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Folha Dirigida

Intercâmbio: opção para diferenciar o currículo

Publicado em 01 janeiro 2010

Para alcançar seus objetivos e metas, muitas vezes, o profissional precisa realizar um esforço extra, seguro de que o retomo valerá a pena. Pensando nisso, muitos brasileiros se propõem a buscar melhores condições de estudo, apostando na tradição e qualidade dos cursos de pós-graduação oferecidos no exterior.

Para atender a esta demanda, empresas brasileiras especializadas no ramo oferecem treinamento para os interessados aliar a formação continuada com a experiência e a bagagem adquiridas durante a viagem. Além de instituições voltadas para o intercâmbio de estudantes, algumas universidades brasileiras, em parceria com escolas internacionais, incentivam seus estudantes na busca por esses cursos, oferecendo condições e até mesmo bolsas para que eles possam ser realizados.

A Cl, uma das maiores redes de intercâmbio do país, mantém parceria com instituições de ensino em diversos estados dos Estados Unidos. Além de promover a integração do estudante brasileiro com o sistema de ensino americano, busca maneiras de oferecer bolsas de estudo. É necessário, porém, ter um nível de Inglês suficiente para acompanhar as aulas, além de um bom histórico dê graduação no Brasil.

Fabiana Fernandes, gerente de Au Pair e Universidades da Cl, afirma que esses programas são procurados por pessoas que estão preocupadas em diversificar o currículo, não só com conhecimentos adquiridos, mas também com a vivência internacional. "Antigamente, saber falar Inglês era um diferencial. Hoje, este idioma já é um pré-requisito. O mesmo acontece com a experiência internacional, que, em algumas áreas, também já passa a se tomar um pré-requisito", afirma a gerente.

Além do destaque no currículo, que pode ser decisivo no momento em processo seletivo para qualquer vaga de emprego, o profissional que decide deixar o Brasil em busca de pós-graduação traz na bagagem muitos outros benefícios. "Outra vantagem absoluta de se fazer uma pós-graduação é a internacionalização dos conhecimentos e da network que o profissional conquista durante esse processo", frisa. "Nós verificamos também que muitos estudantes acabam encontrando uma colocação por lá e continuam no exterior mesmo depois que o curso termina", informa Fabiana.

Experiência

Ainda que a qualidade do curso oferecido possa ser similar; caso a instituição brasileira seja renomada, a experiência de vida adquirida em outros países ainda pesa como diferencial. "A experiência internacional ainda salta aos olhos de quem verificar o currículo do profissional. Isso conta muito contra uma pós-graduação mediana aqui no Brasil", esclarece a profissional da Cl.

Novos conhecimentos

Em busca de avanço profissional e destaque no mercado de trabalho, nacional ou internacional, jovens brasileiros apostam em cursos de pós-graduação em outros países. Além de oferecerem os benefícios da vivência no exterior, esses cursos contam, na maioria das vezes, com um quadro docente altamente especializado.

Graduado em Física pela Universidade de São Paulo (USP), Marcelo Gimenez Del Santo, de 26 anos, foi um deles. Após concluir o ensino superior, o jovem teve seu projeto de doutorado em Astrofísica Nuclear aceito e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp).

O financiamento proporcionou ao estudante a possibilidade de participar de experimentos e conferências internacionais realizadas em países como os Estados Unidos, República Tcheca e Itália. Toda a experiência e novos conhecimentos adquiridos colocaram Marcelo Gimenez em posição de destaque, o que contribuiu diretamente para que o estudante fosse convidado para realizar um pós-doutorado em Astrofísica Nuclear na Universidade Estadual de Michigan (Michigan State University), nos Estados Unidos.

Marcelo Gimenez viu na oportunidade uma excelente forma de aumentar suas chances de concretizar seus objetivos e ser contratado como professor em universidades públicas. "A decisão de aceitar o convite e mudar de país foi motivada pela possibilidade de trabalhar em um grupo bastante dinâmico e produtivo, ter um bom salário e ampliar meu currículo", explica o astrofísico.

Ao se mudar para o exterior, o profissional pôde trabalhar em laboratórios que possuem qualidade superior a grande maioria dos outros encontrados pelo mundo, e garantir, assim, seu sucesso profissional. Essa possibilidade de realizar pesquisas com aparatos de ponta representou para Marcelo a chance fortalecer no futuro grupos de pesquisas brasileiros, e abrir portas para estudantes interessados em cursos no exterior.