Notícia

Ambiente Energia

Laboratório com tecnologia de ponta

Publicado em 12 dezembro 2011

Por Sílvio Anunciação, da Agência USP - A Universidade Politécnica de Madri (UPM) e o grupo petroleiro hispano-argentino Repsol irão financiar parte da construção de um Laboratório de Bioenergia na Unicamp, além de pesquisas relacionadas ao tema. O investimento inicial da UPM para 2012 será de 300 mil euros, o equivalente a R$ 750 mil. Os detalhes foram dados por Gonzalo León Serrano, vice-reitor de investigação da UPM e pelo pró-reitor de Pesquisa da Unicamp, Ronaldo Aloise Pilli. Eles estiveram reunidos esta semana por conta de workshop realizado na Universidade para discutir o assunto com pesquisadores da Politécnica e da Unicamp.

"Uma das áreas prioritárias para nós é a da bioenergia e suas correlações, como a computação avançada e a genômica de plantas. Identificamos a Universidade de Campinas como um possível socioestratégico", afirmou o representante espanhol. De acordo com ele, os recursos aplicados pela UPM fazem parte do Programa de Excelência Internacional, financiado pelo Ministério de Ciência e Inovação da Espanha.

O projeto do Laboratório de Bioenergia, cujas obras estão em andamento, também é financiado pelo Governo do Estado de São Paulo e pela Fapesp. Pesquisadores da USP e Unesp devem participar do projeto, complementou Pilli. "Desde o final de 2009 nós firmamos um convênio com o Governo do Estado, recebemos os recursos e estamos aplicando na remodelação do antigo Centro de Tecnologia [CT] e na construção de um novo prédio de laboratório, localizado ao lado. Estes dois locais deverão receber os pesquisadores que irão desenvolver estudos na área de bioenergia", revelou. "Será uma área total de 4 mil m² para que os projetos de colaboração sejam desenvolvidos", completou.

O Laboratório de Bioenergia da Unicamp integra o Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia, iniciativa vultosa do Governo Estadual com o objetivo de criar uma base científica para ampliar a competitividade da pesquisa paulista e brasileira em energia obtida de biomassa. Conforme anúncio da Fapesp, feito no final do ano passado, pelo convênio o Estado vai repassar R$ 18,4 milhões para as três universidades paulistas investirem na construção de laboratórios, eventuais reformas e compra de equipamentos.

Workshop - O Workshop realizado esta semana na Unicamp com pesquisadores da UPM contou com painéis de discussão sobre bioenergia, genômica, biologia vegetal, energia solar, redes e construções inteligentes, computação de alto desempenho, petróleo e gás. É o segundo evento com a participação de pesquisadores da Politécnica e da Unicamp. O primeiro foi realizado em Madri,no final do ano passado. "O objetivo é identificar os pesquisadores de ambas as instituições que irão apresentar projetos dentro deste convênio. No ano que vem nós já podemos apresentar projetos para a Repsol e para outras agências de financiamento, além de podermos determinar o planejamento para o investimento que a Politécnica irá fazer", explicou Pilli.

O evento contou com a participação, pelo lado da Unicamp, de docentes e pesquisadores ligados aos Institutos de Química (IQ) e de Biologia (IB), Faculdades de Engenharia Química (FEQ), Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC), Engenharia Mecânica (FEM) e Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Cenapad).