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Inovação brasileira simula o Sol em laboratório

Publicado em 24 agosto 2009

Agência FAPESP

Pesquisadores do Laboratório Associado de Sensores e Materiais (LAS) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com a Orbital Engenharia, de São José dos Campos (SP), desenvolveram um simulador solar com componentes encontrados facilmente no mercado brasileiro, facilitando sua manutenção.

O equipamento produzido pela empresa, que teve sua primeira unidade entregue recentemente ao Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), simula a radiação solar de modo contínuo por meio de um conjunto de lâmpadas refletoras adequadas às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

"Esse equipamento tem inúmeras aplicações por ser capaz de reproduzir a luz do Sol em escala laboratorial. Ele reproduz tanto a luz solar antes do filtro atmosférico, emitida em ambientes extraterrestres e conhecida por espectro AM Zero, como a luz que chega até a superfície terrestre (espectro AM1,5)", disse o engenheiro mecânico Célio Costa Vaz, diretor da Orbital.

Nomeado Solsim, o simulador solar tem área de iluminação de 14 centímetros por 14 centímetros, enquanto os similares importados têm, em geral, capacidade de iluminar áreas de 10 por 10 centímetros. "Essa é a área útil que pode ser iluminada no plano de ensaio. O Solsim é capaz de iluminar uma área maior, mantendo a uniformidade e a intensidade padrão do espectro luminoso", explicou.

Entre as aplicações do simulador com esse tipo de radiação estão a medição do desempenho elétrico de células solares de uso terrestre e de painéis de satélites, avaliação da durabilidade de materiais industriais diversos que sofrem degradação pela luz solar e testes de eficiência de bloqueadores solares dermatológicos.

"Ele é utilizado, sobretudo, no desenvolvimento de novos materiais em que é necessário verificar a resistência às radiações infravermelha e ultravioleta, na indústria de tintas e vidros para ensaios de envelhecimento dos compósitos e em experimentos diversos em biotecnologia que requeiram continuamente a luz solar", contou.