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Investimento em inovação gera retorno econômico e social, afirmam palestrantes em seminário internacional

Publicado em 20 maio 2019

Por Helayne Boaventura

Representantes de instituições de ciência e tecnologia de cinco países e do Brasil defenderam, nesta quinta-feira (16), que o investimento em inovação traz retornos efetivos à economia e ao bem estar da população.

Esse foi um dos aspectos debatidos durante o Fórum Exame/Veja “A importância da inovação na era da economia digital”, realizado em São Paulo pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

“A capacidade inovadora das empresas e da gestão pública é determinante para aumentar o desenvolvimento econômico e social do país”, destacou o presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira, na abertura do evento. “A capacidade da Indústria brasileira de competir internacionalmente dependerá da habilidade de promover e adotar a inovação como parte das políticas públicas e do DNA das empresas”, completou ele.

Um dos palestrantes estrangeiros do seminário, Holger Kohl, representante do Instituto em Produção de Sistemas e Tecnologias de Design (IPK) da Sociedade alemã Fraunhofer, afirmou que cada Euro investido na instituição produziu 18 vezes mais riqueza no país.

Em 2014, a Fraunhofer obteve 1 bilhão de Euros em orçamento público e privado, que se transformou em 20 bilhões na economia alemã. “O que a economia precisa obter como resultado de pesquisa e desenvolvimento (P&D), no final das contas, é crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e aumento da competitividade das indústrias nacionais”, avaliou. “Nós ainda precisamos de instituições que consigam entender as verdadeiras necessidades industriais.”

Durante o fórum, foram apresentadas as principais conclusões do livro “Innovation in Brazil: Advancing Development in the 21st Century”, resultado de trabalho de pesquisa encomendada pelo SENAI ao Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Pesquisadores da entidade norte-americana e da Sociedade Fraunhofer foram contratados para ajudar na implantação da rede nacional de 26 Institutos SENAI de Inovação.

O pesquisador Ben Ross Schneider, do MIT Political Science, que fez a apresentação do livro, afirmou que, entre outros caminhos para avançar no campo da inovação, o Brasil precisa promover a colaboração entres os três eixos da chamada “tripla hélice”: governo, empresas e universidades, assim como estimular inovações institucionais. Desse ponto de vista, ele apontou como relevantes a criação dos Institutos SENAI de Inovação, que realiza pesquisa aplicada – a tradução do conhecimento científico em soluções inovadoras que vão para o mercado – e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que financia projetos de 42 unidades em um novo modelo ágil, sem burocracia e flexível.

Schneider também elogiou o papel desempenhado pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), grupo coordenado pela CNI que reúne 200 executivos das maiores empresas brasileiras.

O professor do MIT argumentou que o ambiente brasileiro de inovação é muito fragmentado e que é necessário fomentar a existência de novos formatos institucionais mais adequados aos desafios tecnológicos atuais. “O Brasil deve pensar se é hora ou não de fechar algumas instituições que já tiveram um papel importante mas que hoje, com a mudança da tecnologia, não são mais necessárias e pensar como continuar incrementando outros formatos de instituições”, defendeu.

Durante o painel que discutiu a importância das instituições de ciência e tecnologia (ICTs) para a indução de um ambiente inovador, o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, também destacou a importância das novas organizações brasileiras. “Temos um novo pacote de soluções institucionais e essa agenda de inovação é decisiva para o Brasil capturar as oportunidades que estão surgindo”, disse ele, ao lado da chefe da rede Catapult, do Reino Unido, Heidi Simons.

Participaram também do seminário Laurens Steen, representante para a América Latina da The Netherlands Organisation for Applied Scientific Research (TNO), da Holanda, Martin C. Sanne, diretor-executivo do Council for Scentific and Industrial Research (CSIR), da África do Sul, Jorge Guimarães, diretor-presidente da EMBRAPII e Carlos Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

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