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Lançado o primeiro submarino autônomo desenvolvido no Brasil

Publicado em 06 dezembro 2015

Foi lançado na sexta-feira (4) o primeiro veículo autônomo submarino desenvolvido no Brasil. Chamado de FlatFish, o equipamento é fruto de uma parceria da petroleira britânica BG Brasil com o Senai Cimatec e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), e deverá ser utilizado no apoio operacional a plataformas offshore utilizadas na indústria de óleo e gás brasileira.

O veículo robótico, que pode ser lançado e recuperado por FPSOs, atua na inspeção e operação de estruturas submarinas, sendo que a estimativa da BG é de que os custos operacionais podem ser reduzidos entre 30% e 50% com a utilização do novo equipamento.

A nova tecnologia foi apresentada ao mercado em cerimônia que reuniu representantes da indústria no Centro de Eventos do Senai Cimatec e fi realizada em Salvador. Entre os presentes, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, e o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner. O evento contou também com executivos da BG e das instituições responsáveis pelo projeto, além de empresários do segmento brasileiro de petróleo.

O lançamento do protótipo é um passo importante na participação de petroleiras estrangeiras nos investimentos em inovação realizados pelo setor no Brasil, que há anos tem a Petrobrás como o principal motor de projetos de pesquisa na área offshore, a partir do Cenpes. A BG Brasil é uma das operadoras que vêm ampliando seus aportes em novos projetos de pesquisa e desenvolvimento no Brasil, assim como a Shell e a Statoil, entre outras.

A empresa britânica, presidida no Brasil por Nelson Silva, também anunciou a criação de um Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural, em parceria com a Fapesp, com sede na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). O projeto vai demandar um investimento total de RS 57 milhões (R$ 27 milhões da Fapesp e R$ 30 milhões da BG Brasil), sendo que será o primeiro do tipo na América Latina e Caribe, contando com três linhas complementares de pesquisa: Engenharia, Físico-Química e Política Energética e Economia.