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Jundiaí conhece Parque Tecnológico de São José dos Campos

Publicado em 10 dezembro 2014

O presidente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Jundiaí, José Dimas Gonçalves, e o diretor-geral do Instituto de Tecnologias de Industrialização das Edificações, Antonio Gilberto de Freitas (também membro do conselho), conheceram a estrutura do Parque Tecnológico de São José dos Campos, nesta terça-feira (9). O complexo foi o primeiro do Estado de São Paulo a reunir iniciativa privada, academia de ensino e o setor público num mesmo ambiente.

Junto da dupla, estavam membros das comissões de fiscalização e implantação do futuro Parque Tecnológico de Jundiaí, empossados na última reunião ordinária do órgão. O pesquisador da USP em Inovação Tecnológica e vice-presidente do Conselho de Jundiaí, o professor Devanildo Damião também participou do encontro, quepermitiu que engenheiros e arquitetos da comitiva jundiaiense conhecessem de perto a estrutura, o funcionamento, a disposição física do local, assim como a interação das mais de 50 empresas de médio e grande porte instaladas no local.

 

O grupo foi recepcionado pelo diretor-técnico e de Operações do Parque daquela cidade, Elso Alberti Junior, que recebeu de José Dimas o projeto do futuro Parque de Jundiaí, assim como as legislações municipais recentemente criadas para legalizar e nortear a operacionalização do projeto um dos maiores e mais ousados esforços da história da cidade em reunir (em uma mesma área) centenas de empresas de base tecnológica e departamentos de inovação e pesquisa, com objetivo de desenvolvimento social.

 

A área vai integrar ainda a iniciativa privada, instituições de ensino acadêmico e o poder público em uma mesma sinergia. O projeto da atual administração foi escolhido pelo Governo do Estado, viabilizando um aporte na casa de R$ 19 milhões.

 

Eu recebi diversas comitivas de várias cidades de todo País. Todas elas vinham prospectar o Parque, mas eu vejo que a maioria não passa de um desejo. Não vi nenhuma com a mesma base e estrutura legal como a de Jundiaí. É o melhor projeto que eu tomo conhecimento nos últimos tempos, categorizou Elso, ao se inteirar do passo que Jundiaí deu rumo ao Parque. Trata-se de um projeto de Estado e não um projeto político. Ele não está atrelado à administração pública, mas à cidade.

 

A legislação que nós confeccionamos faz de Jundiaí uma das pioneiras na esfera legal para receber o aporte do Parque. Somos agora a segunda cidade do Estado e a sexta do País a dispor dessa legislação, explicou José Dimas, que ainda detalhou a política de informação que vai regular o sigilo de informações entre as empresas e assegurar uma harmonia colaborativa entre as companhias no futuro Parque Tecnológico.

 

O projeto de Jundiaí, desde o início, teve a máxima preocupação em ser estruturado de acordo com as melhores práticas mundiais, adequando aos nossos conjuntos de leis e fazendo da iniciativa um ativo de alta atração à iniciativa privada, assegura Devanildo, um dos maiores especialistas no assunto no Estado de São Paulo.

 

O Parque

Localizado às margens da Rodovia Presidente Dutra, o espaço de 188 mil m² iniciou as atividades em 2008, e hoje concentra mais de 50 empresas com vocação em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação com mira nas áreas de aeronáutica, energia, saúde, águas e saneamento e Tecnologia da Informação e Comunicação.

 

O espaço ainda abriga diversas instituições de apoio, como o BNDES, a Fapesp e o Finep. Além de oito instituições acadêmicas, a incubadora do Parque de São José ainda conta com dez empresas de base tecnológica. Grandes transnacionais estão no local, como a Airbus e a Boeing, que instalou ali seu sexto centro de Pesquisa e Desenvolvimento, o primeiro em solo brasileiro.

 

O investimento aplicado nos seis anos de funcionamento do Parque está em torno de R$ 1,8 bilhão, sendo 70% oriundo da iniciativa privada. Estima-se que a cada R$ 1 aplicado na ideia, o retorno seja de R$ 3,6.