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Bom Dia Bauru

Jogo testa a capacidade de empreendedorismo

Publicado em 06 abril 2009

Aprender a partir da necessidade da prática: essa é a proposta do "Mercado Virtual", jogo que objetiva desenvolver competências e conhecimentos necessários à gerência e criação de uma empresa real.

O software oferece aos universitários a vivência de processos decisórios e administrativos envolvidos em uma empresa.

O programa foi desenvolvido por pesquisadores da FEB (Faculdade de Engenharia de Bauru) da Unesp. "O jogo oferece flexibilidade aos alunos, pois podemos criar níveis diferentes de dificuldade. Cada nível possibilita tipos de jogadas diferentes", comenta o coordenador do projeto, José de Souza Rodrigues, 45 anos.

Ele conta que o aluno desenvolve um olhar competitivo para a concorrência e adquire conhecimentos multidisciplinares.

"O participantes tem que saber lidar, com uma postura ativa, com os gastos, as estratégias de mercado e tem que tomar decisões", salienta.

Após o cadastramento no sistema, o jogador já toma suas primeiras decisões, definindo, por exemplo, o tamanho de sua empresa, que é determinado pela capacidade de processamento de produtos, do número de equipamentos adquiridos e de operários contratados.

"Fornecemos ao aluno apenas uma verba inicial, com a qual ele deverá montar sua empresa", explica o coordenador. "E um procedimento bem semelhante ao do início de um negócio na vida real", compara.

Aluna da FEB e uma das responsáveis por desenvolver conteúdos para o projeto, Isabella Pinho Falamonte, 20, também participante do programa, diz que o jogo é uma oportunidade de testar sua competência e habilidades para competir no mercado de trabalho.

Versão para Ensino Médio é testada Débora Scardini da Silva Pistori, 35, que desenvolve pesquisa para aperfeiçoar e identificar erros no software, analisa que jogos deste tipo desenvolvem um comportamento empreendedor no participante. "O jogador se sente dono do próprio negócio, cria um compromisso com ele, é instigado a corrigir erros e buscar por acertos", ressalta.

A iniciativa de criar o jogo, conta o coordenador José Rodrigues, surgiu de experiências da faculdade com jogos de empresas, como o Desafio Sebrae, no qual estudantes de todo o país competem para ver qual grupo obtém os melhores resultados gerenciando uma empresa virtual.

O game tem parceria do CTI (Colégio Técnico Industrial Isaac Portal Roldan), que elaborou a codificação do programa. Ganhou sua versão definitiva em 2006, ao receber apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Atualmente, o jogo é utilizado para apoiar aulas presenciais e serve de vivência em plataformas de educação à distância.

Feito em uma linguagem acadêmica e utilizado no ambiente universitário, José tem planos de inserir o mesmo tipo de jogo, com uma linguagem mais popular, no Ensino Médio.

"Estamos testando no CTI outro software virtual para ser trabalhado com alunos do Ensino Médio, para que possam desenvolver esse espírito empreendedor", divulga. Para obter informações sobre o "Mercado Virtual", basta ligar para (14) 3103-6122 ou escrever para jsrod@feb.unesp.br.