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Irrigação por gotejamento aumenta produtividade nos canaviais

Publicado em 07 outubro 2015

Por Daniel Pedroso

Uma pesquisa desenvolvida pelo engenheiro agrônomo, Fernando da Silva Barbosa, para tese de obtenção do título de Doutor em Ciências sob a Orientação do Professor Rubens Duarte Coelho da ESALQ/USP (Projeto Fapesp 2012/50083-7), mostra o aumento da produtividade de cana-de-açúcar irrigada por gotejamento. 

Embora exija investimentos consideráveis para se irrigar de forma profissional, a disponibilidade dos recursos hídricos está cada vez mais escassa em nosso país. O objetivo da pesquisa foi avaliar o efeito de quatro lâminas de irrigação e quatro intensidades de déficit hídrico na fase de maturação, para oito variedades de cana-de-açúcar irrigadas por gotejamento, analisando as variáveis relacionadas à quantidade e a produtividade por unidade de área, bem como quantificando a produtividade por unidade de água transpirada (produtividade da água). 

Como consequência, as perdas por evaporação foram minimizadas e a retenção de água nas folhas inexistentes, colocando a irrigação por gotejamento como uma boa opção para a irrigação dos canaviais.

Entenda o gotejamento

A tecnologia de irrigação por gotejamento é instalada de forma subterrânea (enterrada), de forma que não seja um inconveniente para nenhuma operação agrícola desenvolvida no canavial. Essa tecnologia distribui a água no ponto exato, com a quantidade adequada e no tempo certo. Além disso, a tecnologia também leva outros insumos: como fertilizantes e defensivos agrícolas. Essa precisão ajuda na produtividade das lavouras não só de cana, como também café, milho, soja, arroz, feijão etc. Quando comparamos a irrigação por gotejamento frente a outros métodos de irrigação como aspersão, o gotejamento é bem mais econômico – ajuda a economizar de 30% a 50% da água, além do que mais brilha os olhos dos produtores: crescimento de produtividade em até 200%, além da economia com mão de obra, energia e produtos.

Em tempos de crise: o que puder ser economizado, otimizado e com resultado maximizado é lucro para o nosso produtor!

Observação: “As opiniões, hipóteses e conclusões ou recomendações expressas nesta tese são de responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a visão da FAPESP”.

Daniel Pedroso, Engenheiro Agrônomo e Coordenador Agronômico da Netafim.

Fonte: Gazeta do Povo