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Tribuna Impressa

Laboratório vai tratar resíduos químicos

Publicado em 12 abril 2003

Por Marcos Crivellaro - editor-interino
A Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos, inaugura terça-feira, dia 15, às 16 horas, um laboratório de tratamento de resíduos químicos. Com isso, assegura o órgão, cerca de 300 litros de resíduos produzidos mensalmente no local serão reduzidos significativamente, com grandes ganhos ambientais. Estarão presentes à inauguração do novo laboratório a diretora da Embrapa (de Brasília), Mariza Barbosa e o presidente da Fapesp, Francisco Landi. De acordo com o chefe geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Rodolfo Godoy, os investimentos foram de 120 mil dólares em equipamentos e mais R$ 200 mil em reformas e instalações, custeados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Governo do Estado. A Embrapa Pecuária Sudeste é o primeiro centro de pesquisa da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) a dispor desse tipo de laboratório. Segundo a pesquisadora Ana Rita de Araújo Nogueira, responsável pelo laboratório, além do tratamento de resíduos dos laboratórios de análises químicas, o investimento realizado permitirá também a implantação de um programa de gerenciamento de resíduos, com a adoção de técnicas menos poluentes de análises, maior reciclagem e reutilização de materiais e o lançamento de menor volume de gases na atmosfera (vapores ácidos e orgânicos). Isso equivale a dizer, por exemplo, que um extrator de gordura vai reduzir em 90% o uso de solventes. Tudo isso, de acordo com Ana Rita, vai levar a mudanças na cultura ambiental da empresa, com a participação e treinamento de todos os empregados, estagiários e estudantes. Por outro lado, vale lembrar que a eliminação total dos resíduos é praticamente impossível, sendo assim o material que não for reaproveitado após o tratamento deve ser mantido em depósito, para evitar contaminação de solo e água. De tempo em tempo, se faz necessário a remoção desse material para depósitos de lixo tóxico. O laboratório em São Carlos, que engloba três salas do complexo da Embrapa pecuária, faz parte do Programa de Infra-Estrutura para Tratamento de Resíduos Químicos, da Fapesp, que contemplou, além da Embrapa, mais 18 instituições paulistas de pesquisa.