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Japoneses ampliam estudo de pele eletrônica

Publicado em 19 agosto 2005

Em 2004, pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, anunciaram a criação de uma pele artificial sensível a pressão. O mesmo grupo acaba de incluir mais recursos na tecnologia, como identificar diferentes temperaturas. Agora, o objetivo é dotar robôs com um dos sentidos humanos, o toque.
Os resultados do novo estudo estão sendo publicados esta semana no site e, depois, na versão impressa dos Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).
No trabalho anterior, o grupo, liderado por Takao Someya, conseguiu desenvolver uma pele artificial dotada de sensores capazes de perceber diferenças de pressão. Mas, para que pudesse ser aplicada em superfícies tridimensionais, como os dedos de um robô, foi preciso chegar a um outro material, mais flexível e com novos tipos de sensores.
No novo trabalho, os pesquisadores descrevem como colocaram num filme plástico transistores orgânicos capazes de sentir pressão e semicondutores sensíveis a variações de temperatura. Circuitos orgânicos são geralmente maiores e mais lentos do que os de silício, usado em dispositivos eletrônicos, mas também são mais baratos de fabricar.
O material resultante é flexível o suficiente para ser moldado em uma superfície curva ou ondulada. Segundo os pesquisadores, como os transistores são fáceis de fabricar e de baixo custo, podem ser utilizados em diversos produtos comerciais. Um exemplo está em cobertores para hospitais capazes de monitorar variações de temperatura e outras variações no estado de pacientes.
Os cientistas japoneses acreditam que será possível, em pouco tempo, criar uma pele eletrônica com habilidades humanas ou super-humanas, como a capacidade de sentir o som ou a luz.
O artigo Conformable, flexible, wide-area networks of pressure and thermal sensors with organic transistor active matrixes, de Takao Someya, Yusaku Kato, Tsuyoshi Sekitani, Shingo Iba, Yoshiaki Noguchi, Yousuke Murase, Hiroshi Kawaguchi e Takayasu Sakurai, pode ser lido no site da Pnas, em www.pnas.org.

Agência Fapesp