Ivandre Paraboni, professor na EACH-USP (Escola de Artes, Ciências e Humanidades), falou sobre o assunto
Após um aumento considerável de casos de ansiedade e depressão no Brasil, principalmente no período de pandemia, especialistas e pesquisadores na USP começaram a usar IA para criar “modelos de predição” - que, no futuro, podem dar sinais desses transtornos antes do diagnóstico clínico. O Twitter, rede social de Elon Musk, também vem sendo utilizado.
A base de dados, chamada SetembroBR, foi um primeiro passo e está descrita em uma matéria publicada na revista científica Language Ressarces and Evaluation. Ivandre Paraboni, professor na EACH-USP (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) e autor correspondente do artigo, concedeu entrevista à Agência Fapesp e deu mais detalhes sobre o assunto.
“Inicialmente fizemos uma coleta nas timelines em um trabalho artesanal, analisando textos de cerca de 19 mil usuários do Twitter, o que corresponde quase à população de uma pequena cidade. E depois usamos dois conjuntos — uma parte de usuários realmente diagnosticados com transtornos mentais e outra aleatória, que serviu de controle”, explicou.
“Os indicativos de depressão que aparecem no consultório não são necessariamente os mesmos que estão na rede. Por exemplo: percebemos, de maneira bem forte, o uso na rede de pronomes na primeira pessoa, como ‘eu’ e ‘mim’. o que na psicologia é um indicativo clássico de depressão. Não divulgamos nenhum tweet nem o nome de usuários”, completou Paraboni.
Redator e Suporte Editorial no Bolavip Brasil. Jornalista em formação pela Faculdade Anhanguera - Guarulhos. Passagens por: PL Brasil, Mercado do Futebol e Rádio Multi-FM.