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Instituto Goethe promove mesa-redonda e lançamento do clássico As Cantatas de Bach

Publicado em 19 fevereiro 2015

Apaixonante. Variada. Única. Não é por acaso que a obra de Johann Sebastian Bach (1685-1750) é considerada um dos maiores monumentos da música ocidental. Sua qualidade e influência simbolizam a síntese do barroco ao ponto de, nos livros de história, o fim desse período ser estabelecido a partir do ano de sua morte, em 1750. O célebre músico alemão compôs mais de mil obras em quase todos os gêneros praticados no século XVIII, inclusive as suas célebres cantatas. Estas foram analisadas por diversos especialistas, como o alemão Alfred Dürr (1918-2011). Dentre seus muitos estudos sobre Bach, um dos destaques é o já consagrado As Cantatas de Bach, que agora chega ao Brasil após cinco anos de empenho da Edusc (Editora da Universidade do Sagrado Coração) em traduzir mais de mil páginas em alemão (a versão brasileira ficou com 1.406 páginas). A tradução foi feita pelos doutores em língua alemã Claudia Sibylle Dornbusch e Stefano Paschoal, com revisão técnica do doutor em música Marcos da Cunha Lopes Virmond.


O estudo é iniciado com o panorama da história e da evolução das cantatas bachianas, suas formas e problemas textuais. Para o autor do prefácio, José Fernando Perez, a obra de Alfred Dürr aborda em detalhe cada uma dessas cantatas. “Ele apresenta o contexto histórico da composição, o texto de cada movimento cantado, estuda a relação do texto com o evento a que se refere à peça e discute a estrutura musical”, explica. “É, sem dúvida, a grande referência para o conjunto dessa obra.”


A maioria das cantatas foi composta para uso no serviço religioso nos diversos eventos do ano litúrgico luterano. Em suas composições, o músico utilizou textos cantados ou recitados escritos por diferentes poetas, que adaptaram textos do antigo e novo testamento, com referências diretas ou indiretas à data celebrada. Dessa forma, ele os compilava e musicava em função da sua necessidade litúrgica do dia. Isso acarretou que, às vezes, há mais de um autor, não sendo sempre possível determinar quem escreveu os textos (alguns podem ser de séculos anteriores). A criação de Bach no gênero ganhou fôlego a partir de 1723 quando se radicou em Leipzig (na foto, estátua do compositor na cidade). No período, as cantatas de caráter sacro dominaram sua produção, mesmo com algumas baseadas em textos profanos.


Nesse contexto, são elucidadas questões relevantes para a compreensão geral e às quais se recorrerá nas explicações mais específicas. Sua análise constitui, preliminarmente, uma ajuda para o ouvinte interessado nas apresentações, transmissões pela mídia e suas reproduções em disco, instruindo-o para uma audição mais atenta, uma vez que torna mais claro o que costuma ser de difícil compreensão. O tema central, assim, é a obra de arte em si, sua música e seu texto, na medida em que sejam necessários à sua compreensão, que não pode ser determinada com exatidão, porque se estima que dois quintos delas, a maioria das seculares, perderam-se.


Segundo Perez, este não é um livro para a leitura linear. “Ele deve ser considerado como o vade mecum das cantatas de Bach”, analisa. “Para o amante da música será a leitura que lhe permitirá um entendimento melhor da obra para acompanhar a audição e lhe propiciar mais prazer. Para o especialista, será a referência indispensável na análise de cada uma das peças.”


De acordo com Perez, a publicação deste livro só foi possível graças à visão da editora, liderada pela figura singular da Irmã Elvira Milani, ex-reitora da universidade e atual coordenadora de projetos socioculturais e missionários do Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus (IASCJ). Milani assumiu a responsabilidade pelo projeto e o conduziu de forma obstinada e consistente, angariando fundos para a obra ganhar, finalmente, sua versão em português. Como a empreitada contou com inúmeros patrocinadores, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, o preço promocional de lançamento é R$ 100,00, válido para 2015.


Foram necessárias mais do que as competências linguísticas de praxe para a tradução do livro, lançado na Alemanha em 1971. Por envolver textos poéticos, o que por si só demanda cuidados especiais, a tradução foi feita priorizando o sentido dos textos para o leitor brasileiro e não a preservação da métrica e rimas originais. Os detalhes referentes aos jargões da música ficaram a cargo do especialista da área, Marcos da Cunha Lopes Virmond. “Com a presente tradução, a Edusc propicia a todos os leitores da língua portuguesa o acesso a esse trabalho pioneiro”, completa José Fernando Perez.


Sobre o autor – Alfred Dürr (1918-2011) nasceu em Berlim-Charlottenburg, estudou música e filologia clássica, atuando no Instituto Johann Sebastian Bach, em Göttingen, de 1951 a 1983. Publicou, entre outras, edições críticas das obras de Bach (Neue Bach Ausgab) e de seus contemporâneos, além de obras voltadas a questões cronológicas da obra vocal do referido compositor. Pela editora Bärenreiter, publicou também a obra Johann Sebastian Bach: O Cravo Bem Temperado (Série Introduções Bärenreiter).
Sobre os tradutores e especialistas – Claudia Sibylle Dornbusch possui mestrado em Letras (Língua e Literatura Alemã) pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Letras (Língua e Literatura Alemã) pela USP, onde é docente desde 1987. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em literatura alemã, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura em diálogo com o cinema, a pintura, a fotografia; intermedialidade, interculturalidade.


Stefano Paschoal possui mestrado e doutorado em Letras, área de concentração Língua e Literatura Alemã. Atualmente, é professor adjunto do ILEEL, da Universidade Federal de Uberlândia, e ministra aulas nos cursos de Tradução (Bacharelado) e Letras (Licenciatura). Seus trabalhos versam, na maioria, sobre poéticas alemãs do século XVII e cultivo da língua, bem como a recuperação dos diálogos de poéticas renascentistas e barrocas com a Antiguidade Clássica.


Marcos da Cunha Lopes Virmond possui graduação em Música pela USC-Bauru e doutorado em Música pela Unicamp. Atua como docente e pesquisador na área da música. Além disso, é graduado em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1974) e doutor em Bases Gerais da Cirurgia.


José Fernando Perez foi professor Titular do Instituto de Física da USP até 2004 e diretor Científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), entre 1993-2005.


Sobre o moderador do debate - Irineu Franco Perpétuo é jornalista, colaborador da revista Concerto, do jornal Folha de S.Paulo e jurado do concurso de música como o Prelúdio, da TV Cultura. Dá palestras nos concertos internacionais da Sociedade de Cultura Artística e nas óperas do Teatro Municipal de São Paulo. Co-autor, com Alexandre Pavan, de Populares & Eruditos (Editora Invenção, 2001), e autor de Cyro Pereira – Maestro (DBA Editora, 2005) e dos audiolivros História da Música Clássica (Livro Falante, 2008), Alma Brasileira: A Trajetória de Villa-Lobos (Livro Falante, 2011) e Chopin: O Poeta do Piano (Livro Falante, 2012). Publicou, pela Editora Globo, a tradução, diretamente do russo, de dois livros de A. S. Púchkin: Pequenas Tragédias (2006) e Boris Godunov (2007). Traduziu diretamente do russo os livros Memórias de Um Caçador (Editora 34), de Ivan Turguêniev, e Vida e Destino (Editora Alfaguara), de Vassili Grossman.


Título: As Cantatas de Bach
Autor: Alfred Dürr
Tradução: Claudia Sibylle Dornbusch, Stefano Paschoal 
Revisão técnica: Marcos da Cunha Lopes Virmond 
Número de páginas: 1.406
Formato: 16 x 23 cm
Preço promocional para 2015: R$ 100,00
ISBN: 978-85-7460-403-9


Mesa-redonda e lançamento de As Cantatas de Bach em São Paulo
Data: Quarta-feira, 25 de fevereiro, às 19h
Local: Goethe-Institut
Rua Lisboa, 974 - Pinheiros - São Paulo (SP)
Confira aqui o site do evento
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