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Panorama Brasil

Instituto Butantan faz teste com vacina contra leishmaniose

Publicado em 05 dezembro 2008

SÃO PAULO - O Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e o Infetology Disease Res. Institute (IRDI), de Seattle, EUA, anunciaram nesta sexta-feira (5), o início dos testes clínicos da vacina contra leishmaniose. O primeiro ensaio será feito em cães, com a vacina produzida nos Estados Unidos, inclusive já testada em humanos. Nesta etapa será medida a toxicidade da vacina, e terá como metodologia a divisão de um grupo de animais sadios, entre os quais metade receberá placebo e metade receberá a vacina. A fase 1 será realizada em três localidades, que ainda serão definidas, conforme áreas de incidência da doença.

Os testes clínicos serão financiados pelo BNDES, pela Fapesp e pelo Ministério da Saúde (SUS), que disponibilizarão R$ 2 milhões. Não há cálculos exatos quanto ao investimento, porém estima-se que serão necessários 18 milhões para construção da fábrica, sendo que o Instituto Butantan investirá R$ 5 milhões para a sua futura instalação, que começará a receber os recursos dentro de um mês.

A previsão é de que a conclusão dos testes clínicos esteja pronta em um ano. A vacina, que será desenvolvida a partir de uma proteína recombinante, será distribuída durante a campanha anual de vacinação contra Raiva e deverá imunizar os animais nas áreas de risco. "A idéia é avaliar metodologias mais modernas para a imunização de cães e a vacina deverá ter eficácia acima de 70%", explica o Prof. Isaias Raw, presidente da Fundação Butantan. O objetivo é produzir uma forma profilática contra leishmaniose e futuramente produzir uma forma de tratamento, possivelmente uma vacina para humanos infectados.

O Prof. Isaias Raw recebeu a imprensa para coletiva, junto com o pesquisador Steven Reed e os pesquisadores Dr. Antonio Campos-Neto, do Forsyth Institute, Boston, Dr. Carlos Henrique Nery Costa, da Universidade Federal do Piauí, Dr. José Wellington Oliveira Lima, da FUNASA, Dr. Antonio Rafael da Silva, da Universidade Federal do Maranhão, Dra. Valeria Lima, da UNESP, Dr. Ricardo Gazzinelli, da UFMG/ FIOCRUZ e EUA.