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Inteligência Artificial ajuda a identificar fake news

Publicado em 15 outubro 2018

Por Matheus Meirelles

Tem sido comum, principalmente no período, receber informações e notícias via aplicativo de troca de mensagens, como o WhatsApp. Porém, a prática de checar a veracidade desse conteúdo ainda não é comum no Brasil.

Pois um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de São Carlos criou uma ferramenta piloto com o objetivo de verificar as notícias enviadas pelos aplicativos. Faz parte do projeto “Detecção Automática de Notícias Falsas para o Português”.

A plataforma ainda está em fase de testes e aperfeiçoamento, mas já é possível acessá-la gratuitamente via web ou pelo próprio WhatsApp, por meio do link: https://otwoo.app/nilc-fakenews

Ao acessar o sistema, é possível inserir o corpo da notícia recebida via rede social. Se forem verificados indícios de fake news, o sistema alertará, sugerindo a procura por fontes mais confiáveis. Caso contrário, uma mensagem aparecerá indicando que o texto é possivelmente verdadeiro.

Roney Lira, um dos desenvolvedores do projeto e doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP em São Carlos, explica que a tecnologia é determinante para classificar o que é verdadeiro e o que é falso.

“A inteligência artificial vem para automatizar e pegar esses padrões que aparecem nas redes sociais”, destaca ele. Roney Lira aponta ainda que estudos ainda estão sendo feitos para identificar de forma mais efetivas as verdades ou mentiras parciais.

No projeto, é utilizado um conjunto composto por 3 mil e seiscentos textos falsos e três mil e seiscentos verdadeiros, que foram publicados na web entre janeiro de 2016 e janeiro de 2018. As notícias foram coletadas manualmente e analisadas para garantir que apenas as que fossem totalmente falsas ou verdadeiras compusessem o arquivo.

De acordo com o grupo, a precisão da ferramenta é de 90 por cento. O próximo passo é fazer a checagem de conteúdo automaticamente, fugindo do método manual usado por jornalistas, por exemplo.

O projeto é financiado pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, do CNPq, e por outras duas agências de fomento brasileiras, a CAPES e FAPESP.