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Itaú Cultural realiza o Colóquio Internacional Antonio Candido

Publicado em 22 maio 2018

De 23 a 25 de maio (quarta-feira a sexta-feira), o Itaú Cultural realiza o Colóquio Internacional Antonio Candido. Durante estes três dias, intelectuais, escritores e especialistas se debruçam sobre este que é considerado um dos mais importantes intérpretes do Brasil. Com a palavra, estarão a professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo Walnice Nogueira Galvão, a chefe do Departamento de Estudos Luso-Brasileiros do Instituto de Estudos Românicos da Faculdade de Letras da Universidade Carolina Šárka Grauová, o professor titular de Literatura uruguaia na Universidade Federal do Uruguai Pablo Rocca, os escritores Luis Ruffatto e Antonio Prata, a professora e pesquisadora Marisa Lajolo, o professor-emérito da Faculdade de Direito da USP Celso Lafer e o ensaísta, músico e professor aposentado de Literatura Brasileira na USP José Miguel Wisnik.

As mesas serão mediadas pelos representantes da curadoria da Ocupação Antonio Candido, Claudiney Ferreira, gerente do Núcleo de Audiovisual e Literatura, Tânia Rodrigues, gerente da Enciclopédia, e de Laura Escorel, neta do crítico.

Acompanhe a programação:

23 de maio (quarta-feira)

Às 19h

Obra e militância: a vida de um intelectual brasileiro

Walnice Nogueira Galvão fala sobre a obra e militância de Antonio Candido: um grande professor, bem como um grande orientador de teses e de carreiras. Escritor e intelectual atuante, destacou-se na resistência à ditadura. Suas obras constituem o mais alto patamar já atingido pela crítica literária no país.

Walnice é professora emérita Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLECH-USP). Foi aluna e depois assistente de Antonio Candido nessa faculdade. Tem cerca de 40 livros publicados, especialmente sobre Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, crítica literária e cultural.

24 de maio (quinta-feira)

Às 18h

Antonio Candido: a visão de dois brasilianistas

Šárka Grauová e Pablo Rocca fazem um paralelo sobre a obra de Antonio Candido e de hispano-americanos contemporâneos, como David Viñas, Ángel Rama e Rafael Gutiérrez Girardot.

Šárka possui mestrado em Letras (Filologia Inglesa e Portuguesa) e doutorado em Literaturas Românicas pela Universidade Carolina de Praga. Em 1988 publicou a dissertação Laurence Sterne e Machado de Assis: Metamorfoses da Forma Livre. A sua tese, de 2012, é Tradução como Fato Cultural – Caso George Steiner. Atualmente é pesquisadora, docente e chefe do Departamento de Estudos Luso-Brasileiros do Instituto de Estudos Românicos da Faculdade de Letras da Universidade Carolina e presidente da Sociedade Checa de Língua Portuguesa. É tradutora de livros de literatura brasileira, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis; Macunaíma, de Mário de Andrade; Budapeste, de Chico Buarque; O Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. Dirige a coleção Biblioteca Luso-Brasileira das editoras Torst e Triáda.

Rocca é professor titular de Literatura uruguaia na Universidade Federal do Uruguai, onde pesquisa sobre literatura do Rio da Prata e do Brasil. Vem publicando livros e artigos sobre sua especialidade desde 1991, entre eles a tese de doutorado, realizada na Universidade de São Paulo (USP) sobre Ángel Rama, Emir Rodríguez Monegal e o Brasil. Preparou, fez o prólogo e anotou a correspondência entre Candido e Rama.

Às 20h

A pessoa e a obra: a percepção de dois autores

Luiz Ruffato fala sobre a influência das leituras de Antonio Candido em sua visão de escritor. Antônio Prata revela como foi crescer tendo "o professor" e dona Gilda como vizinhos, em uma vila do Itaim. Anos mais tarde, este vizinho escreveu o prefácio do seu primeiro livro – Douglas e Outras Histórias (Azougue Editorial,2001) –, com Chico Mattoso, Paulo Werneck e Zé Vicente da Veiga.

Ruffato é escritor. Publicou Eles eram muitos cavalos, De mim já nem se lembra, Inferno provisório e A cidade dorme, entre outros. Seus livros ganharam os prêmios Machado de Assis, APCA, Jabuti e Casa de las Américas e estão publicados na Argentina, Colômbia, Cuba, México, Estados Unidos, Portugal, França, Itália, Alemanha, Finlândia e Macedônia. Em 2016 recebeu o Prêmio Internacional Hermann Hesse, na Alemanha.

Prata nasceu em São Paulo, em 1977. Tem 10 livros publicados, entre eles, Meio intelectual, meio de esquerda (crônicas) e Felizes quase sempre, livro infantil ilustrado por Laerte, ambos pela Editora 34. Escreve roteiros para televisão e cinema e mantém uma coluna no jornal Folha de S. Paulo aos domingos.

25 de maio (sexta-feira)

Às 18h

Antonio Candido em duas obras: O albatroz e o chinês e O direito à literatura

Marisa Lajolo comenta e debate aspectos da obra de Antonio Candido à luz de sua proposta de incluir a literatura entre os direitos humanos. Celso Lafer faz uma reflexão sobre O Albatroz e o Chinês, último livro organizado e publicado por Antonio Candido, e de que maneira se insere com qualidade e coerência na sua trajetória de grande crítico literário e pensador da cultura.

Marisa tem mestrado e doutorado em Teoria Literária, pela USP. Professora titular (aposentada) da Unicamp. É, também, professora da Universidade Presbiterana Mackenzie. A sua publicação mais recente é Literatura infantil brasileira: uma nova outra história.

Lafer é professor-emérito da USP e da Faculdade de Direito da mesma universidade. Presidiu a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), de 2007 a 2015. É membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Às 20h

Aulas, seminários, conversas: a pedagogia de Antonio Candido

José Miguel Wisnik é ensaísta, músico e professor aposentado de Literatura Brasileira na USP. Fez mestrado e doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada, sob a orientação de Antonio Candido. Publicou, entre outras obras, O coro dos contrários – A música em torno da Semana de 22 (Duas Cidades, 1977), O som e o sentido – Uma outra história das músicas (Companhia das Letras, 1989), Sem receita – Ensaios e canções (PubliFolha, 2004), Veneno remédio – O futebol e o Brasil (Companhia das Letras, 2008).

SERVIÇO:

Colóquio Vida, obra e militância de Antonio Candido

De 23 a 25 de maio (quarta-feira a sábado)

Quarta-feira, às 19h - Sala Itaú Cultural (piso térreo) - 224 lugares

Quinta-feira e sexta-feira, às 18h e às 20h - Sala Multiúso (piso 2) – 80 lugares

Entrada gratuita

Distribuição de ingressos:

Público preferencial – duas horas antes do espetáculo, com direito a um acompanhante (ingressos liberados apenas na presença do preferencial e do acompanhante)

Público não preferencial – uma hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)

Classificação indicativa: Livre

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