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Jornal Brasil

Instituto de Geociências inaugura Laboratório de Geologia Isotópica

Publicado em 23 agosto 2013

O Instituto de Geociências (IG) da Unicamp inaugurou na manhã desta quinta-feira (22) o Laboratório de Geologia Isotópica. O espaço, que tem 135 m² de área, sendo 70 m² destinados a uma sala limpa, recebeu investimentos da Petrobras (R$ 550 mil), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp - US$ 1 milhão) e Unicamp (R$ 60 mil). "Este laboratório contribuirá, entre outros aspectos, para que possamos definir as idades das rochas, o que nos ajudará a entender a evolução geológica da crosta continental", afirmou o professor Elson Paiva de Oliveira, coordenador da unidade.

Ainda conforme Elson Oliveira, o laboratório tem caráter multiuso. Dessa forma, também estará à disposição de pesquisadores dos demais institutos e faculdades da Unicamp e de outras instituições de ensino e pesquisa do país. O coordenador-geral da Universidade, Alvaro Crósta, afirmou que o novo espaço se reveste de importância estratégica tanto para o IG quanto para a Unicamp. "Este laboratório certamente nos permitirá fazer ciência na fronteira do estado da arte. Poucas instituições no Brasil ou mesmo na América Latina dispõem de uma estrutura como esta", considerou.

O diretor do IG, Roberto Perez Xavier, destacou que a construção do laboratório é o resultado do longo e profícuo relacionamento entre a Unicamp e a Petrobras. "Este tipo de parceria, que tem sido estimulado pela Universidade desde sempre, é um dos responsáveis pela elevada produção científica da nossa instituição", disse. Xavier completou sua fala dizendo que as pesquisas que serão realizadas nos laboratórios ajudarão a ciência a entender como era o ambiente no Brasil há 2,5 bilhões de anos.

A gerente de Rede de Geotectônica da Petrobras, Maria José Resende de Oliveira, também destacou a longa tradição de cooperação entre a empresa e a Unicamp. De acordo com ela, desde 2006 a Petrobras investiu nas instituições de ensino e pesquisa de São Paulo, por meio das suas redes temáticas, cerca de R$ 700 milhões. "A maior parte desses recursos foi destinada à Unicamp, que recebeu R$ 200 milhões nesse período. Isso é equivalente a cinco vezes o que foi investido na Universidade no período anterior", comparou.

Maria José afirmou, ainda, que o Laboratório de Geologia Isotópica significará um avanço para a geociência brasileira, especialmente na área de geocronologia. A ex-diretora do IG, Silvia Figuerôa, ressaltou igualmente a importância do laboratório para o desenvolvimento do conhecimento científico e lembrou que, com a entrada em operação da unidade, o novo prédio do IG finalmente passa a ter "a cara do Instituto".

Fonte: Imprensa Unicamp