Notícia

A Tribuna (Santos, SP)

Laboratório pesquisa o fotoprocessamento de materiais para odontologia

Publicado em 03 julho 2007

O professor Dr. Vanderlei Salvador Bagnato é coordenador do laboratório de Óptica que faz parte do Cepof (Centro de Pesquisa em Optica e Fotônica), do Instituto de Física de São Carlos, financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Dentro do Programa de Pós-Graduação (PPG), o Cepof tem como uma de suas linhas de pesquisa o fotoprocessamento de materiais. Bagnato explica que algumas resinas dentais utilizadas em obturações, por exemplo, são acrescidas de compostos moldáveis, para depois dar a elas as características mecânicas de dureza e estabilidade química. Quando expostas a uma luz com características especiais, essas resinas ficam endurecidas, tomando a forma e as características desejadas, processo chamado de fotocura. Além da odontologia, esse tipo de fotoprocessamento também pode ser utilizado na medicina.

Além disso, os pesquisadores do laboratório estudam as características de fotôprocessamento, o material, os equipamentos que promoverão a foto cura e a fonte de luz que vai produzir o processamento do material. O coordenador do laboratório de Optica explica que nos últimos oito anos, cerca de 10 alunos se formaram em mestrado e doutorado sob sua orientação, com projetos volta- dos à odontologia e ao uso de lasers como o de CO2 e o de Neodímio.

Recentemente, o docente iniciou um projeto que envolve pulsos de luz ultra curto para processamento de material biológico, financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).


Convênios

O laboratório possui convênios com várias empresas como a Agnatos, Primian (antiga Pirelli) Menghe, dentre outras, desenvolvendo processos de fotoprocessarnento de materiais, fontes de luz para produzir ou melhorar algum produto especifico. Alguns alunos do PPG participam desses projetos com bolsas de pesquisa. A empresa MM Optica, por exemplo, colocou três bolsas para projetos na área de fluorescência óptica de materiais biológicos.

Os alunos orientados pelo professor Bagnato se dividem em dois grupos: os que se dedicam à geração de conhecimento e os que dedicam a geração de produtos e patentes, dentro de projetos de apoio tecnológico. Três alunos e seis engenheiros são mantidos integralmente por empresa. Em breve, Bagnato também estará desenvolvendo projetos de iluminação residencial com os chamados LEDs, dentro da área de fon tes de luz.

O laboratório possui convênio de pesquisa como CMDMC (Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos), também ligado ao Instituto de Física, na área de nanotecnologia. O projeto prevê a produção de resinas ' dentais enriquecidas com nanopartículas, que permitem atingir propriedades mecânicas e químicas antes inexploradas.

O cepof também possui convênios internacionais com universidades da França, Alemanha e Estados Unidos.

(www.cem.if.sc.usp.br /Eloiza Strachicini)