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Inovação na Indústria Naval Brasileira

Publicado em 06 março 2007

Em fevereiro (28) o IPT, a ONIP e o IBP lançaram sistema de credenciamento on-line para fornecedores qualificados na reconstrução da indústria naval brasileira.
Para auxiliar na retomada da construção de navios petroleiros no Brasil, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) em parceria com Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) e Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) lançou no dia 28 de fevereiro o site www.ceeno.com.br para cadastro técnico de fornecedores qualificados para a indústria naval brasileira. "Este site será utilizado para cadastrar empresas que já fornecem e aquelas que pretendem fornecer equipamentos, peças e serviços para a indústria naval brasileira em fase de recuperação", explica o diretor do Centro de Engenharia Naval e Oceânica do IPT, Carlos Daher Padovezi.
Segundo a pesquisadora Sonia Wada, também do IPT e participante do projeto, o preenchimento dos dados é simples. "Primeiramente, a empresa deverá fornecer o CNPJ, em seguida deve-se selecionar o tipo de operação da empresa (fornecedora de navipeças, prestadora de serviços,estaleiro ou se é uma Instituição). A seguir, são solicitados detalhes como categorias e subcategorias dos produtos oferecidos ou as atividades desenvolvidas", explica.
O projeto que faz parte do Programa de Mobilização da Indústria do Petróleo inserido no processo atual de recuperação do setor naval brasileiro. Será articulado com o cadastro ONIP de fornecedores e utilizado também como base de dados para o futuro "Guia Naval". "O objetivo é estimular a nacionalização gradual e racional de peças e componentes, um dos fatores para o aumento de produtividade do setor", explica Padovezi. Ele conta que outra finalidade do IPT é melhorar a capacitação laboratorial e criar um centro multiusuário. "A Petrobras/Transpetro, com a ajuda do MCT, tem contratado grandes projetos de infra-estrutura para universidades e Institutos de pesquisa com o propósito de preparar uma base de apoio tecnológico ao projeto e à construção naval", lembra.
De acordo com Padovezi, o Brasil fabricava um número significativo de navios de grande porte, mas parou de construí-los há décadas. "O que existe atualmente é uma enorme atividade de construção naval voltada apenas à produção de plataformas oceânicas e barcos de apoio, mas com a tendência de crescimento de encomendas de navios no mundo e a iniciativa da reconstrução dessa indústria no País, novos estaleiros estão surgindo e milhares de empregos estão sendo criados", conclui. (Luciana Pace Ferraz, bolsista do Programa Mídia Ciência da Fapesp no IPT)

Fonte: Site IPT