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Diário de Notícias

Jogo educativo estimula a alimentação nutritiva e saudável

Publicado em 30 janeiro 2014

O grupo de desenvolvimento de games educacionais Ludo Educativo lançou nesta semana o jogo Comilo-Saurus. A iniciativa é resultado da interação entre o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN/CNPq) e o Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid/Fapesp) apoiados pela Unesp, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). O centro de pesquisa é coordenado pelo professor d Instituto de Química da Unesp, Élson Longo.

O jogo é voltado para dispositivos móveis e computadores e já está disponível para download no Google Play e em breve na Apple Store. Também é possível jogá-lo online, através do site Ludo Educativo.

No game, uma cientista leva a seu laboratório – através de uma máquina do tempo experimental – bebês dinossauros. Para não danificar a linha do tempo a cientista deve calibrar a máquina do tempo e mandar os bebês de volta para o passado. Enquanto a máquina não estiver pronta o jogador deve, no papel de um robô ajudante, manter os dinossauros bem alimentados.

Para realizar essa tarefa, o jogador estourará bolhas contendo os mais diversos alimentos. É necessário ter cuidado com as escolhas feitas, pois os dinossauros têm necessidades nutricionais específicas e cada alimento oferece uma determinada quantia de cada um dos quatro nutrientes explorados pelo jogo (carboidratos, proteínas, vitaminas e gorduras).

Os dinossauros, ao crescerem, optam por uma dieta onívora, carnívora, vegetariana ou vegana, fato para o qual o jogador deve se atentar também para obter sucesso. O jogo tem como objetivo final trabalhar noções básicas sobre nutrição, além de explorar os conceitos sobre dietas dos animais, tudo de uma forma graficamente rica e com pouco conteúdo textual.

Para criar o roteiro do jogo, os desenvolvedores buscaram referências sobre nutrição e saúde na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e em instituições internacionais. “Buscamos a base na ciência para começar a desenvolver o jogo”, explicou Gabriel Lima, desenvolvedor de games do grupo.

O coordenador do grupo, Alexandre Rosenfeld, explica que os jogos educativos são desenvolvidos a partir da ideia de que o game não é apenas um divertimento. “Não pensamos apenas em entretenimento quando criamos um jogo. Exploramos o lúdico para ensinar algo legal para quem está jogando”, disse.