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Instituto Geográfico e Histórico Brasileiro faz parceria com a Unesp

Publicado em 19 setembro 2012

O Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa Histórica - CEDAPH da Unesp de Franca acaba de estabelecer uma parceria com o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) para digitalizar todas os anais dos 78 congressos do Instituto, desde 1913. As cópias, em pdf, serão vinculadas no site do IHGB (consulta on-line), com os devidos créditos para a Unesp.

O material, que se espera ser o primeiro de uma série que o CEDAPH vai digitalizar para o IHGB, consiste em 78 volumes, com cerca de 400 a 500 páginas cada um. Eles são referentes aos Anais dos Congressos promovidos pelo IHGB desde o início do século XX.

“A parceria agora firmada tem a duração de 18 meses. Esperamos estabelecer um contato constante com o IHGB para digitalizar documentos e obras raras da biblioteca deles”, informa Jean Marcel Carvalho França, professor do Departamento de História da Unesp/Franca.

A ação se dá no contexto do desenvolvimento de um projeto, com custeio do CNPq, Fapesp e pró-reitoria de Pesquisa – Prope, de um banco de dados contendo uma série expressiva de escritos, produzidos na Europa e no Brasil, relativos aos novos mundos incorporados ao mundo Ocidental entre os séculos XIII e XVIII.

O projeto vem sendo desenvolvido no CEDAPH por França, Denise Soares Moura, Susani Silveira Lemos França e Ricardo Alexandre Ferreira, todos da Unesp de Franca.

Os escritos (sermões, poesias, crônicas, relatos de viagem, legislações, reflexões morais e filosóficas, tratados econômicos, jurídicos e de ciências naturais, panegíricos), cujas cópias digitais das primeiras edições estarão disponíveis no CEDAPH, contarão com um catálogo na Internet e poderão ser solicitadas gratuitamente ao CEDAPH.

As obras não estarão disponíveis na rede para cópias por duas razões. Uma envolve os direitos autorais (alguns envolvem bibliotecas européias) e um maior conhecimento dos usuários (busca-se mapear melhor quem utiliza e para que tipo de pesquisa utiliza o material).

Segundo França, será criada, dessa maneira, uma base de dados que constituirá o mais completo acervo de obras sobre o Brasil publicadas em língua portuguesa durante os séculos XVI, XVII e XVIII.

“Haverá ainda um excelente acervo sobre fontes jurídicas da escravidão colonial; outro sobre viagens e viajantes medievais; e um terceiro contendo a revista da Academia de Ciência de Lisboa (números publicados entre o final do século XVIII e início do XIX)”, conta França.

Assessoria de Comunicação e Imprensa