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Correio do Estado (Campo Grande, MS) online

Instituto vai testar projeto de gaseificação de bagaço de cana

Publicado em 18 setembro 2012

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) quer testar processo de gaseificação de biomassa com a construção de uma planta piloto que deve entrar em operação até 2016. A gaseificação é um processo que transforma combustíveis sólidos em gasosos por meio de reações termoquímicas. O projeto do instituto é gaseificar o bagaço da cana para gerar combustíveis, energia elétrica e até mesmo biopolímeros.

O IPT está próximo de obter os recursos necessários para a construção de uma planta piloto em Piracicaba, no interior de São Paulo. O projeto foi apresentado a especialistas pelo presidente do instituto, Fernando Landgraf, durante o Simpósio de Gaseificação de Biomassa, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O projeto do IPT é o maior do gênero no Brasil. Segundo Landgraf, a planta piloto terá capacidade de processar 400 mil toneladas anuais de bagaço e palha de cana. "As plantas piloto são difíceis de construir e ainda mais difíceis de operar. Os casos de fracassos se acumulam. Mesmo assim, achamos que o risco é válido, porque o potencial brasileiro de aumento da produção de cana-de-açúcar é tão grande que precisamos investir seriamente em diversas opções bioquímicas e petroquímicas", explicou Landgraf à Agência Fapesp.

Segundo Landgraf, o IPT está fechando o financiamento para a planta piloto, que terá financiamento de cerca de R$ 30 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 30 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), R$ 10 milhões de parceiros industriais e R$10 milhões do IPT e do governo paulista.

"A Fapesp manifestou interesse em financiar projetos científicos que apoiem o desenvolvimento da planta piloto e outros projetos satélites ligados ao Programa Bioen", diz Landgraf.

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