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Investimento não afeta pesquisa, diz secretário

Publicado em 21 março 2009

Integrantes de governo e políticos consideram as ações na área de inclusão digital, e os recursos usados para torná-las possíveis, extremamente relevantes para a população.

Na opinião do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Alberto Duque Portugal, "a exclusão digital é o analfabetismo moderno". "Quem não domina a internet, o computador, não é capaz de processar informação e conhecimento."

Por isso, segundo ele, a inclusão digital é prioritária no Estado. "Houve uma decisão estratégica de colocar uma contrapartida [em MG]. Os deputados ficaram atraídos porque estavam atendendo as suas bases eleitorais. Para cada real que traziam, o governo estadual também colocava um real."

De acordo com ele, isso resultou num total de cerca de R$ 90 milhões. O Estado possui hoje 84 CVTs e 487 telecentros. E, até o final deste ano, serão 86 CVTs e 1.032 telecentros. Cada CVT custa R$ 600 mil, enquanto um telecentro custa R$ 50 mil, diz o secretário.

Mas Portugal afirma que o investimento em inclusão digital não afeta a pesquisa em Minas. "A Fapemig [fundação de amparo à pesquisa do Estado], no ano passado trabalhou com um orçamento da ordem de R$ 230 milhões. Obviamente, está ainda longe da Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo], mas definitivamente hoje deve ser a segunda fundação de amparo à pesquisa. E, neste ano, deve-se trabalhar com recursos da ordem de R$ 200 milhões."

"Esforço conjunto"

O deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE), que conseguiu cerca de R$ 4 milhões numa emenda de inclusão digital para seu Estado, afirma que por ter sido ministro das Comunicações sabe da importância da questão. "A inclusão digital dá oportunidade às pessoas e as inclui no mundo econômico. Foi com esse sentimento que apresentei a emenda", disse.

Segundo ele, uma das intenções é apoiar o programa do governo estadual chamado Cinturão Digital. Segundo o Estado, esse projeto vai criar uma infraestrutura própria de fibras ópticas com o objetivo de prover acesso por banda larga às principais cidades do interior. No Ceará, apenas cinco municípios dispõem de internet numa velocidade média.

O deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE), que obteve R$ 7,7 milhões para inclusão digital, ressalta que essas emendas não são uma ação isolada. "Elas são parte de um esforço maior de ampliação do acesso da população às tecnologias de informação e comunicação, sempre com o viés da educação, da formação tecnológica, do desenvolvimento de recursos humanos. E sempre destacando em articulação com a estratégia do governo do Estado."

Na opinião do senador Delcídio Amaral (PT-MS), relator do Orçamento deste ano, o governo deu prioridade absoluta para a inclusão digital. "O que eu acho corretíssimo", afirmou.