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Laboratório associado ao Cietec assina convênio de P&D com o Ipen

Publicado em 17 novembro 2015

O Laboratório Biosintesis – associado ao Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) – e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) fecharam acordo para o desenvolvimento de novas técnicas e metodologias para pesquisa in vitro na área de segurança e eficácia de radiofármacos e biomateriais.

O convênio tem como objetivo criar uma metodologia inédita para estudos em materiais biológicos e medicamentos radiológicos. Os estudos serão desenvolvidos dentro dos princípios de boas práticas de laboratório (BPL), um sistema de qualidade adotado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para todos os países membros. As normas estabelecem requisitos ao processo organizacional e condições técnicas para estudos não clínicos de segurança à saúde humana e ao meio ambiente.

“A exposição e a utilização de produtos seguros é uma preocupação constante para a sociedade, indústria e órgãos regulamentadores. O uso de metodologias in vitro, em ensaios biológicos validados e monitorados por sistemas de qualidade robustos, possibilita a realização de estudos de segurança e eficácia com grande rapidez, precisão e rastreabilidade dos resultados”, afirma Fabiana Medeiros, diretora da Biosintesis.

Sergio Risola, diretor-executivo do Cietec, sublinha que “as normas que serão utilizadas nos estudos seguirão padrões internacionais, o que colaborará para o reconhecimento global dos produtos desenvolvidos a partir delas”.

Marcelo Linardi, diretor de P&D e Ensino do Ipen, salienta a importância do convênio de Inovação Tecnológica com empresas incubadas. “O caminho da inovação tecnológica é vital para a política de continuidade dos Institutos de Pesquisas, pois dá o retorno à sociedade do investimento público em P&D, justificando todo o processo, gerando melhoria da qualidade de vida do brasileiro.”

O documento que estabelece o convênio entre a Biosintesis e o Ipen estabelece um prazo de dois anos para o trabalho. De acordo com Medeiros, “inicialmente a tecnologia tem aplicação na radiofarmácia do Ipen e poderá ser desdobrada para outros segmentos da saúde”.

Fonte: Agência FAPESP