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Instituto de Pesca desenvolve método mais barato de criação de lambari para isca viva

Publicado em 26 fevereiro 2021

Agência FAPESP* – Pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Pesca (IP), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com apoio da FAPESP, utiliza materiais alternativos de baixo custo para construção de tanques de recirculação voltados à criação de lambari da Mata Atlântica.

O peixe, da espécie Deuterodon iguape, é usado como isca viva na pesca esportiva do robalo e seu cultivo reduz a captura predatória de outros organismos do ambiente para o mesmo fim, em especial o camarão-branco.

A pesquisa foi publicada em artigo no periódico científico Fisheries Management and Ecology.

Com o objetivo de tornar a atividade viável para produtores e comunidades de baixa renda, Marcelo Barbosa Henriques, pesquisador do IP e coordenador do estudo, e sua equipe aperfeiçoaram métodos de criação de peixes já existentes.

“No nosso sistema, especificamente, adaptamos uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa, originalmente para cultivo de tilápia, e a aplicamos ao lambari”, diz Henriques em entrevista para a Assessoria de Comunicação do IP.

O pesquisador elaborou um comparativo entre o sistema convencional de recirculação, com tanques e equipamentos de escala industrial, e seu sistema alternativo, de baixo custo, construído com materiais como papelão, lona plástica, madeira, bombinhas de aquário, redes de pesca usadas, baldes e tambores de plástico.

“O intuito era mostrar que, numa densidade não muito elevada, a atividade é vantajosa para gerar renda para o pequeno produtor, que precisa ter um domínio total do processo para não haver mortalidade”, detalha o pesquisador.

Henriques menciona que o sistema vem sendo testado em algumas cidades do litoral sul de São Paulo, com boa aceitação por parte do pequeno produtor. “Um dos aquicultores, de Itanhaém, conseguiu ampliar o número de tanques e passou até mesmo a diversificar a produção, cultivando verduras com a água do sistema dos peixes”, cita.

Mais informações pelo site do IP.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do Instituto de Pesca. 

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.