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LaserTools dissemina o laser na indústria

Publicado em 21 fevereiro 2003

Por Fabiana Pio
Após ter dedicado anos de estudo na aplicação do laser na indústria, o pesquisador Spero Morato resolveu abrir seu próprio negócio a fim de disseminar a tecnologia no mercado brasileiro, e com isso já fatura quase R$ 1 milhão. Depois de cinco anos de atuação, a LaserTools já tem 300 clientes, fechou mais de três mil negócios no País e mantém parceria com a empresa alemã Foba para o desenvolvimento de um equipamento inédito para a indústria de embalagem. De acordo com Morato, a empresa foi pioneira na utilização do laser para a realização de microfuro, microcorte e gravação em brindes e produtos na indústria. "Com o laser é possível realizar atividades muito mais precisas, mais rápidas e com alta definição. Há processos que são apenas possíveis com a utilização do laser", diz. Atualmente, a LaserTools tem 27 funcionários, é líder no mercado brasileiro nos segmentos de design promocional, médico-odontológico (98%), automotivo, metal-mecânico, eletro-eletrônico e plásticos. Entre os principais clientes estão a Dabi Atlar, para quem desenvolveu soluções de gravação a partir do laser em instrumentos odontológicos vendidos no mundo e a Visteon, fabricante de rádios para os carros Ranger da Ford americana com teclas gravadas a laser, que brilham à noite. Destacam-se ainda as empresas Pial Legrand, Plastek, Conexão e Zillo Lorenzetti, que exportam os produtos com tecnologia LaserTools. "Agregamos valor na qualidade dos produtos", diz. Segundo o pesquisador, a LaserTools levou cerca de dois anos para conseguir comercializar os produtos no mercado, por se tratar de uma técnica inovadora. "Não tínhamos experiência em vendas. E demos espaço para os concorrentes que surgiram depois da LaserTools conquistarem mercado. Com o tempo, desenvolvemos estratégias como a criação da página web, mala direta, anúncios na mídia e participação em feiras", diz. Morato foi um dos responsáveis pela introdução do laser nacional, em 1980. No Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) na Cidade Universitária foram iniciados os primeiros estudos. "Na universidade, criamos dez produtos a laser, mas não conseguimos colocar no mercado. Por isso, fundei a LaserTools para 'vulgarizar' a tecnologia, já muito utilizada nos outros países", diz. A LaserTools nasceu no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), localizado no Ipen, onde ficou dois anos. Ela recebeu investimentos de R$ 375 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e quatro bolsas do Conselho Nacional Científico e Tecnológico (CNPq) para o desenvolvimento da tecnologia. "Esses recursos foram essenciais para a criação da empresa. Sem essa ajuda, não teríamos chegado até aqui", diz Morato. A LaserTools investe de 10% a 15% do faturamento bruto em pesquisa e desenvolvimento, e já registrou duas patentes, uma delas a gravação em três dimensões (3D). "Isso é essencial para estarmos à frente do mercado".