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O Dia a História

Internet - História

Publicado em 11 março 2017

História e usos da Internet

1 Pré-história da Internet

Os primórdios da Internet remetem à reação do governo norte-americano ao Projeto Sputnik da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), capitaniadas pela Rússia, durante a guerra fria, em 1957.

O nascimento da Internet está diretamente relacionado ao trabalho de peritos militares norte-americanos que desenvolveram a ARPANET, rede da Agência de Investigação de Projetos Avançados dos Estados Unidos, durante a disputa do poder mundial com a URSS. A Força Armada dos Estados Unidos, em 1962, segundo Turner e Muñoz (2002, p. 27), “encomendou um estudo para avaliar como suas linhas de comunicação poderiam ser estruturadas de forma que permanecessem intactas ou pudessem ser recuperadas em caso de um ataque nuclear”.

O apoio financeiro do governo norteamericano através da pesquisa promovida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos por meio da ARPA – Administração dos Projetos de Pesquisa Avançada, já em 1968, foi o impulso para a implantação do sistema de informação em rede.

Iniciada com objetivos militares, propondo uma sobrevivência aos elementos partícipes por não estarem conectados de modo hierárquico, característica marcante daquele setor, a disposição em rede permitia a não ameaça ao cabeça do programa, caso fosse atacada. Era crucial que a arquitetura do sistema fosse diferente daquela apresentada pela rede de telefonia norte-americana.

Um elemento essencial de sua razão de ser era que a rede pudesse sobreviver à retirada ou destruição de qualquer computador ligado a ela, na realidade, até a destruição nuclear de toda a infra-estrutura de comunicações. (…) Essa era a visão do Pentágono. (BRIGGS e BURKE, 2006, p. 301).

Contrariamente à visão governamental norte-americana, a percepção das universidades, por definição espaços mais democráticos do que o setor militar, era outra. Contam Briggs e Burke (2006, p. 3001), que “no início, tratava-se de uma rede limitada (Arpanet), compartilhando informações entre universidades “hi-tec” e outros institutos de pesquisa”.

O primeiro (microprocessador) (…) chegou ao campus da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, em janeiro de 1969, quando Leonard Kleinrock os instalou e usou em seu laboratório; em dois anos a Arpanet era totalmente operacional. As mensagens de e-mail eram a base da comunicação, e nem todas as informações tratavam de assuntos de defesa.

(BRIGGS e BURKE, 2006, p. 301).

O processo de funcionamento da comunicação em rede estabelecia, segundo relatam Briggs e Burke (2006, p. 301), que “qualquer computador podia se ligar à Net de qualquer lugar, e a informação era trocada imediatamente em ‘fatias’ dentro de ‘pacotes”’.

A noção da quebra de mensagens em “pacotes de informação”, é, conforme os autores Briggs e Burke (2006), uma idéia mais antiga, presente nas pesquisas de computação desde os anos finais da década de 1960.

Era importante, para efetuar tais “trocas” de informações entre as máquinas que houvesse interfaces que possibilitassem o processo codificação/decodificação/recodificação entre os microcomputadores que utilizassem “faces diferentes e linguagens distintas”.

Surgem, então, os IMP’s, processadores de mensagens “interfaces”.

Com cerca de dois mil usuários em 1975, a Net permitia um acesso livre aos professores e pesquisadores usuários desta tecnologia.

A visão educacional das universidades compreendia a rede como uma possibilidade de difusão e de compartilhamento de informação.

A construção social deriva da maneira como os componentes do grupo estabelecem os parâmetros de comunicação entre si. Turner e Muñoz (2002, p. 15), afirmam que “os gestos definiram a estrutura social do Homem de Neanderthal. A escrita e a pintura definiram o Cromagnon, e o bit definirá o ser Infosocial”. Para justificar sua posição eles discorrem sobre as etapas de desenvolvimento do homem.

O paleolítico é o início da Idade da Pedra, caracterizado pela criação de ferramentas de pedra e pelo domínio do fogo. (…) O mesolítico é o período de transição entre o paleolítico e o neolítico. (…) marca uma era de coexistência entre sociedades coletoras e grupos neolíticos de agricultores. (…) No neolítico surgem os primeiros inventos tecnológicos que conduzem ao estabelecimento de uma nova sociedade baseada em comunidades assentadas que (…) criam gado e aram a terra. (…) O Infolítico, após 6000 anos apresenta a sociedade atual que aprendeu a fabricar “pedras” muito pequenas mas carregadas de grande quantidade de informação – os chamados microchips. Essas pedras modernas permitem aumentar o volume de informação e a velocidade com que ela é transmitida assim como o número de pessoas que possa se beneficiar desse conhecimento. (TURNER e MUÑOZ, 2002, p. 16 – 17).

Podemos, então, pensar que existe a possibilidade da humanidade estar diante de um novo processo antropológico, ou, no mínimo, em frente a uma encruzilhada onde, entre tantas trilhas a seguir, se pode ver que “um outro mundo é possível”, parodiando o slogan do Fórum Social Mundial, criado em Porto Alegre/RS.

2 O impulso comercial na Internet: o desenvolvimento

A importância da Net além dos espaços militares e universitários dependia, segundo Briggs e Burke (2006, p. 301), da “ampliação da consciência de suas possibilidades comerciais”.

CompuServe foi o primeiro provedor de serviços comerciais on-line, iniciou suas operações em 1979, nos Estados Unidos e tendo como sócio o Grupo Time/Warner.

Grupos alemães e franceses perceberam o “novo negócio” e ligaram-se à American On- Line (AOL), fazendo surgir o segundo provedor.

Na seqüência, Prodigy surge como um novo provedor dos serviços comerciais online no mercado norte-americano. Contam Briggs e Burke (2006, p. 301), que “os três rivais (…) tinham um conjunto de assinantes, em 1993, que havia duplicado em dois anos, até os 3,5 milhões”.

Ao perceber o “ciberespaço” como uma oportunidade de novos negócios, Briggs e Burke (2006, p. 302), afirmam que “uma nova fase se abriu quando a Net atraiu interesses comerciais e seu uso se ampliou”. Nas montanhas suíças, mais precisamente nos laboratórios do CERN, um instituto europeu de pesquisa, Tim Berners-Lee, um pesquisador inglês imaginou, relatam Briggs e Burke (2006, p. 302), “o que chamou de ‘World Wide Web’, em 1989”.

Berners-Lee imaginava a possibilidade de integrar seu computador numa rede mundial onde cada computador fosse um arquivo desta mesma rede, podendo ser acessado por qualquer computador ligado à Net, possibilitando, que:

(…) toda a informação arquivada nos computadores de todos os lugares estivesse interligada.

Essa hipótese era notável porém não fazia parte do que a Arpanet tinha em mente.

(…) Para Berners-Lee, ‘tecer’ a rede não era inicialmente uma tarefa lucrativa. (BRIGGS e BURKE, 2006, p. 302).

Cabe lembrar, no entanto, que na Internet o usuário dispõe de informação 24 horas por dia, sete dias por semana, quatro semanas por mês, doze meses por ano.

Porém, o uso desta informação está ao encargo do próprio usuário. Os internautas, lembram Turner e Muñoz (2002, p. 45), devem “utilizar a Rede com responsabilidade”.

Entretanto, para os investidores das empresas norte-americanas que desenvolveram a Internet, o que interessava era o lucro.

Berners-Lee, que desejava manter a Internet aberta, livre e sem proprietários, diferentemente dos demais ramos dos Meios de Comunicação de Massa conhecidos até então, acreditava no potencial global do novo meio e o transformou, segundo a revista Time, de “um sistema de comunicações poderoso que somente a elite poderia usar (…) em um meio de comunicação de massa”. Contam Briggs e Burke (2006, p. 302), que a referida revista saudou Berners-Lee como “o único pai da Web; chamou suas realizações de ‘quase gutenberguianas’“.

Ainda conforme Bringgs e Burke (2006, p.302), “a maioria dos primeiros provedores de software considerava que a Internet liberava e dava poder aos indivíduos, oferecendo vantagens sem precedentes à sociedade”. Mais pessoas se filiavam a essa percepção. Winston (1995, apud, Bringgs e Burke, 2006, p.302), argumentava, “que com a convergência tecnológica, alcançaríamos ‘maior liberdade humana’, ‘mais poder para o povo’ e mais cooperação internacional”.

3 A era educacional: o terceiro patamar da Internet

Em 1996, nos Estados Unidos, o então presidente Clinton e seu vice, Al Gore, simbolicamente inauguram a ligação de telefones fixos das salas de aula do estado americano da Califórnia com a Internet. O secretário da Educação do governo Clinton-Al Gore definiu a Internet como “o quadro negro do futuro”.

Contam Briggs e Burke (2006, p. 303), que “o entretenimento não foi mencionado na ocasião. Nem a televisão. Tampouco a política”. Gates, no entanto, via os computadores como libertadores pois permitiam que as pessoas se dedicassem a tarefas mais criativas.

Serve-nos de exemplo do emprego dos recursos da informática na área da educação a experiência realizada no Laboratório de Aprendizagem do Segundo Ciclo da Escola Municipal de Ensino Fundamental José Mariano Beck, em Porto Alegre/RS. A Profa.

Íria Catarina Queiróz Baptista, no ano de 2001, atendia alunos no contra-turno de suas atividades regulares, estudantes com deficiência de aprendizagem que recebiam atendimento especializado e individual a fim de suprir suas defasagens em relação ao nível médio da turma.

Conta a Profa. Íria Baptista que um determinado aluno não conseguia reproduzir a grafia das letras manualmente. Ele não apresentava disfunções motoras graves ou pouca habilidade. Muito esforço já havia sido empregado na tentativa de fazê-lo reproduzir graficamente as letras de seu primeiro nome, sem sucesso. Numa certa tarde, só este aluno compareceu ao Laboratório de Aprendizagem e, por coincidência, a turma que estaria com as aulas alocadas no laboratório de informática também registrou pouca freqüência.

Com a possibilidade de utilizar outro recurso educacional, um software criado pela pedagoga Cristina Pereira Lima Santos, que experimentalmente construíra um jogo de nomeação das crianças de cada turma atendida, implicando na escrita de todos os nomes dos alunos pertencentes à turma, a Profa. Íria Baptista levou seu aluno ao laboratório de informática.

As professoras explicaram as “regras do jogo” ao aluno e ele timidamente começou a se aproximar do teclado. Para a surpresa das professoras, o aluno brincando com a imagem registrada das letras na tela do computador e vendo os rostos de seus amiguinhos, conseguiu escrever seu nome digitando em ordem fonética as letras correspondentes.

Na avaliação das professoras Íria Baptista e Cristina Santos, o pequeno aluno já conhecia as letras, seus sons e suas imagens, porém não conseguia reproduzi-las.

Como no jogo ele podia digitá-las a partir da imagem graúda e traçada em linhas retas mostradas no teclado, identificando-as pode construir as palavras, os nomes de seus colegas, que já conhecia.

Este é apenas um exemplo dos resultados do uso dos laboratórios de informática pelas escolas mantidas pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Outros tantos saberes são construídos naqueles espaços laboratoriais, entre eles as trocas de textos produzidos por alunos municipais com escolares de outros municípios e de outros estados brasileiros através da Internet. Livros já foram construídos pelas crianças neste processo digital.

A mídia velha divide o mundo entre produtores e consumidores: nós somos autores ou leitores, emissoras ou telespectadores, animadores ou audiência, como se diz tecnicamente, essa é a comunicação um-todos.

A nova mídia, pelo contrário, dá a todos a oportunidade de falar assim como de escutar.

Muitos falam com muitos – e muitos respondem de volta. (BROWNING e REISS, APUD, DIZARD JR., 2000, p. 23).

Percebendo a importância de relacionar informação e educação, a Microsoft passou investir pesado em projetos educacionais.

Com isso, imediatamente a empresa de Bill Gates passou a aparecer gratuitamente na mídia. Claro que Gates sebe que é importante construir um mercado de consumidores.

Desenvolver nas crianças a afinidade com o mundo digital é constituir futuros consumidores também.

Surge, então, a característica dos últimos anos do Século XX na Internet: a tríade informação, educação e entretenimento.

Trazer os conhecimentos da área da psicologia, principalmente àquela que estuda o comportamento do consumidor, pode auxiliar a compreender essa tríade que se estabelece na Internet atualmente. Para Maslow, o ser humano trata com suas diferentes necessidades de acordo com aquilo que já detém.

Por exemplo, alguém que não tem suas necessidades básicas satisfeitas (alimentação, saúde, proteção, por exemplo), não percebe ou não desenvolve outras necessidades menos básicas mas completamente humanas, como por exemplo, status e diversão.

Para Turner e Muñoz (2002, p. 35), a Internet “pode ser considerada como a máxima expressão da democracia. (…) porque constitui uma comunidade livre, igualitária e fraternal”.

Mesmo sendo a Internet um meio de comunicação democrático, e talvez o mais democrático visto até hoje, os consumidores da Internet são, ainda, uma elite.

4 Mercado Internet: mapeando usuários, encontrando consumidores

Sobre o perfil dos usuários norteamericanos, Dizard Jr. (2000, p. 31), afirma que “(…) pelo que até agora se sabe, na curta existência da Internet como mercado, seus usuários são majoritariamente homens jovens, brancos e com boa educação”. Se pensarmos em termos de Brasil, onde a Internet “chegou mais tarde” do que nos Estados Unidos, então, veremos que o perfil do usuário da Internet1 é muito próximo do perfil do público leitor de jornais divulgado pelo Instituto Vox Mercado, em 1998. Conforme Mannarino (2000, p. 83 – 84), os resultados obtidos junto aos “15.092 brasileiros entrevistados em março de 19982 (…) indicam que 29% deles acessam a Internet“ e que 42% desses usuários são, segundo o autor, “heavy users3, visitando a rede mundial diariamente, e 30%, semanalmente”.

Ainda conforme os dados obtidos pela pesquisa Cadê?/IBOPE4, temos que:

(…) este grupo de usuários é composto por 55% de homens e 45% de mulheres. A grande maioria pertence às classes “A” e “B”, com 85% dos usuários. Entre as faixas etárias que mais utilizam a Internet, 49% dos usuários estão situados entre 20 e 39 anos, 33% estão entre 10 e 19 anos e 18% têm mais de 40 anos. São realmente números bastante semelhantes ao perfil do leitor de jornais no Brasil o que indica que o público da Internet tem o mesmo perfil que o verificado por quem lê jornal impresso. (MANNARINO, 2000, p. 84).

Os dados apontados nas pesquisas direcionadas a construir um perfil dos leitores de jornais impressos e de usuários da Internet no Brasil vêm ao encontro das necessidades mercadológicas dos produtos midiáticos de conhecer seus públicos. Entretanto, a informação que aponta para as necessidades dos consumidores pertencentes às classes sociais “A” e “B”, indicam que estes usuários são potenciais consumidores de muitos setores, inclusive de diversão, por exemplo.

Um dos dados que mais chama a atenção da pesquisa Cadê?/IBOPE de 1997 é o interesse dos usuários da Internet por conteúdos de websites, constatado após análise dos 25.316 questionários aplicados. O interesse total por notícias, de 81%, supera qualquer outro item: compras – 41%, artes – 50%, turismo – 52%, esportes – 52%, sexo – 57%; ciências – 66%; música – 66%. (MANNARINO, 2000, p. 84).

Talvez essa seja a questão do momento: os usuários da Internet no Brasil neste princípio de Século XXI estão ávidos por consumir.

Muitas são as possibilidades de consumo na Rede Mundial, inclusive de informações.

Talvez Canclini esteja correto: na nova sociedade a cidadania se concretize a partir do consumo. A Internet possibilita visitar sites, analisar produtos de qualquer lugar do mundo. E, possibilita, ainda, consumir produtos da área da comunicação, do jornalismo, por exemplo. É possível consumir notícias, produto à venda e também à disposição de modo gratuito na Rede Mundial.

As companhias de mídia têm geralmente sido lentas em explorar a Internet e outros canais eletrônicos como um mercado para seus produtos. Companhias de filmes e televisão usaram a rede principalmente para apresentar suas produções. (…) Em 1998, haviam mais de 1.600 jornais americanos com páginas na Web, mas apenas um estava tirando algum lucro desse serviço: o Wall Street Journal’s Interactive Edition, com mais de 150.000 assinantes pagantes. (…) As editoras de livros têm sido a exceção ao lento início de exploração da Internet pela mídia tradicional. (…) A Amazon.com, (…) iniciada em 1994 como uma tentativa arriscada de vender livros online (sic) (…) se transfomou no mais quente varejista da Web, com vendas de cerca de US$ 400 milhões em 1998. (DIZARD JR., 2000, p. 30 – 31).

Por outro lado, quando a Slate, revista digital financiada pela Microsoft de Bill Gates, tornou onerosa a assinatura5 anual do veículo, antes disponibilizada de forma gratuita, relata Dizard Jr. (2000, p. 30), que “seus leitores caíram de 200.000 para 30.000”.

5 Mercado financeiro e Internet: quase igual à realidade

O “boom” da Internet ocorreu em menos de dez anos. Entretanto, no fim do século XX (2000), começaram a surgir os colapsos nas empresas pontocom.

Economicamente, as empresas pontocom haviam recebido uma supervalorização financeira. Ao ver a aproximação do ano 2000, por ser representado resumidamente pelos dígitos 00, disseminou-se a informação de que poderia haver um bug no sistema de computadores que não estavam projetados para reconhecer a dezena 00 como 2000 e, reconheceriam, então, essa informação representada por 00 como referência ao ano de 1900. Esse desacerto traria cem anos de diferença, atrasando e comprometendo as informações do sistema financeiro, em especial.

Um dos primeiros colapsos foi o da empresa sueca Boo.com, no verão de 20006, seguido de uma notável diminuição no valor das ações da Amazon, uma das empresas mais conhecidas na Internet, que negocia com livros: ela perdeu um quinto de seu valor na Wall Street em um dia. Em um guia da e-conomy, em abril de 2000, The Economist falava não em flutuações, mas em “rodopios”.( BRIGGS e BURKE, 2006, p. 304).

Esses problemas foram seguidos, inclusive pela Amazon.com, que, contam Briggs e Burke (2006, p. 304), obteve “uma notável diminuição no valor das (suas) ações, (…) uma das empresas mais conhecidas da Internet, que negocia com livros: ela perdeu um quinto de seu valor na Wall Street em um dia”. Contrariando os corretores da bolsa de valores norte-americana, que aguardavam uma ressaca da Amazon.com, em julho daquele mesmo ano, a empresa bateu todas as expectativas e fechou o pregão em alta. Conforme Briggs e Burke (2006), foi em razão desses altos e baixos das ações high-tech da Nasdaq que as empresas pontocom foram classificadas em um grupo econômico diferente das demais empresas S.A. nos Estados Unidos, a partir de 1993.

6 Considerações

A convergência das mídias possibilita, desde o final do Século XX e na primeira década do Novo Século (XXI), a mescla entre informação, entretenimento e conteúdos educacionais no ciberespaço. Se pensarmos que conteúdos educacionais não são opções fechadas nem estão sob o domínio das escolas ou das universidades, que cada indivíduo pode transmitir conhecimentos que detém, percebe-se que esta possibilidade é viável na Internet. Muitas páginas que aparecem sob a denominação de hot sites ou de blogs, por exemplo, trazem conteúdos “pessoais”, muitas vezes “personalizados”. Entretanto, pode-se aprender através destas informações disponíveis no ciberespaço.

A estrutura da Internet permite mais do que a troca de informações armazenadas; possibilita a troca de informações sonhadas pelos internautas, desejadas, criadas por cada um que se ligue à Rede Mundial.

A Internet não é um novo meio de comunicação.

Ela irá se converter rapidamente no meio de comunicação. A Internet no futuro (…) será um sistema integral de multimídia que acessará todos os jornais, revistas, emissoras de rádio, canais de televisão e filmes produzidos por todos os países do mundo. (TURNER e MUÑOZ, 2002, p. 66).

O tempo que o usuário da Internet dedica as suas necessidades de estar “plugado” no ambiente digital não foi criado. Conforme Turner e Muñoz (2002, p. 67), “(…) ele é roubado de outro lazer que parece ser a televisão.

(…) a perda de audiência das emissoras de televisão chegará a ser um problema sobretudo à noite e nos finais de semana, principalmente durante o Prime Time7”.

Essa é uma readequação que o usuário efetiva por considerar mais interessante e, talvez, mais proveitoso para si naquele momento, o acesso às páginas digitais do que à assistência televisiva, pouco ativa, diferente dos processos de acesso à Rede Mundial e aos apelos encontrados no ambiente digital.

Após pensar o tempo de permanência do usuário na Internet, sua origem e transformação, se pode pensar a relação geográfica modificada pela mais nova mídia.

A autora discutia já em 1999, quando escreveu “tulipas vermelhas”, essa questão. Para Abreu (2004, p. 44), “(…) com essa quebra da relação geográfica no mundo (real), o longe não existe mais. Longe, na Rede, é palavra fora do vocabulário; substituída pela velocidade de acesso e de apreensão das informações disponíveis”.

Buscar informações, encontrá-las e usufruir de sua apreensão é o mais importante no momento.

Karen Cristina Kraemer Abreu

7 Referências bibliográficas

ABREU, Karen Cristina Kraemer. Tulipas vermelhas: uma (re)leitura das relações na (e da) Internet (p. 38 – 47). IN: Synthesis – Revista de Produção Científica da FACVEST: os vários olhares da produção científica. Lages/SC: Papervest Editora, n. 5, janeiro a junho de 2004, ISSN 1676-9805. RIGGS, Asa; BURKE, Peter. Uma história social da mídia: de Gutenberg à Internet. Tradução: DIAS, Maria Carmelita Pádua. Revisão técnica: VAZ, Paulo. 2a. Edição. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006.

DIZARD JR., Wilson. A nova mídia: a comunicação de massa na era da informação. Tradução: JORGE, Edmond. Revisão técnica: QUEIROGA, Antonio. 2a. Edição. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000.

MANNARINO, Marcus Vinicius Rodrigues.

O papel do web jornal: veículo de comunicação e sistema de informação. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2000.

TURNER, David; MUÑOZ, Jesus. Para os filhos dos filhos de nossos filhos: uma visão da sociedade internet. São Paulo: Summus, 2002.

Fonte: www.bocc.uff.br História da Internet A História da Internet – Como Tudo Começou…

A Internet nasceu praticamente sem querer. Foi desenvolvida nos tempos remotos da Guerra Fria com o nome de ArphaNet para manter a comunicação das bases militares dos Estados Unidos, mesmo que o Pentágono fosse riscado do mapa por um ataque nuclear.

Quando a ameaça da Guerra Fria passou, ArphaNet tornou-se tão inútil que os militares já não a consideravam tão importante para mantê-la sob a sua guarda.

Foi assim permitido o acesso aos cientistas que, mais tarde, cederam a rede para as universidades as quais, sucessivamente, passaram-na para as universidades de outros países, permitindo que pesquisadores domésticos a acessarem, até que mais de 5 milhões de pessoas já estavam conectadas com a rede e, para cada nascimento, mais 4 se conectavam com a imensa teia da comunicação mundial.

Nos dias de hoje, não é mais um luxo ou simples questão de opção uma pessoa utilizar e dominar o manuseio e serviços disponíveis na Internet, pois é considerada o maior sistema de comunicação desenvolvido pelo homem.

Com o surgimento da World Wide Web, esse meio foi enriquecido. O conteúdo da rede ficou mais atraente com a possibilidade de incorporar imagens e sons.

Um novo sistema de localização de arquivos criou um ambiente em que cada informação tem um endereço único e pode ser encontrada por qualquer usuário da rede.

Em síntese, a Internet é um conjunto de redes de computadores interligadas que tem em comum um conjunto de protocolos e serviços, de uma forma que os usuários conectados possam usufruir de serviços de informação e comunicação de alcance mundial. Histórico

Desenvolvida pela empresa ARPA (Advanced Research and Projects Agency) em 1969, com o objetivo de conectar os departamentos de pesquisa, esta rede foi batizada com o nome de ARPANET.

Antes da ARPANET, já existia outra rede que ligava estes departamentos de pesquisa e as bases militares, mas como os EUA estavam em plena guerra fria, e toda a comunicação desta rede passava por um computador central que se encontrava no Pentágono, sua comunicação era extremamente vulnerável.

Se a antiga URSS resolvesse cortar a comunicação da defesa americana, bastava lançar uma bomba no Pentágono, e esta comunicação entrava em colapso, tornando os Estados Unidos extremamente vulnerável a mais ataques.

A ARPANET foi desenvolvida exatamente para evitar isto. Com um Back Bone que passava por baixo da terra (o que o tornava mais difícil de ser interrompido), ela ligava os militares e pesquisadores sem ter um centro definido ou mesmo uma rota única para as informações, tornando-se quase indestrutível.

Nos anos 1970, as universidades e outras instituições que faziam trabalhos relativos à defesa tiveram permissão para se conectar à ARPANET. Em 1975, existiam aproximadamente 100 sites. Os pesquisadores que mantinham a ARPANET estudaram como o crescimento alterou o modo como as pessoas usavam a rede. Anteriormente, os pesquisadores haviam presumido que manter a velocidade da ARPANET alta o suficiente seria o maior problema, mas na realidade a maior dificuldade se tornou a manutenção da comunicação entre os computadores (ou interoperação).

No final dos anos 1970, a ARPANET tinha crescido tanto que o seu protocolo de comutação de pacotes original, chamado de Network Control Protocol (NCP), tornou-se inadequado. Em um sistema de comutação de pacotes, os dados a serem comunicados são divididos em pequenas partes. Essas partes são identificadas de forma a mostrar de onde vieram e para onde devem ir, assim como os cartões-postais no sistema postal. Assim também como os cartões-postais, os pacotes possuem um tamanho máximo, e não são necessariamente confiáveis.

Os pacotes são enviados de um computador para outro até alcançarem o seu destino. Se algum deles for perdido, ele poderá ser reenviado pelo emissor original.

Para eliminar retransmissões desnecessárias, o destinatário confirma o recebimento dos pacotes.

Depois de algumas pesquisas, a ARPANET mudou do NCP para um novo protocolo chamado TCP/IP (Transfer Control Protocol/Internet Protocol) desenvolvido em UNIX. A maior vantagem do TCP/IP era que ele permitia (o que parecia ser na época) o crescimento praticamente ilimitado da rede, além de ser fácil de implementar em uma variedade de plataformas diferentes de hardware de computador.

Nesse momento, a Internet é composta de aproximadamente 50.000 redes internacionais, sendo que mais ou menos a metade delas nos Estados Unidos. A partir de julho de 1995, havia mais de 6 milhões de computadores permanentemente conectados à Internet, além de muitos sistemas portáteis e de desktop que ficavam online por apenas alguns momentos. Histórico da Internet no Brasil

A história da Internet no Brasil começou bem mais tarde, só em 1991 com a RNP (Rede Nacional de Pesquisa), uma operação acadêmica subordinada ao MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia).

Até hoje a RNP é o “backbone” principal e envolve instituições e centros de pesquisa (FAPESP, FAPEPJ, FAPEMIG, etc.), universidades, laboratórios, etc.

Em 1994, no dia 20 de dezembro é que a EMBRATEL lança o serviço experimental a fim de conhecer melhor a Internet.

Somente em 1995 é que foi possível, pela iniciativa do Ministério das Telecomunicações e Ministério da Ciência e Tecnologia, a abertura ao setor privado da Internet para exploração comercial da população brasileira.

A RNP fica responsável pela infra-estrutura básica de interconexão e informação em nível nacional, tendo controle do backbone (Coluna dorsal de uma rede, backbone representa a via principal de informações transferidas por uma rede, neste caso, a Internet). O surgimento de um Mercado Comercial

No meio dos anos 80, havia um interesse suficiente em relação ao uso da Internet no setor de pesquisas, educacional e das comunidades de defesa, que justificava o estabelecimento de negócios para a fabricação de equipamentos especificamente para a implementação da Internet. Empresas tais como a Cisco Systems, a Proteon e, posteriormente, a Wellfleet (atualmente Bay Networks) e a 3Com, começaram a se interessar pela fabricação e venda de roteadores, o equivalente comercial dos gateways criados pela BNN nos primórdios da ARPANET. Só a Cisco já tornou-se um negócio de 1 bilhão de dólares.

A Internet está tendo um crescimento exponencial no número de redes, número de hosts e volume de tráfego.

Outro fator primordial que existe por trás do recente crescimento da Internet é a disponibilidade de novos serviços de diretório, indexação e pesquisa que ajudam os usuários a descobrir as informações de que precisam na imensa Internet.

A maioria desses serviços surgiu em função dos esforços de pesquisa das universidades e evoluíram para serviços comerciais, entre os quais se incluem o WAIS (Wide Area Information Service), o Archie (criado no Canadá), o YAHOO, de Stanford, o The McKinley Group e o INFOSEEK, que são empresas privadas localizadas no Vale do Silício. O novo Jeito de Vender

Este é um tema moderno e ao mesmo tempo tradicional envolvendo televendas e teleatendimento. A principal questão está centralizada na nova filosofia de percepção de compra eletrônica, na definição de um internauta e sua percepção de realização da compra através de um novo canal de comunicação, a Internet.

Para compreender a filosofia do comércio eletrônico é necessário entender o mecanismo de televendas e teleatendimento como sendo a primeira tentativa de venda “virtual” que surgiu no início da década de 80 e procura incorporar os seguintes conceitos: Desmaterialização: substituição do movimento e contato físico por informação telefônica ou via catálogos e um contato virtual.

Desintermediação: eliminação de um ou mais intermediários na cadeia de venda do produto.

Grupo de afinidades: são produtos e serviços que possuem similaridades (em termo de divulgação e consumo) e que oferecem ao consumidor soluções apenas visuais, cujas características são inquestionáveis em termo de qualidade, preços e garantias.

Algumas empresas implementam o conceito e a infra-estrutura necessária para operar um centro de atendimento ao cliente, os chamados call-centers. Surgiram os sistemas de informação, os banco de dados, sistemas de telefonia com unidade de respostas audíveis, profissionais de teleatendimento e a interação entre comandos , dados e voz, que representa o ponto máximo de evolução do atendimento virtual.

Os recursos de telefonia integrados com sistemas de banco de dados aliados a uma filosofia de televendas proporcionam o início do comércio eletrônico que “acoplou” os recursos de Internet, home page, browser, servidor Web e provedor de acesso.

Este “mundo” virtual, com filosofias de consumo próprias ainda não claramente estabelecidas e compreendidas, envolve basicamente a facilidade de manipulação de um browser interrelacionando às necessidades do cliente e a oferta de produtos e serviços até a efetivação da compra segundo:

Learn: Como os clientes aprendem e adquirem informações gerais e institucionais sobre a empresa? São necessariamente informações correntes e consistentes, com foco e direcionamento nas necessidades dos usuários do browser.

Shop: Como os clientes consultam e escolhem as ofertas de produtos e serviços? São informações baseadas nas preferências do consumidor e na seqüência de ações no browser, auxiliando o consumidor a tomar decisões.

Buy: Como os clientes efetivam as transações de compras? Trata-se da facilidade do consumidor de preencher um pedido de compra onde não existe a necessidade de um contato do tipo face a face. Essas transações são suportadas por múltiplas formas de pagamento, devendo ser ágil e livre de erros no processamento do pedido de compras.

Support: Como os clientes poderão ter um suporte técnico e um serviço de atendimento no pós-vendas? Neste caso, considera-se o atendimento 24 horas por 7 dias de vital importância, e também, toda a comunicação interativa (do tipo pergunta/resposta escrita), além de contar com uma organização de processos e profissionais que identificam um problema e encaminhamento da solução com agilidade.

Pontos Importantes do e-commerce

1) Merchandising – Qualquer varejista sabe que um produto bem apresentado sai mais rápido da prateleira. Na Web isso significa boas imagens, preços claros e informações completas dos produtos expostos. Também não se pode ignorar a localização dos produtos. Clientes entram nas lojas atraídos pelos produtos expostos na vitrine. Na Web, esses produtos ficam na primeira página.

2) Promoção – Os tradicionais anúncios em jornais, revistas ou televisão são substituídos por banners animados, e-mails ou promoções hot sell. Sempre anuncie produtos com apelo forte de venda. Então, é necessário preparar um plano de marketing e separar a verba para executá-lo.

3) Atendimento a Clientes – O processo de venda, virtual ou não, envolve várias etapas. Em cada uma delas há interação entre o consumidor e um funcionário da loja. Sendo assim é necessário estabelecer um canal de comunicação preciso, transparente e ágil. Caso contrário, os consumidores desaparecerão rapidamente.

4) Vendas – Para ter sucesso nas vendas, é necessária uma equipe de vendedores bem treinada e motivada. Na Web, isso pode ser feito com muito mais consistência e menos custo.

Os produtos e serviços oferecidos devem apresentar informações detalhadas, bem como seus principais diferenciais em relação aos concorrentes, análises de jornalistas ou consumidores sobre sua qualidade e outras informações que possam ajudar o cliente a decidir a compra mais rapidamente.

5) Pagamento – Como a cultura de usar cartão de crédito pela Internet ainda é pouco disseminada no Brasil, é necessário oferecer formas de pagamento alternativas, como carteiras eletrônicas, depósitos identificados e cheque eletrônico pré-datado.

6) Pós-venda- Todo pós-venda deve estar disponível para consulta na Web, incluindo normas para troca ou devolução de produtos, dados cadastrais da rede de assistência técnica, perguntas e respostas mais freqüentes e informativos periódicos por e-mail sobre novidades, lançamentos, etc.

7) Segurança – O ponto mais importante do comércio eletrônico. Qualquer pessoa tem medo de comprar algo com o cartão de crédito pela Web. Por isso, não poupar recursos de segurança para tirar essa preocupação de seus clientes, é um fator importante. Isso inclui a adoção do SSL e processos de encriptação de informações nas bases de dados e comunicar claramente os clientes sobre a segurança oferecida no site.

8) Estoque – Para ganhar eficiência nas vendas, é importante separar fisicamente o estoque dos produtos vendidos pela Web. Mesmo assim, o tratamento gerencial deve ser igual ao de um estoque normal, com informações precisas de giro, custo e tempo de reposição.

9) Logística – É necessário preparar-se para entregar produtos individualmente e com rapidez.

E não esquecendo dos custos de transporte. Se forem muito altos, a empresa não terá clientes também.

10) Monitoramento – Manter sistemas de acompanhamento precisos e informatizados. Se a operação não for muito bem controlada, os custos com retrabalho de informações irão comer qualquer margem deixada pela venda dos produtos.

Kellen Cristina Bogo

Fonte: www.jelapisdecor.com.br História da Internet Introdução à História da Internet no Mundo

A internet nasceu em 1969, nos Estados Unidos, interligava originalmente laboratórios de pesquisas e se chamava ARPAnet (ARPA: Advanced Research Projects Agency). Era uma rede do Departamento de defesa Norte americano. Era o auge da guerra fria, e os cientistas queriam uma rede que continuasse de pé no caso de um bombardeio.

Surgiu então o conceito central da internet: é uma rede em que todos os pontos se equivalem e não há um comando central. Assim, se B deixa de funcionar, A e C continuam a poder se comunicar.

O nome internet propriamente dito surgiu bem mais tarde, quando a tecnologia da ARPAnet passou a ser usada para conectar universidades e laboratórios, primeiro nos EUA e depois em outros países.

Por isso, não há um único centro que “governa” a internet. Hoje ela é um conjunto de mais de 40 mil redes no mundo inteiro. O que essas redes têm em comum é o protocolo TCP/IP(Transmission Control Protocol/internet protocol), que permitem que elas se comuniquem umas com as outras. Esses protocolo é a língua comum dos computadores que integram a internet.

Então, a internet pode ser definida como:

Uma rede de redes baseadas no protocolo TCP/IP; uma comunidade de pessoas que usam e desenvolvem essas redes; uma coleção de recursos que podem ser alcançados através destas redes. Durante cerca de duas décadas a internet ficou restrita ao ambiente acadêmico e científico.

Em 1987 pela primeira vez foi liberado o seu uso comercial nos EUA. Mais foi em 1992 que a rede virou moda. Começaram a aparecer nos EUA várias empresas provedoras de acesso a internet. Centenas de milhares de pessoas começaram a pôr informações na internet, que se tornou uma mania mundial.

No Brasil foi liberada a exploração comercial da internet em 1995. Hoje o Comitê Gestor da internet avalia o numero de usuários no país em um milhão (dados de novembro/97). Um bom endereço para descobrir mais sobre a história da internet é o InterNIC.

Rede Mundial de Computadores

A Web nasceu em 1991 no laboratório CERN, na Suíça. Seu criador, Tim Berners-Lee, a concebeu apenas como uma linguagem que serviria para interligar computadores do laboratório e outras instituições de pesquisas e exibir documentos científicos de forma simples e fácil de acessar.

A Web “pegou” rápido. Em 1993 já era comum em universidades que estudantes fizessem “páginas” com informações pessoais. O que determinou o seu crescimento foi a criação de um programa chamado Mosaic, que permitia acesso a Web num ambiente gráfico, tipo Windows.

Hoje é o segmento na internet que mais cresce. A antiga interface da rede praticamente só é usada agora por universidades e institutos de pesquisas, e mesmo assim, cada vez mais dá lugar à Web.

Só para dar uma idéia do tamanho da Web, o Radar UOL, o programa de busca do Universo Online, indexa hoje mais de 110 milhões de documentos. estima-se que Web tenha mais de 300 milhões de documentos (dados de Abril de 98).

A chave do sucesso da World Wide Web é o hipertexto. Os textos e imagens são interligados através de palavras-chaves, tornando a navegação simples e agradável.

A “antiga” internet, antes da Web, exigia do usuário disposição para aprender comandos em Unix ( linguagem de computador usada na internet) bastante complicados e enfrentar um ambiente pouco amigável, unicamente em texto. A Web pela internet fez o que o Windows fez pelo computador pessoal.

Os endereços de Web sempre se iniciam com http:// (http significa Hipertext Transfer Protocol ou protocolo de transferência de hipertexto).

Seu formato mais comum é algo como http://www.pucrs.br, onde: www: (World Wide Web) convenção que indica que o endereço pertence à Web (não é obrigatório); puc: nome da empresa ou instituição que mantém o serviço; br: indica que o endereço é no Brasil. Correio eletrônico

O correio eletrônico é o recurso mais antigo e mais utilizado hoje em dia na Internet. Qualquer pessoa que tem um endereço eletrônico na Internet pode mandar uma mensagem para qualquer outra que também tenha um endereço, não importa a distância ou a localização. Não é necessário pagar individualmente as mensagens enviadas.

Ele tem várias vantagens sobre outros meios de comunicação: alcança o destinatário em qualquer lugar em que estiver. Além disso, é mais rápido e não depende de linhas que podem estar ocupadas (como o fax) nem de idas ao correio e é incrivelmente mais barato que o telefone.

Outra vantagem: você não está limitado a mandar cartas por correio eletrônico. Pode enviar programas, arquivos e imagens. Numa pesquisa mundial realizada em 95 pelo instituto norte-americano Júpiter, 91% dos entrevistados afirmaram que o principal uso que fazem da Internet é o correio eletrônico.

Um endereço de correio eletrônico obedece a seguinte estrutura: a esquerda do símbolo @ ( arroba ) fica o nome ou apelido do usuário. À direita, fica o nome da empresa ou organização que fornece o acesso, o tipo de instituição e finalmente o país.

Os tipos de instituição são divididos em:

mil – militar org – organização não-lucrativa com – comercial edu – educação (universidades, escolas, etc.) net – rede

FTP (File Transfer Protocol)

Protocolo usado para a transferência de arquivos. Sempre que o usuário transporta um programa de um computador na Internet para o seu, o usuário está utilizando este protocolo. Muitos programas de navegação, como o Netscape e o Explorer, permitem que você faça FTP diretamente deles, sem precisar de um outro programa.

Pode-se encontrar uma variedade incrível de programas disponíveis na Internet, via FTP. Existem softwares gratuitos, shareware (o shareware pode ser testado gratuitamente e registrado mediante uma pequena taxa) e pagos que você pode transportar para o seu computador.

Grandes empresas como a Microsoft também distribuem alguns programas gratuitamente por FTP. Cronologia da História da Internet no Mundo

1957 – Fundado a ARPA (Advanced Research Projects Agency) para desenvolvimento de novas tecnologias.

1964 – Paul Baran publicou ‘On Distributed Communications: Introduction to Distributed Communications Network’ descrevendo as redes de pacotes comutados. Thomas Merril e lawrence Roberts ‘construiram’ a primeira WAN entre o ‘MIT’s lincoln Lab TX-2’ e o ‘System Development Corporation’s Q-32’ na California. Mais tarde eles escreveram o ‘Toward a Cooperative Network of Time-Share Computers’ descrevendo-a.

1967 – Larry Roberts levantou a idéia de se usar equipamentos dedicados para executar funções de rede, chamando-os de Interface Message Processors (IMP’s).

1968 – É testada a primeira WAN usando ‘packet switching’ no National Research Laboratory, na Grã-Bretanha. 1968 – Larry Robets soltou um ‘Request for Quotation’ looking for bids para construir uma rede de 4 IMP’s, com possibilidade de expansão para até 19. Varias empresas, como ATT e IBM, recusaram alegando que tal rede seria impossível.

1969 – 4 IMP’s foram instalados nas UCLA, UCSB, SRI e University of Utah, criando a ARPANET. A ARPANET iniciou usando o Network Control Protocol (NCP), precursor do TCP, criado pelo Network Working Group (NWG).

1971 – Criado o FTP e o TELNET.

1972 – Ray Tomlinson cria o primeiro software permitindo o envio de e-mail entre computadores. Bob Kahn organiza uma demonstração pública da ARPANET com 40 maquinas na ‘International Conference on Computer Communications’. Criado o Inter-Networking Group (INWG) para desenvolver padrões para a ARPANET.

1973 – Realizada a primeira conexão internacional da ARPANET entre a Inglaterra e a Noruega.

1974 – Vint Cerf e Bob Kahn publicam ‘A Protocol for Packet Network Internetworking’ que definia o TCP (transmission Control Protocol), que permitia a comunicação de computadores entre redes. Foi a primeira vez que o termo INTERNET foi usado.

1975 – A ARPANET é transferida pela DARPA para o ‘The Defence Information Systems Agency”.

1976 – AT&T Bell Labs desenvolveu UUCP (Unix-To-Unix Copy). CCITT define o protocolo X.25, protocolo para redes de pacotes publicos contados.

1979 – Criado o USENET. Enviado o primeiro EMOTICON.

1982 – Depto de defesa dos EUA decide criar a ”Defence Data Network” baseado na tecnologia ARPANET. A ARPANET é dividida em ARPANET(CIVIL) e ARPANET(MILITAR).

1983 – Willian Gibson introduz o termo ‘CyberSpace’ no romance ‘Neuromancer’. É criado o DNS (Domain name server).

1986 – O número de host na internet ultrapassam os 5.000. A National Science Foundation implementa a NSFNET, um sistema de rede regionais de NET-WORKS conectado atraves do backbone network.

1987 – O número de hosts na internet ultrapassam os 10.000. A Merit Networks Inc., junto com a IBM e a MCI, assinam um acordo para gerenciar o backbone NFSNET.

1988 – O Chat IRC (Internet Relay Chat) é escrito por Jarkko Oikarinen. O primeiro cabo de fibra óptica transatlântico é ligado da America do Norte até a Europa.

1989 – O número de hosts na internet ultrapassam os 100.000. O número de pedidos de arquivos on-line via FTP e info-Server ultrapassam a casa de 1.000 por mês. Surge o Yahoo.

1990 – O primeiro software Wolrd-Wide Web é criado por Tim Berners-Lee.

1991 – O número de host na internet ultrapassam os 600.000. WAIS(Wide Area Information Servers) é inventado.

1992 – A internet conecta mais de 17.000 redes em 33 países. Já são mais de 1.000.000 de hosts na internet. O número de pedidos de arquivos on-line via FTP e info-Server ultrapassam a casa de 50.000 por mês. O termo ‘Surfar na rede’ apareceu e foi introduzido por Jean Armour Polly.

1993 – Mais de 1.500.000 de hosts na internet. Mais de 100 países estão conectados a intenet. Mosaic é lançado.

1994 – O primeiro banco virtual é aberto. Os hosts da internet ja são mais de 3.000.000. A internet/ARPANET comemora seu 25º aninversario.

1995 – O número de hosts conseguiram ultrapassar mais de 4.000.000. Os provedores tradicionais (Prodigy, Ameica Online, compuserve) começam a oferecer acesso a internet. O número de usuários na internet já são mais de 30.000.000.

1996 – O número de hosts já é de 9.000.000. O MCI aumenta seu backbone para 622Mbps.

1997 – O número de hosts na internet já passa dos 16000.000. O 2000th RFC titulado de ‘Internet Official Protocol Standards’ é lançado.

1998 – A AOL (America Online) anuncia que irá comprar a NETSCAPE Communications Corporation, a transição foi de $4.2 Bilhões.

Introdução à História da Internet no Brasil

A rede nacional de pesquisas foi criada em julho de 90, como um projeto do Ministério da Educação, para gerenciar a rede da academia brasileira, até então dispersa em iniciativas isoladas. A RNP em 92, foi instalada a primeira aespinha dorsal conectada à internet nas principais universidades e centros de pesquisas do país, além de algumas organizações não-governamentais, como o ibase.

Em 95 foi liberado o uso comercial da internet no Brasil. O Ministério das Comunicações e o Ministério da Ciência e Tecnologia criaram um Comitê Gesto Internet, com nove representantes, para acompanhar a expansão da rede no Brasil.

A Web vem se espalhando rapidamente no Brasil. Durante todo ano passando manteve uma taxa de crescimento de 30% ao mês. O Comitê Gestor estima o numero de usuário da internet no país em 300 mil (março 99). Cronologia da Internet no Brasil

1987 – Na Universidade de São Paulo é realizada a reunião entre pesquisadores de todo País para discutir o estabelecimento de uma rede nacional para fins acadêmicos, ede pesquisa, com compartilhamento de acesso a redes internacionais, além de representantes do governo e da Embratel.

1988 – No Rio de Janeiro, o Laboratório Nacional de Computação Científica consegue o acesso à BITNET, através de uma conexão de 9,600 bps (Bits por seg) estabelecida com a universidade de Maryland. Em São Paulo é a vez da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (FAPESP) ligar-se a BITNET e à Hepnet (High Energy Physics Network), com uma conexão de 4,800 bps com a Fermi National Accelerator Laboratory (FERMILAB), em Chicago EUA.

1989 – A UFRJ (Unviversidade Federal do Rio de Janeiro) também consegue a sua conexão com a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). A Secretatira Especial de informática (SEI) defende soluções OSI para uma eventual rede nacional de comunicações. Betinho (Hebert de Souza) e o economista Carlos Alberto Afonso, colocam em operação a ALTERNEX. Foi o primeiro serviço internacional de correio e conferências eletrônicos do País operado por uma entidade privada.

1990 – É fundada a Assosiação para o Progresso das comunicações (APC) .O Objetivo dessa associação era apoiar o desenvolvimento de sistemas de troca de informação via computador e facilitar a conexão internacional desses sistemas. Um membro internacional da Coordinating Committee fot international Research Networks (CCIRN) visita o País para avaliar a instalação de múltiplas conexões internet entre Brasil e os EUA.

1991 – Aumentada a conexão da FAPESP para 9,600 bps e começa a transportar tráfego IP, além de Decnet e Bitnet. Esta foi a primeira conexão à internet realizada no Brasil. Desde então, a Fapesp encarregou-se da administração do domínio ‘’br’’ e da distribuição dos números IP em todo o País.

1992 – Muitas redes regionais foram desenvolvidas em vários estados do Brasil para facilitar uma estrutura nacional para a comunicação de dados. O Alternex passou a ser o primeiro serviço de rede de computadores fora da comunidade acadêmica a oferecer todos os serviços na internet no Brasil.

1993 – A primeira conexão de 64 kbps a longa distância é estabelecida, entre São Paulo e Porto Alegre. A revista VEJA publica uma matéria sobre a internet, falando sobre os serviços BBSs e os serviços online. E abordam temas como o mal uso da internet na época.

1994 – Ao longo de 1994, um grupo de estudantes da USP criou centenas de páginas Web. Em novembro de 94, estimaram que metade das páginas Web do País estavam na USP (500 Páginas). Os BBSs já ofereciam serviços de e-mail internet e acesso à rede de mensagens.

1995 – Apesar do mercado ter futuro, as coisas continuam mal por todo ano de 95. A Embratel e o Ministério das Comunicações não facilitam as iniciativas dos provedores privados.

1996 – A internet cresceu demais em 96. Usuários e provedores apareceram rápidamente e isso ajudou muito a internet no Brasil. Na fenasoft a BOL (Futura UOL) começa a vender assinaturas para acesso à internet. O número de hosts já é de 9.000.000. O MCI aumenta seu backbone para 622Mbps.

1997 – No ano de 97 a internet Brasileira alcançou grandes números.Varias centenas de provedores novos, vários sites em língua portuguesa na rede e isso tudo não parava de crescer. Pela primeira vez o imposto de renda foi entregue via internet. O número de hosts na internet já passa dos 16.000.000. O 2000th RFC titulado de ‘Internet Official Protocol Standards’ é lançado.

1998 – Um brasileiro inventa o acesso à internet via ondas de rádio. O número de internautas no Brasil já ultrapassa 1,8 milhão. Provedor paulistano Internetcom lança o ZipMail, serviço de e-mailgratuito via web. Tribunal Superior Eleitoral, em parceria com 11 sites de notícias brasileiros, divulga na internet os resultados das apurações das eleições em tempo real.Os sites têm recorde de acessos. America Online anuncia sua entrada no Brasil. A AOL (America Online) anuncia que irá comprar a NETSCAPE Communications Corporation, a transição foi de $4.2 Bilhões.

1999 – O número de internautas já ultrapassa a marca dos 2,5 milhões. ZipMail é o maior em seu gênero (No Brasil) mais de 2 milhões de usuários inscritos. PSINet compra o provedor paulistano STI e torna-se o terceiro maior