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Intercâmbio entre agronegócio brasileiro e australiano é tema de evento promovido pelo Governo da Austrália

Publicado em 11 maio 2017

Com foco em desenvolvimentos tecnológicos aplicados ao setor do agronegócio, Governo australiano promove na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), em Piracicaba, palestras e workshop com pesquisadores internacionais. Relações entre os dois países já contam com investimentos de grandes empresas como JBS, Minerva Foods, Marfrig, Tramontina e Marcopolo.

O agronegócio é um dos pontos fortes das economias brasileira e australiana. Hoje, o Brasil já é um dos principais parceiros comerciais do agronegócio na Austrália, tendo entre as empresas que já investem por lá JBS, Minerva Foods, Marfrig, Tramontina, Marcopolo, entre outras. Para ampliar ainda mais o intercâmbio de estudos e pesquisas em tecnologia agrícola entre os dois países, promover e explorar novas abordagens de interação entre eles, a Austrade - braço do Consulado da Austrália para promoção de negócios e investimentos - realizará o 1º Workshop Brasil-Austrália em Agritech, nos dias 16 e 17 de maio, no campus da Esalq, em Piracicaba.

O evento reunirá cerca de 80 convidados e contará com apresentações de representantes da academia, centros de excelência e indústria australianos e brasileiros, reconhecidos por seus estudos e trabalhos na área, e terá entre seus principais pilares de discussão os temas: agricultura de precisão, genética e nutrição animal e biossegurança.

“O evento é uma oportunidade única para pesquisadores, estudantes e profissionais – empresários e investidores - inseridos e interessados no agronegócio, possibilitando aumentar a colaboração entre Brasil e Austrália em pesquisas, no desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas e ainda ampliar as parcerias comerciais e de investimentos, a fim de possibilitar o máximo aproveitamento de tudo que se tem produzido e descoberto nesse setor”, destaca Chris Cobb, gerente de Desenvolvimento de Negócios de Agronegócios da Austrade.

Esse mercado gigantesco em ambos países envolve pesquisas, novas tecnologias, exportações e geração de empregos. Bastante semelhantes em vários aspectos, como o clima quase idêntico, cada país tem se aprimorado com tecnologias próprias que podem auxiliar a ambos, ampliando assim, cada vez mais suas relações e trocas.

Sobre o evento

No primeiro dia, terça-feira, serão apresentados quatro painéis de discussões. O segundo dia reunirá palestrantes e público em workshops segmentados em cada uma das áreas a serem debatidas. Além disso, acontecerão visitas técnicas nas cidades de São Paulo, Campinas, Piracicaba e São Carlos.

Palestras do dia 16/5

Painel 1: Oportunidades de financiamento Brasil-Austrália – Moderado pelo presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional, Raul Machado, com participação da Oficial de Educação do Escritório de Educação e Ciência da Embaixada da Austrália, Vanessa Ribeiro e do Assessor Especial da Diretoria Científica[membro da Coordenação adjunta de Programas Especiais e Colaborações em Pesquisa] da FAPESP, Hernan Chaimovich.

Painel 2: Agricultura de Precisão – Agricultura e horticultura remota – análise de senso e dados - Moderado pelo Professor de Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq, Leandro Gimenez.

Tema: Aplicações de Sensoriamento Remoto para a Indústria Agrícola Brasileira, pelo Professor Associado da Escola de Ciência e Tecnologia, Pesquisador do Grupo de Agricultura de Precisão da Universidade de New England, Andrew Robson.

Tema: Aplicações na agricultura da análise de dados, aprendizagem de máquinas e visão computacional, pelo Professor de Ciência da Computação da Charles Sturt University, Chang-Tsun Li.

Painel 3: Tendências da pecuária e inovações - Moderado pelo diretor assistente, pesquisador e desenvolvedor da Embrapa, Alexandre Berndt.

Tema: Sistemas de gado e pesquisa genética na UNE e criação de gado na era da próxima geração de sequenciamento, pelo Professor Associado da Universidade de New England, Cedric Gondro.

Tema: Avaliação genética internacional - como o meu gado realmente se compara com o do restante do mundo?, pelo Diretor geral do Agricultural Business Research Institute (ABRI), Hugh Nivison.

Tema: Gestão da pecuária de precisão, pelo Diretor do Graham Centre for Agricultural Innovation das Charles Sturt University, Michael Friend.

Painel 4: Sustentabilidade e biossegurança - Moderado pela Pesquisadora do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada da Esalq, Silvia Miranda.

Tema: Biossegurança com foco no manejo de ervas daninhas, com a Professora pesquisadora de Biologia Vegetal e Ciência de Ervas daninhas da Escola de Ciências Agrícolas e do Vinho da Charles Sturt University, Leslie A. Weston.

Tema: Controles biológicos na agricultura, com o engenheiro agrônomo e gerente de negócios internacionais da Simbiose Brasil, Gustavo Valicente.