Notícia

Agência C&T (MCTI)

Inpe cria catalisadores para micropropulsores

Publicado em 16 abril 2008

O Laboratório Associado de Combustão e Propulsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) testou com sucesso novos catalisadores nacionais para uso em sistemas micropropulsivos de satélites. Os catalisadores contêm rutênio, irídio-rutênio e irídio suportados em alumina (Al2O3), para decomposição da hidrazina (N2H4), um combustível utilizado por foguetes e satélites. Os testes foram realizados durante sete semanas com um propulsor de 5 N fabricado pela empresa Fibraforte, em uma das câmaras de vácuo do Banco de Testes com Simulação de Altitudes (BTSA), na unidade do Inpe em Cachoeira Paulista (SP).

O catalisador de irídio foi preparado por um novo método e apresentou desempenho similar ao do catalisador comercial S-405 (antigo Shell-405), produzido atualmente pelo Jet Propulsion Laboratory da Nasa, nos Estados Unidos. Esse novo catalisador nacional foi testado por cerca de sete horas, incluindo tiros pulsados, com abertura de válvula de 20 a 500 milésimos de segundo a cada segundo, e tiros contínuos de até 2 mil segundos, com partidas a quente e algumas partidas a frio.

Os catalisadores contendo rutênio e irídio-rutênio foram testados em condições similares às de operação de motores de apogeu, de controle de rolamento de foguetes e de sistemas de emersão emergencial de submarinos, ou seja, em missões de curta duração. Estes catalisadores foram testados por cerca de 75 minutos, em tiros contínuos e pulsados, tendo apresentado um excelente desempenho. Segundo os pesquisadores do Inpe, o precursor do rutênio é cerca de seis vezes mais barato que o precursor do irídio, justificando-se assim o desenvolvimento de um catalisador nacional que tem como base o rutênio.

O projeto de desenvolvimento de novos catalisadores tem apoio parcial da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio de projeto individual de pesquisa coordenado pelo Dr. Turíbio Gomes Soares Neto. A alumina porosa utilizada como suporte foi desenvolvida no LCP/Inpe pelos pesquisadores José Augusto Jorge Rodrigues e Marisa Aparecida Zacharias.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Inpe