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Laboratório brasileiro cria sistema de resfriamento líquido em chips 50 vezes mais eficiente

Publicado em 10 setembro 2020

A tecnologia utilizada em chips tem feito com que a velocidade deles em diferentes usos seja amplificada a cada dia. Porém, em conjunto com a ascensão da performance, o aquecimento do hardware tem sido um problema para a indústria, já que isso acaba prejudicando até mesmo o uso de determinados equipamentos.

Pensando em melhorar isso, o laboratório brasileiro POWERlab Group, da Escola Politécnica Federal de Lausana coordenado pelo professor brasileiro Elison Matioli, conseguiu desenvolver um resfriamento líquido que pode ser até 50 vezes mais eficaz do que qualquer outro.

Atualmente existem diversos tipos de resfriamento que podem ser utilizados em chips, porém, até o momento, todos que estão em uso acabam sendo negativos para os fabricantes de dispositivos, já que é preciso realizar uma reorganização das peças para fazer com que esse sistema seja acoplado ao chip, mas na prática acaba ficando algo muito robusto.

Mas, o novo sistema da POWERlab consegue ficar acoplado ao chip, sendo do mesmo tamanho e evitando ocupar outros espaços que podem ser utilizados para aplicação de outros diferenciais de hardware, o que acaba sendo algo positivo para os consumidores.

“Normalmente, a parte eletrônica de um chip e seu sistema de controle de temperatura são desenhados de forma separada e unidos apenas em um segundo momento. Juntamos essas duas áreas em um design único e integrado. Assim, evitamos que o calor produzido se espalhe por todo o microcircuito e seja mais fácil evitar o aumento de temperatura”, explica a Pesquisa FAPESP o engenheiro eletrônico brasileiro Elison Matioli, chefe do Powerlab da EPFL e coordenador da equipe que desenvolveu o dispositivo.

De acordo com o laboratório, o resfriamento possui um chip semicondutor que mede 4x4 mm e é desenvolvido em duas camadas para fazer com que o líquido passe por essas duas camadas para esfriar o chip e não ter o risco de vazamentos que possam prejudicar o funcionamento do equipamento.

A comercialização do novo sistema ainda não está sendo realizada, pois, segundo a empresa, ainda existem aprimoramentos que precisam ser realizados para que a eficácia esteja de acordo com o que o mercado exige.

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