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Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA): incremento estrutural

Publicado em 18 agosto 2006

Por Eduardo Geraque, Agência FAPESP

O Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) inaugura nesta sexta-feira, em Itajubá, sul de MG, um conjunto de instalações para aumentar a capacidade de projeção, fabricação e realização de medições em instrumentos usados em telescópios.
Parte dos processos desenvolvidos atualmente, a partir de tecnologia de fibras ópticas, é feita em condições precárias.
"A inauguração do laboratório de metrologia óptica e das demais instalações é um passo estruturante importante em nosso plano estratégico", disse Clemens Gneiding, diretor substituto do LNA, à Agência FAPESP.
O novo prédio foi construído com investimento da ordem de R$ 2 milhões. Boa parte dos equipamentos foi comprada e será instalada em um curto espaço de tempo nos laboratórios.
Segundo Gneiding, estarão reunidos, além do laboratório de metrologia óptica, uma área de integração e testes de instrumentos astronômicos, um laboratório de automação e controle, um centro de usinagem de precisão e um espaço de fabricação de instrumentos feitos a partir da tecnologia de fibras ópticas.
"Teremos a capacidade de atender tanto às demandas nacionais como às internacionais", explica o diretor do LNA. Segundo Gneiding, todas as instalações estarão abertas a terceiros. "Nosso objetivo é atender à comunidade como um todo."
Em termos de participação internacional, mesmo antes de as novas instalações serem inauguradas, o LNA já conseguiu vencer uma concorrência realizada na Inglaterra.
"Vamos montar uma parte de um tipo específico de espectrógrafo [equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso", disse Gneiding.
Entre os diversos novos espaços, o de metrologia óptica tem uma importância diferenciada. Segundo o diretor substituto do LNA, a óptica de alta precisão é considerada atualmente o núcleo da instrumentação astronômica.
"Infelizmente, essa área não é contemplada pela indústria nacional, mas, com a nova infra-estrutura inaugurada agora, estão criadas as condições necessárias para a qualificação dos componentes ópticos adquiridos, o que resultará, no fim da cadeia, em uma coleta de dados astronômicos mais eficiente", disse Gneiding.