a, atualmente, exportador para mais de 180 países, a rápida escalada da produção de alimentos no Brasil foi possível graças à habilidade dos pesquisadores e dos produtores rurais brasileiros, responsáveis por desenvolver o conceito de agropecuária tropical.

Dez anos depois, a pecuária brasileira iniciava seu caminho rumo à liderança das exportações mundiais de carne bovina. Posição, hoje, consolidada com ajuda das raças zebuínas e do intenso trabalho de melhoramento genético promovido pelos criadores brasileiros nos últimos 60 anos.

E por participar de todo este processo é que a Fazenda Sant’Anna mostra, mais uma vez, sua contribuição à pecuária nacional. No dia 13 de setembro (domingo), realiza a oferta de 180 touros das raças Nelore e Brahman, além de alguns lotes de matrizes Girsey, oriundas do cruzamento entre Gir Leiteiro e Jersey.

O início do remate está marcado para 14 horas (horário de Brasília), mas a transmissão do Canal Terraviva acontece já a partir do meio-dia. Excepcionalmente em 2020, o leilão ocorre em caráter virtual, ainda assim visitas monitoradas poderão ser agendadas previamente para apresentação dos lotes à venda, seguindo-se, rigorosamente, as recomendações do Ministério da Saúde para prevenção da Covid-19.

“Sempre buscamos fornecer aos pecuaristas uma genética funcional, preparada para responder a pasto e propiciar no fim da cadeia produtiva, mais rendimento de carcaça e uma carne macia, saborosa”, aponta Bento Abreu Sodré de Carvalho Mineiro, diretor da Fazenda Sant’Anna.

Etapas do processo

O crescente desenvolvimento demográfico gera constante preocupação com a segurança alimentar da população mundial. Antevendo tais demandas, desde sua fundação, a Fazenda Sant’Anna sempre buscou soluções para melhoria dos índices de produtividade da pecuária nacional. “Em 1974 a Sant’Anna, iniciou a seleção da raça Nelore na fazenda. Desde então nunca abriu mão da funcionalidade, uma característica que leva o animal a ter maior eficiência e sustentabilidade, mas sem perda de rusticidade ou caracterização racial”, explica o diretor da Fazenda Sant’Anna.

Também com vistas à qualidade de carne, em parceria com o renomado restaurante Rubaiyat, a genética Sant’Anna chegava também aos pratos dos mais exigentes consumidores por meio do gado Brangus, composto por 5/8 de sangue Angus e 3/8 Nelore, substituído em 1994 pela raça Brahman.

Brahman é uma raça zebuína sintética, mas com a mesma qualidade de carcaça e qualidade de carne proporcionada pelo Brangus, entretanto lapidada por Jovelino Mineiro conforme as premissas de produção a pasto. “Ou seja, com o Brahman, poderíamos produzir a mesma qualidade de carne do Brangus com a rusticidade do gado zebu, garantindo o desempenho a pasto”, explica o diretor da Fazenda Sant’Anna.

Tecnologias de vanguarda na pecuária

Na propriedade de Pardinho (SP), também inovou quando fundou a Central Bela Vista. A empresa revolucionou o mercado de inseminação artificial no Brasil ao inaugurar a prestação de serviço ao pecuarista, oferecendo flexibilidade na coleta e industrialização de sêmen através de um programa pioneiro: “De Criador para Criador”.

Igual pioneirismo marcou os anos 2000, mas em uma escala ainda maior. Em parceria com a UNESP e a FAPESP, a Fazenda Sant’Anna participava da criação do projeto “Genoma do Boi”, com o sequenciamento genético da raça Nelore, a grande responsável por tornar o Brasil uma referência internacional.

O feito possibilitou inúmeras descobertas para pecuária tropical, hoje exportada para países da África, América Central e América Latina. A propriedade também esteve presente nos principais programas de melhoramento genético sendo referência no Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas (PMGZ/ABCZ).

Proximidade com o consumidor final

O mesmo crivo mostrado na pecuária de corte também é visto na pecuária leiteira, com o laticínio Pardinho Artesanal. Marca de queijos premiada internacionalmente, é um projeto que começa nos pastos da fazenda e termina nos pontos de venda. Pardinho Artesanal mostra que é possível produzir leite de maior valor agregado criando animais a pasto, sem a necessidade de dietas artificiais, e sob clima tropical.

As vacas Girsey ofertadas no leilão são as mesmas destinadas à produção do queijo comercializado na Pardinho Artesanal, produtos que são apreciados e premiados dentro e fora do país. “Todos estes processos passam obrigatoriamente pela genética, o grande insumo multiplicador da pecuária, o único que permanece no rebanho por todas as gerações. Com o mercado aquecido, como vemos agora, estará em vantagem quem investir em reprodutores qualificados”, conclui Bento Mineiro.

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