Notícia

Correio Popular online

Itak testa pré-processamento de urucum

Publicado em 05 dezembro 2008

Quem também pesquisa a extração de plantas é o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). Em conjunto com o Instituto Agronômico (IAC), pesquisadores desenvolveram um método de pré-processamento da semente de urucum para extrair o corante ainda na propriedade do produtor. Segundo o pesquisador Paulo Roberto Nogueira Carvalho, a idéia é facilitar a vida do pequeno agricultor, que tem dificuldade em comercializar-as sementes. "A maior dificuldade é porque (a semente) é um produto sazonal que não dá para estocar", explica.

Carvalho desenvolveu um processo de pré-extração simples que usa água como solvente ainda no ponto de colheita. "O processamento feito perto do local de produção faz com que o resíduo da semente fique no campo. Na indústria, ela seria descartada, mas pode ser usada como ração animal, especialmente para as galinhas, já que o urucum dá mais cor à gema de ovo", explica o pesquisador.

De acordo com Carvalho, a extração é feita com água aquecida a até 50°C. "Não é um aquecimento muito drástico e é simples", diz. A tecnologia desenvolvida no Ital é simples e o pesquisador lembra que cabe no orçamento das cooperativas e associações de produtores de urucum.

O projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), permite aos pequenos produtores fazer a extração e comercializar o produto de forma mais econômica, já que reduz o custo normal do transporte.