Um novo estudo revelou que o bioestimulante produzido a partir da macroalga marinha Kappaphycus alvarezii pode melhorar significativamente o crescimento e a composição bioquímica das plantas manjericão (Ocimum basilicum) e menta (Mentha piperita).
A pesquisa foi elaborada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), em parceria com o Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), sendo financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
O estudo, publicado em Boletim Técnico (número 40), avaliou diferentes concentrações do extrato aquoso da alga, aplicadas semanalmente em cultivos de campo. No manjericão, os tratamentos resultaram em plantas mais altas, com maior peso e número de flores. Já a menta apresentou estabilidade no crescimento, mas registrou alterações importantes em sua composição bioquímica, como o aumento no teor de amido. No caso do manjericão, também foi identificado maior acúmulo de aminoácidos, essenciais para o metabolismo e a qualidade da planta.