Notícia

JundiAqui

Inovação amplia apoio da Fapesp em Jundiaí

Publicado em 01 maio 2018

Por José Arnaldo de Oliveira

Por José Arnaldo de Oliveira

O PIPE (Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas), existente desde 1997, vai realizar chamada de seleção de projetos de start ups a partir de temas de produtos e serviços de interesse regional escolhidos em parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp) com a Prefeitura de Jundiaí.

O acordo, se viabilizado rapidamente neste ano, é positivo. Apenas em 2017 o programa estadual atendeu 237 novas propostas para subvenções totais de R$ 79,8 milhões. Em seus vinte anos de existência, foram mais de R$ 360 milhões subsidiados a mais de 1,1 mil empresas paulistas. Um dos casos emblemáticos, em Jundiaí, foi o apoio ao desenvolvimento e consolidação da tilápia vermelha Saint Peter, da empresa Royal Fish.

A contrapartida da cidade será a disponibilidade de espaço na Incubadora de Empresas (CITJUN) para as atividades financiadas, a serem desenvolvidas com orientação de pesquisadores associados.

A Incubadora, que há poucos anos trocou a avenida Prefeito Luiz Latorre pelo Distrito Industrial, reúne atualmente um grupo variado de empresas e setores, que em tese não devem ter privilégios no novo edital. Estão hoje ali áreas de pesquisa ou etapas iniciais de empresas como a Candela Led, foco em iluminação; Cibele Cecotti, ateliê de design de moda; FB, empresa voltada para alimentos funcionais; Free Road, focada em modelismo; JL, de tecnologia de sensores de ruído; JPF, do setor de válvulas especiais; Karioka, do ramo de cosméticos; Magic Paper, de papel antiaderente; Spa Energy, de redução de consumo elétrico; Zen Vergonha, da área de moda praia; e até a Projete-se, com foco na formação de líderes adolescentes.

O apoio à pesquisa e desenvolvimento (P&D) foi inspirado na Fapesp por uma lei do Congresso dos Estados Unidos que havia criado o Small Business Innovation Research (SBIR) – ou pesquisa e inovação em pequenos negócios, em tradução livre. Mas o foco da FAPESP continua sendo sua raiz mais ampla, que é a ciência e tecnologia (C&T), no apoio direto à pesquisa, também contemplada na cidade em avanços feitos pela Faculdade de Medicina.

Mesmo nas linhas mais aplicadas de P&D, programas importantes como o BIOTA ainda podem ser mais explorados em Jundiaí. Os dados já computados no trabalho de resgate da ONG Associação Mata Ciliar, que depende do apoio social, e reforçados pelas notificações reunidas espontaneamente pela Fundação Serra do Japi, de controle municipal, mostram que os atropelamentos de animais silvestres crescem tanto nas rodovias em torno da serra como nas estradas rurais de Jundiaí, e até mesmo em vias urbanas, em outro tema que mereceria inovações no monitoramento e alternativas.

O foco nas inovações em pequenas empresas tem, por outro lado, uma finalidade também na economia e nos empregos. A cidade é atualmente alvo de um conceito chamado de “Campus Jundiaí” pelo governo local e que busca criar condições de parcerias com empresas desse tipo junto aos espaços já existentes de faculdades, escolas técnicas, empresas municipais, centros de esporte e outros. Teve espaços recentes em eventos de cidades inteligentes (“smart cities”) com uma iniciativa atual – o pagamento de tarifa de ônibus pelo celular – e outra da gestão anterior – a reciclagem do entulho.

Dentro do cenário nacional de redução do trabalho com registro, de manutenção do desemprego no país e de aumento da precariedade social, essa aposta na economia de inovação segue em paralelo com o debate do setor privado sobre a automação crescente (4.0). A chegada da Fapesp ao esforço é uma notícia positiva, e pode ser uma oportunidade para que suas contribuições também possam ser ampliadas em outros campos.

José Arnaldo de Oliveira é jornalista e sociólogo

The post Inovação amplia apoio da Fapesp em Jundiaí appeared first on Jundiaqui.