Notícia

Gazeta Mercantil

Investimento em tecnologia

Publicado em 08 fevereiro 1996

Por Márcia Raposo - de São Paulo
A expectativa da indústria de cimento, de crescimento até o ano 2000, está diretamente atrelada ao ritmo das privatizações dos setores de infra-estrutura, o mesmo que fazia do Estado o maior consumidor de cimento nas décadas passadas, uma vez que dificilmente se espera uma reversão da estabilidade econômica. Um estudo feito pelos fabricantes prognosticam que até o final da década as construtoras, indústrias de artefatos e o Estado venham somar 56% (hoje 39%) do consumo do cimento e o segmento de autoconstrução fique ao redor de 44% (hoje 61%). A projeção da demanda doméstica de cimento indica um consumo pessimista de 34 milhões de toneladas, e otimista de 40 milhões, até o ano 2000. E ao mesmo tempo os investimentos em modernização tecnológica (substituição da tecnologia de viu úmida-que utiliza óleo combustível como energético - pela via seca) deverão render um ganho de produtividade para 55 milhões de toneladas por ano no País, em vez dos 45 milhões instalados hoje. Ou seja, a projeção é que, mesmo com uma retomada mais aguda da economia, dificilmente haverá falta de cimento para o mercado. De qualquer forma, o consumo brasileiro de cimento, 175 quilos per capita por ano, está longe do maior consumidor, a Coréia do Sul, na casa de 1 tonelada por habitante, especialmente após o plano habitacional do governo coreano, que significou um aumento de 30% desde que se iniciou em 1990. Japão, Itália, Grécia, Espanha e Israel, onde o consumo mais tem crescido desde 1990, estão na faixa de 600 a 800 quilos de cimento per capita e em países mais estabilizados, onde a infra-estrutura está pronta como EUA, Alemanha e Dinamarca, o consumo já retroagiu para a faixa dos 200 a 400 quilos por habitante.