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Lasar Segall entra no time de artistas do Acervo dos Palácios

Publicado em 23 julho 2008

Vicente do Rego Monteiro, Tarsila do Amaral e Victor Brecheret. O trio assina algumas das quatro mil obras do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo. Agora, a coleção de obras assinadas por esse time de peso do modernismo brasileiro ganhou reforço: um múltiplo da obra “Maternidade” de Lasar Segall, em bronze, foi doado pelo Museu e Associação Cultural de Amigos do Museu Lasar Segall e chegou ao Palácio dos Bandeirantes nesta quarta-feira, 23. “É uma escultura da fase bem brasileira do artista. Faltava isso nos Palácios”, afirmou o governador José Serra, depois de receber o certificado de posse da escultura.
A obra “Maternidade”, cujo original em argila é de 1935, foi transposta para o bronze no ano seguinte, quando também recebeu uma versão em mármore cinza que pertence ao acervo do Museu Lasar Segall, com dimensões de 56 x 40,5 x 44cm.
Segall produziu suas primeiras esculturas entre 1928 e 1932, período em que viveu em Paris com a família. Em seu retorno ao Brasil, trouxe alguns relevos em gesso policromado, mais tarde transformados em bronze. A partir de 1932, ele teria cerca de 60 esculturas, sendo 32 delas produzidas na década de 1930.
A professora Ana Cristina Carvalho, curadora do Acervo dos Palácios, destaca que o múltiplo da escultura “Maternidade” vem se somar à coleção dos Palácios do governo de São Paulo com muita pertinência, por tratar-se de uma obra que integra o percurso do modernismo brasileiro.
“O Acervo dos Palácios reúne praticamente todos os artistas consagrados deste período e faltava uma obra desse artista que vem, hoje, preencher esta lacuna na coleção. Esperamos que esse patrimônio público possa cumprir sua missão social”, afirmou a curadora.
Presente à cerimônia de doação, a atriz Beatriz Segall, ex-mulher de Maurício Segall, filho do artista plástico, lembrou que Maternidade é uma das mais importantes obras de um dos maiores nomes da arte brasileira. “Sempre gostei muito dessa obra", disse ela. Presidente do Conselho Deliberativo do Museu Lasar Segall, Celso Lafer também lembrou o valor do artista, que, segundo ele, se valeu das múltiplas oportunidades que “as diversas expressões artísticas davam a ele para encontrar sempre novas formas e maneiras de tratar os temas”.