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Laboratório de Bacteriologia Vegetal recebe novo equipamento

Publicado em 14 dezembro 2008

Desde meados de outubro o Laboratório de Bacteriologia Vegetal da área de Defesa Fitossanitária da Faculdade de Ciências Agronômicas está utilizando um novo equipamento para a identificação de bactérias patogênicas de plantas.

O aparelho, denominado Microstation Micro Log 4.2, foi adquirido através do projeto “Curtobacterium flamaculensis pv. flacumtaciens: sobrevivência em restos da cultura e avaliação do efeito do pré-plantio de aveia e de trigo na ocorrência de murcha-de-curtobacterium em feijoeiro”, desenvolvido através de convênio com a Fapesp.

Trata-se do primeiro laboratório de patologia de plantas no Brasil que recebe esse tipo de equipamento composto por um microcomputador, um leitor de microplacas, além do software apropriado para as leituras.

Segundo o professor Antonio Carlos Maringoni, responsável pelo projeto, a utilização do aparelho se dá através de uma microplaca com 95 diferentes fontes de carbono.

“Conforme a utilização dessas fontes de carbono pelas bactérias tem-se um tipo de reação. As placas são colocadas no equipamento que faz a leitura automática das reações”, explica. “Os resultados são analisados pelo software, utilizando um banco de dados, que dá automaticamente a identificação do microorganismo analisado”.

O equipamento é utilizado mundialmente e tem credibilidade internacional.

“Ele servirá para treinar os alunos de graduação e pós-graduação na identificação de bactérias fitopatogênicas, para pesquisa no sentido da identificação e confirmação de fitobactérias e para a extensão, quando há a necessidade de um diagnóstico mais preciso para identificar alguma doença bacteriana em planta”, afirma o professor Maringoni.

Pelos métodos tradicionais, a identificação de bactérias fitopatogênicas, normalmente, leva ao redor de 15 a 30 dias. Com o novo aparelho a identificação deve levar de 3 a 4 dias. “Há um ganho de tempo e, principalmente, de qualidade dos resultados”.