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Morumbi News

Instituto Butantan obtém patente inédita para vacina contra a dengue

Publicado em 22 junho 2018

O Instituto Butantan acaba de conquistar uma importante patente nos Estados Unidos para a produção da vacina contra a dengue.

A obtenção garante visibilidade internacional ao projeto e já atrai parceiros de outros países interessados na tecnologia desenvolvida no Brasil. A conquista representa um avanço histórico para o Brasil, pois, na prática, pode significar uma inversão da lógica tradicional de importar tecnologia dos países desenvolvidos. “Desta vez, será o Instituto que poderá exportar a tecnologia para o hemisfério Norte, que também vem enfrentando casos de dengue e irá demandar a vacina contra a doença”, afirma o comunicado distribuído pela assessoria de imprensa do Butantan.

“A patente obtida nos Estados Unidos demonstra o nível de excelência do Butantan, no panorama internacional, comparável aos melhores centros do mundo, graças à competência obtida no desenvolvimento desta vacina. É mais um passo importante no processo de internacionalização do Instituto”, afirmou Dimas Tadeu Covas, diretor do Butantan. A vacina desenvolvida no Instituto é uma grande aposta, visto que tem eficácia contra os quatro subtipos do vírus da dengue (1, 2, 3 e 4), é indicada para pessoas de 2 a 59 anos e funciona também para aqueles que não tiveram a doença anteriormente.

A vacina está na terceira fase do estudo clínico, na qual é testada em humanos. Assim que for concluída esta fase, haverá um pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Somente após a obtenção do registro ela poderá ser disponibilizada à população. A terceira fase do estudo começou em 2016 e está sendo realizada em 14 centros de pesquisa clínica, distribuídos em cinco regiões do país. Até o seu final, envolverá 17 mil voluntários.

Desde o início, o projeto para a vacina teve investimento total de R$ 224 milhões oriundos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Fundação Butantan e do Ministério da Saúde.