O Ministério da Saúde e a Anvisa ainda não chegaram a uma conclusão a respeito da vacina contra a dengue fabricada pelo Instituto Butantan.
O Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda não chegaram a uma conclusão a respeito das investigações dos eventos adversos causados pela Butantan-DV, a vacina contra a dengue fabricada pelo Instituto Butantan.
O imunizante é considerado por especialistas e autoridades de saúde como uma ferramenta importante para o controle da dengue no país. Calor e chuva formam o cenário propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, para o aumento da infecção. O El Niño vai potencializar essas condições.
No dia 8 de junho, o ministério anunciou a interrupção do uso da Butantan-DV no SUS (Sistema Único de Saúde).
A decisão temporária ocorreu após a identificação de 42 episódios de reações adversas mais severas, que foram temporalmente associadas ao momento da aplicação da vacina.
“Os especialistas estão investigando detalhadamente nessas 42 pessoas se tem alguma condição clínica, algum motivo [que provocasse as reações]. A partir dessa investigação, será definido como a vacina poderá ser utilizada de forma segura para a população”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Padilha conversou com a reportagem na manhã desta segunda-feira (6), durante o Fórum de Saúde promovido pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil). O evento reuniu executivos das principais empresas do setor para debater os desafios da regulação, da inovação e do acesso à saúde no país.
Na abertura, o ministro ressaltou o potencial do Brasil no setor da saúde. Ele citou a dengue e a crise climática como temas decisivos para a saúde global e para a saúde pública.
“A crise climática é acima de tudo uma crise de saúde pública. Um em cada 12 hospitais paralisaram suas atividades por conta da tragédia climática. Esse é o relatório que apresentamos com a Organização Mundial de Saúde na COP30. Doenças surgem em regiões que não existiam por conta das mudanças climáticas.”
Folha Press