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Ipdmaq e embrapii debatem soluções para inovar na 8ª edição do abimaq inova

Publicado em 16 dezembro 2015

Em parceria com a EMBRAPII, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, o IPDMAQ, junto com a ABIMAQ, promoveu, no dia 26 de novembro, a 8ª edição do ABIMAQ Inova, tendo como tema “Soluções para Inovar”

Realizado na sede da associação, em São Paulo, o ABIMAQ Inova apresentou soluções e tendências tecnológicas, o modelo de negócios da EMBRAPII e cases de sucessos, mecanismos de apoio financeiro, além de promover uma feira de negócios para atendimento aos participantes, com a presença de unidades EMBRAPII e instituições e apoio à inovação.

“A médio prazo, temos que inovar. Não há outra saída para sermos uma potência”, afirmou Carlos Pastoriza, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, na abertura do evento. “Temos problemas da porta para fora, com o Custo Brasil, e da porta para dentro, pela defasagem do parque fabril. Mas este momento difícil representa oportunidades, porque todo país precisa desenvolver a Indústria 4.0 e trocar máquinas e equipamentos. Para esse salto tecnológico, é preciso inovação. E o Brasil pode dar esse salto, se houver incentivos do governo, políticas industriais e recursos financeiros”, acrescentou.

EMBRAPII

Jorge Almeida Guimarães, diretor presidente da EMBRAPII, destacou o caráter diferenciado da organização social, criada em 2013. “Nosso modelo não começa com a empresa, que é mais óbvio. Começamos com os grupos de pesquisa nas universidades e nas instituições e centros de pesquisa que tenham a vocação, o interesse, a disposição, a competência, e algum nível de experiência de interação com empresas e temos tido muitos resultados positivos”, afirmou.

O diretor de Planejamento da EMBRAPII, José Luis Gordon, ressaltou a busca por um modelo de cooperação flexível: “O objetivo é atuar com agilidade, rapidez, com o menor nível possível de burocracia. Se um projeto demora para ser aprovado, isso é muito ruim, pois os ciclos de produtos são cada vez menores, e se você demora para colocá-lo no mercado, demora para ganhar competitividade”.

Talk Show – Cases de sucesso

Embraer – Francisco de Assis Ferreira

“Trabalhamos com diversas instituições, mas a EMBRAPII trouxe um modelo revolucionário pela agilidade e praticidade, com características similares à forma como a Embraer trabalha, buscando: Agregar conhecimentos complementares via combinação de competências e parcerias estratégicas, estimular pesquisa aplicada e validação de tecnologias, compartilhar e reduzir riscos e formar recursos humanos. Nossa sinergia é muito grande, tanto que já estamos com sete projetos em desenvolvimento”.

Siemens – Gelson Campanatti Jr.

“Desenvolvemos um grande projeto de TI referente à industrialização da parte de aquisição de imagem, onde os equipamentos de ressonância magnética da Siemens estão conectados com uma Sala de Comando Central. Desse projeto, 30% foi subsidiado pelo fundo EMBRAPII e o processo todo foi muito simples e bem tranquilo”.

Volvo – Roberson Oliveira

“Nossa negociação com a EMBRAPII para o desenvolvimento de um projeto de automação em agricultura visando eficiência energética foi extremamente rápida. Foi uma quebra de paradigma, pois sempre tentamos projetos com universidades, mas não vemos os resultados a curto prazo, dado o excesso de burocracia. Com a EMBRAPII, em um ano já tivemos resultados e nossa ideia é continuar nesse modelo de negócio com outros projetos”.

Votorantim Metais – Rogério Rabelo de Faria

“Dentre os nossos projetos aprovados, podemos citar um sistema automatizado em escala piloto para queima de um combustível sólido em uma de nossas unidades, tecnologia inédita no setor de mineração, que teve prazo de execução extremamente rápido. A EMBRAPII nos permite pesquisar, desenvolver e executar projetos de alta complexidade com instituições brasileiras, evitando que saiamos do país, o que desenvolve o parque industrial brasileiro”.

Uma história de inovação e sucesso – Bento Koike

A inusitada e impressionante trajetória profissional de Bento Koike, engenheiro aeronáutico graduado e pós-graduado em estruturas aeroespaciais pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), foi apresentada na palestra “Uma História de Inovação e Sucesso”. Koike fundou em 1995 a Tecsis, companhia que fabrica pás para energia eólica e que já começou atuando globalmente, atingindo em pouco tempo uma lista de realizações e tornou-se referência global no segmento.

Koike, que virou case em Harvard e recebeu o prêmio de empreendedor do ano de 2013 da Endeavor Global, afirmou que não há receita para inovar, mas ressaltou como ingrediente essencial para a inovação, em primeiro lugar, a educação: “Não adianta termos política industrial, recursos, investimentos, se não houver educação adequada. Para colocarmos o Brasil entre os primeiros do mundo, não podemos nos conformar com nossa posição nos índices de educação”, afirmou.

O empreendedor salientou ainda a autolimitação como entrave para a inovação no país. “A maior barreira para a inovação está no próprio indivíduo, que subestima muito sua capacidade. O empreendedor não deve nunca achar que já chegou onde podia. Se você disser para si mesmo ‘já deu’, você será engolido, pois não podemos parar de pensar fora da caixa, buscando sempre a inovação”, alertou.

Apoio à Projetos de Inovação EMBRAPII

Com mediação de Carlos Eduardo Pereira, diretor de Operação da EMBRAPII; Luiz Daniel Wilcoxx de Souza, do BNDES; Felipe Cardoso, do FINEP; Douglas Eduardo de Almeida, do SEBRAE; Álvaro Sedlacek, da Desenvolve SP; e Douglas Eduardo Zampieri, da FAPESP; apresentaram detalhes sobre os mecanismos de apoio à inovação disponíveis em cada uma das instituições e abordaram a importância da integração entre elas.

“Muitas empresas começam a inovar, mas não estão com as companhias organizadas, em dia. Por isso, é importante que o empresário esteja preparado não só na questão da educação tecnológica, mas também na educação de gestão.” Álvaro Sedlacek, da Desenvolve SP

“Percebemos que o pesquisador está dentro da universidade querendo desenvolver projetos, mas não tem a visão empreendedora e, por outro lado, encontramos várias empresas querendo empreender, mas sem saber como financiar este projeto. Quando você cria a sinergia entre instituições, consegue resultados.” Douglas Eduardo de Almeida, do SEBRAE

EMBRAPII para Pequenas e Médias Empresas

“A estratégia definida pela CNI para o SENAI é adotar uma educação cada vez mais tecnológica, no nível adequado às necessidades da indústria, criando um ambiente no qual o setor produtivo possa aplicar o conhecimento pré-existente na solução de problemas industriais. Nossa participação na EMBRAPII tem esse objetivo”. Gustavo Leal Filho, SENAI

“Nosso foco com a EMBRAPII é o desenvolvimento de um simulador de operações subsea, visando à montagem do primeiro protótipo nacional, em uma segunda fase. Encontramos agilidade na aprovação do projeto, uma forma de minimizar riscos, foco nas necessidades da empresa, acesso aos laboratórios e equipe de qualidade. Nosso parceiro é referência no país e temos conseguido bons resultados e bastante sucesso.” Ricardo Marquini, TR Subsea

“Buscamos parcerias com universidades para o desenvolvimento de novos negócios em software para engenharia e em uma nova solução em uma nova área de atuação, mas nossas expectativas anteriores foram desgastantes. Na UFCG, que tinha acabado de se credenciar com a EMBRAPII, tivemos uma surpresa. Impressionamo-nos com a celeridade do processo, a pouca burocracia e a capacitação que encontramos.” Alexandre Brandão, Tee We

Painel: Raul Arozi Moraes, Autodesk

Raul Arozi Moraes, especialista técnico da Autodesk, empresa líder em software profissional e pessoal para projetos 3D, engenharia e entretenimento, destacou o impacto das tecnologias emergentes nos modelos de negócios, métodos de produção e no ciclo de vida dos produtos.

“Os produtos estão se tornando cada vez mais complexos, elaborados e inteligentes, passando a realizar mais de uma atividade e interagindo com outros sistemas. Além disso, o cliente também está cada vez mais preocupado com várias questões: O produto é sustentável? É customizado para minhas necessidades? Tudo isso exige um ambiente de trabalho mais colaborativo, linhas mais enxutas e automatizadas e manufatura avançada para conseguir atender rapidamente às mudanças de mercado”, afirmou Moraes.

Fonte da notícia
Empresa:Vervi
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