Notícia

Portal do Governo do Brasil

Laboratório britânico investirá até R$ 3 milhões em pesquisas de doenças brasileiras

Publicado em 21 outubro 2011

O laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK) investirá até R$ 3 milhões em pesquisas no Brasil desenvolvidas em cooperação com pesquisadores científicos. A iniciativa, que faz parte do novo acordo do projeto global Trust in Science, tem a participação conjunta do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, ligado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A iniciativa visa a contribuir para que pesquisadores, apoiados por ambas às instituições, possam desenvolver pesquisas que resultem em novas drogas e vacinas para o controle de doenças consideradas prioritárias pelo governo brasileiro.

O Brasil é um dos primeiros países do mundo a se beneficiar do projeto por seu comprovado potencial científico. O presidente do CNPq, Glaucius Oliva, representantes da empresa farmacêutica GSK, e da Fapesp se reúnem nesta sexta-feira (21), em São Paulo, para assinatura dos acordos de cooperação científica. Também participam da cerimônia o ministro Adjunto da Saúde britânico, Simon Burns, e Sérgio Swain Muller, coordenador de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da Secretaria da Saúde de São Paulo.

 

Intercâmbio

O projeto prevê a participação conjunta em pesquisas futuras, além de bolsas de estudo destinadas à formação de pesquisadores. Os projetos desenvolvidos em cooperação incluem a possibilidade de intercâmbio de pesquisadores das instituições de pesquisa brasileiras e da GSK. O objetivo do laboratório é estabelecer uma cooperação duradoura na área de saúde com instituições locais, tendo como foco grupos de doenças infecciosas, metabólicas, respiratórias.

O presidente da GSK no Brasil, Cesar Rengifo, destaca a importância da iniciativa para o País dizendo que “esta é uma forma de a GSK reconhecer e contribuir para o desenvolvimento do extraordinário potencial científico do Brasil. O projeto visa a estimular avanços científicos e tecnológicos voltados especificamente às necessidades do País, considerando as características e prioridades estabelecidas locais, contemplando, inclusive, doenças consideradas negligenciadas”.

Já Glaucius Oliva disse que “o CNPq tem interesse em promover a realização conjunta de objetivos entre as instituições de pesquisa e a iniciativa privada, o que contribui para o desenvolvimento do País”. Segundo ele, a área farmacêutica merece especial atenção devido ao grande volume de importações do Brasil. “Devemos fortalecer a nossa capacidade científica e tecnológica neste campo”, ressalta Oliva.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, afirma que a colaboração com a GSK tem potencial para incremento de projetos inovadores sobre prevenção e tratamento de doenças relevantes para a saúde pública no País. “A Fapesp investe na intensificação de colaborações entre pesquisadores de universidades e de empresas buscando benefícios para a pesquisa no estado de São Paulo, especialmente porque os desafios propostos estimulam uma contribuição significativa ao avanço do conhecimento, à inovação e à formação de recursos humanos”, diz.

Os acordos firmados preveem investimentos compartilhados, ou seja, para cada valor aplicado pelas instituições de fomento, a GSK investirá o mesmo até o teto de R$ 3 milhões. Os futuros acordos de cooperação deverão prever apoio aos projetos selecionados a partir de 2012.

 

Trust in Science no Brasil

O primeiro acordo firmado dentro da iniciativa do projeto Trust in Science foi em 2010 com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A GSK e a instituição firmaram uma parceria única de cooperação para pesquisa e desenvolvimento de medicamentos para o tratamento de doenças tropicais negligenciadas, enfermidades que apresentam maior incidência em países em desenvolvimento, como o Brasil.

Esta parceria prevê que cientistas da Fiocruz e do Centro de Pesquisa da GSK, Tres Cantos, em Madri, na Espanha – dedicado a doenças que são prioridade global e a doenças tropicais negligenciadas – compartilhem novas pesquisas e conhecimentos sobre doenças como malária, tuberculose, doença de Chagas e leishmaniose. A iniciativa, baseada no conceito “inovação aberta”, objetiva estimular amplas parcerias colaborativas, proporcionando acesso a toda infraestrutura, processos e experiências existentes em Tres Cantos, além de permitir o acesso aos dados e a todo o conhecimento da GSK sobre doenças tropicais negligenciadas.

Este ano, a GSK acertou outra parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) para a realização de cursos, pesquisas e, potencialmente, para o incremento de novos tratamentos e medicamentos na área de oncologia. A intenção é que, futuramente, o Inca possa não só fazer mais pesquisas clínicas em parceria com a GSK, como também desenvolver novas moléculas em colaboração, tornando-se uma referência em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. O acordo prevê que médicos e pesquisadores das duas instituições compartilhem conhecimentos na área de oncologia, contribuindo para a formação de profissionais brasileiros dentro do próprio País.

 

Fonte:
CNPq