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Institutos pretendem construir torre para monitorar as condições meteorológicas da Amazônia

Publicado em 17 julho 2009

Uma parceria entre instituições de pesquisa do Brasil e da Alemanha irá construir até o ano de 2010, uma torre de monitoramento de 300 metros de altura na floresta Amazônia.  Com a função de monitorar as condições meteorológicas e as trocas gasosas entre atmosfera floresta a torre ficará localizada a cerca de 150 quilômetros de Manaus.

O projeto foi apresentado nesta quinta-feira (16) durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Manaus.  O empreendimento tem como objetivo gerar estimativas mais precisas sobre o papel do ecossistema amazônico no contexto de mudanças climáticas globais.  A expectativa é de que o sítio experimental já esteja operando no fim de 2010.

O projeto chamado Torre Alta de Observação da Amazônia (ATTO, na sigla em inglês) pretende construir a segunda maior torre meteorológica do mundo e integra o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), coordenado pelo Instituto de Pesquisa da Amazônia (Inpa) e pelo Instituto Max Planck de Química, da Alemanha.  Os custos, estimados em 8,4 milhões de euros serão divididos igualmente pelos governos dos dois países.

Fazem parte do projeto o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Universidade de São Paulo, a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Amazonas, a Universidade do Estado do Amazonas e a Cooperação Técnica da Alemanha.

A torre será construída na Reserva Biológica do Uatumã, na região da hidrelétrica de Balbina.  Dessa forma poderá aprimorar modelos climáticos e permitirá a medição contínua de condições meteorológicas, incluindo temperatura, umidade e vendo, além de fluxos de gás carbônico, vapor de água e energia entre a atmosfera e a superfície.

Pesquisadores afirmaram durante o evento que será possível realizar um balanço de carbono da floresta.  Já que o estoque de carbono da Amazônia faz dela uma região importante no contexto do clima e das mudanças climáticas globais.  Além da torre principal de 300 metros, haverá outras quatro torres de cerca de 70 metros cada uma, voltadas para a medição de fluxos menores.

Também serão monitoradas as concentrações de dióxido de carbono, metano e outros gases atmosféricos.  Essa estrutura vai permitir modelar de maneira mais realista o funcionamento dos ecossistemas do ponto de vista das trocas de energia e dos ciclos nutrientes.  As informações são da Agência FAPESP de Notícias.