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Jornal Primeira Página

Laboratório esteve em grandes projetos

Publicado em 03 julho 2011

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC) conta com espaços físicos que abrigam laboratórios de reconhecimento nacional e, inclusive, internacional. Um deles, o Centro de Imagens e Espectroscopia in vivo por Ressonância Magnética - CIERMag, coordenado pelo docente Alberto Tannús, é um dos Main Research Centers - ao pé da letra, "Centros Principais de Pesquisa", do Programa CInAPCe da FAPESP, e desenvolve estudos em parceria com diversos órgãos do governo e particulares.

Tudo começou a se concretizar em 1994, por iniciativa do professor Horácio Panepucci, quando este lançou um espaço físico para o Laboratório. Até então o grupo já desenvolvia atividades de pesquisa em Imagens por RMN- isto desde 1982, quando Tannús iniciou suas atividades de Doutorado no IFSC. Nesse momento, Tannús atuava como professor visitante da University of Minnesota, no Center for Magnetic Ressonance Research.

"Desde essa época, iniciamos a construção do Laboratório de Imagens, com orientação de estudos em modelos animais. De meu retorno, em 1997, começamos a fazer mudanças físicas do Laboratório e estabelecê-lo da forma que está hoje" conta o docente.

Mas, foi em 2000, depois de negociações com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que se deu início a "Cooperação Interinstitucional de Apoio a Pesquisas sobre o Cérebro (CInAPCe)" programa de cooperação entre diversos grupos de pesquisa do estado, com vistas ao estudo da Plasticidade Cerebral.

"Foi bem na época de variação brusca do câmbio; isso atrasou os planos. Finalmente, em 2005, a FAPESP transformou nossa proposta de "Projeto Especial" em um programa. A partir de 2007 esse projeto foi concretizado, o que nos deu o título de Main Research Center do referido programa" conta.

Tendo esse fato sido considerado um marco inicial, a partir deste momento, as aplicações de Ressonância Magnética em Imagens e Espectroscopia no IFSC ganharam força.

"Tínhamos um sistema de ultrabaixo campo, que funcionou durante algum tempo no IFSC, mas era uma infraestrutura inadequada para atender pacientes. A operação do sistema acontecia às quintas e sextas-feiras à tarde, mas teve mesmo um caráter de utilização experimental, em voluntários e pacientes. Tínhamos um médico lotado aqui no IFSC, por meio da Secretaria Estadual da Saúde, que trabalhou conosco durante quatro anos, e fazia a análise dos resultados, além de expedir laudos".

Nessa época, a capacidade do sistema, em si, ainda era muito limitada. Segundo o professor, o laboratório atendia, apenas, parte das metodologias utilizadas em RM.

"Estávamos limitados pelo que tínhamos desenvolvido até aquele momento e não continuamos esse desenvolvimento, pela necessidade das clínicas para o desenvolvimento de metodologias dos planos de saúde".