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"Innovations - Creations à Brasileira", by Joana D'Arc Félix de SouzaCriações à Brasileira”, (10-2019), de Joana D’Arc Félix de...

Publicado em 21 fevereiro 2019

Museum of Tomorrow, Rio de Janeiro, Brazil. "Innovations - Creations à Brasileira" (until October-19), by Joana D'Arc Félix de Souza, Brazilian, PhD at Harvard. -- Museu do Amanhã. “Inovanças – Criações à Brasileira”, (10-2019), de Joana D’Arc Félix de Souza, brasileira, PhD em Harvard. -- Museum von morgen, Rio de Janeiro, Brasilien. "Innovationen - Creations à Brasileira"

PhD at Harvard, Brazilian overcomes hunger and prejudice and adds 56 career awards: "Every woman gives her life for what she believes." The phrase is attributed to Joan of Arc, the famous French heroine who lived in the fourteenth century, but may well be used to summarize the story of a Brazilian woman who has the same name more than 600 years later.

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PHD at Harvard has 73 awards * in his career as Chemistry.

Joana D'Arc Félix de Souza, 53, overcame the lack of structure, hunger and prejudice to become a scientist, a PhD in chemistry at the renowned Harvard University in the United States. Today, she has won 56 career awards, highlighting the election of 'Researcher of the Year' at the Kurt Politizer of Technology in 2014, awarded by the Brazilian Chemical Industry Association (Abquim).

Since 2008, she is also a professor at the State Technical School (ETEC) Prof. Carmelino Corrêa Júnior, better known as the Agricultural School of Franca, a city in the interior of São Paulo, and it shapes new generations to follow their inspiring trajectory.

A trajectory that began in Franca herself: the daughter of a maid and a tannery (an operation to process rawhide that has the purpose of making it usable for industry and wholesale), Joana showed from an early age that she was fit for the knowledge.

"I was the youngest of three siblings, it had a certain age difference, so my mother took me with her to work. She took advantage of the fact that they had newspapers in their mistress's house and taught me to read, so that I would be quieter. I was four years old and I was reading all day, "she tells UOL.

"One day, the director of the Sesi school went to visit the lady of the house and asked if I was seeing the pictures of the newspaper. I said I was reading. She was surprised, asked me to read a piece and I read perfectly. Coincidentally, it was early February and she suggested I go to school for a few days. If I could keep up, the job would be mine. It worked out, and when I was 14 I was finishing high school. "

The same tannery he gave his father home (the family lived in a small house offered by the boss) and work for 40 years ended up influencing the young Joana when choosing a college. With the help of an acquaintance, she decided to take a college entrance exam in chemistry, since she was accustomed to seeing professionals working in the field with leather.

"A teacher had a son who took a coursework and asked for the material for her. My father and mother had no study, but they encouraged me. They were aware that I would only grow through studies. I went to study night and day until I entered Unicamp (State University of Campinas), "recalls the researcher, who was not shaken by the prejudice he suffered until his dreamed diploma.

"Inland cities have that last name thing: if you have it, it can be someone, if you have not, you can not. I always faced prejudice. In my second school, even being a state, I had that class thing for the rich, class for the poor, with different treatments. In Campinas, outside the university, I also felt a little. Unfortunately, Brazil is still a racist country. It may be a bit more hidden, but it still exists. But I did not use it as an obstacle, but as a weapon to climb in life. "

Working with the tannery waste is just one of the many highlights that Joana has performed in recent years. In particular, she and her team of students in France were able to develop human-like skin from the pig dermis. This would help supply specialized skin banks and hospitals, as well as lower the cost of research, as the animal's raw material is plentiful and inexpensive.

The project, with the testimony of the scientist, is exposed until October at the Museum of Tomorrow (Rio de Janeiro). He is part of the temporary exhibition "Inovanças - Creações à Brasileira", which aims to reveal innovative works of Brazilian scientists, many of them unknown to the public.

Joana also led research that resulted in the production of a bone tissue made from materials also found in nature: fish scales and tanning collagen. She and ETEC students will go to a trade show in Oswegon, United States, in June, to present this project, along with the artificial skin from pig tissue.

As a result of this work, the teacher and scientist has already won 56 career awards. The "Researcher of the Year" was selected at the Kurt Politizer of Technology in 2014, awarded by the Brazilian Chemical Industry Association (Abquim), as well as successful projects in competitions of the Regional Council of Chemistry of the State of São Paulo and the Brazilian Fair of Sciences and Engineering (Febrace), which happens annually at USP (University of São Paulo).

For Joana, however, the greatest reward comes from day to day. "Some young people were on the wrong track, but by doing scientific initiation they found a course. They take a liking to research. Many parents came to thank me, and this is very gratifying in elementary school, "she says, before concluding:" the most powerful weapons we have to win in life are education and study "

https://www.soescola.com/2018/03/phd-em-harvard-brasileira-supera-fome-e-preconceito-e-soma-56-premios-na-carreira-veja-mais-em-http-noticias-uol-com-br-cotidiano-ultimas-noticias-2017-05-23-phd-em-harvard-brasileira-supera-f.html?fbclid=IwAR1YM0AwasdnqMDzntkaJKEJO7hvs27wocnEn-m4qDaVXclv-Q5Twk4kxj4

https://web.facebook.com/conheciencia/photos/a.1621070661519749/1838046736488806/?type=3&theater

Collaboration:

Márcia Maria Rebouças Rebouças

@edisonmariotti #edisonmariotti

"Eu só quero pensar no futuro e não ficar triste." Elon Musk.

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"I just want to think about the future and not be sad."? Elon Musk.

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Culture is not what enters the eyes and ears,

but what modifies the way of looking and hearing

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Cultura não é o que entra nos olhos e ouvidos,

mas o que modifica a maneira de olhar e ouvir

--br

Museu do Amanhã. “Inovanças – Criações à Brasileira”, (10-2019), de Joana D’Arc Félix de Souza, brasileira, PhD em Harvard.

PhD em Harvard, brasileira supera fome e preconceito e soma 56 prêmios na carreira: “Toda mulher dá a sua vida pelo que ela acredita”. A frase é atribuída à Joana D’Arc, a famosa heroína francesa que viveu no século XIV, mas pode muito bem ser usada para resumir a história de uma brasileira que tem o mesmo nome mais de 600 anos depois.

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PHD em Harvard tem 73 prêmios* em sua carreira como Química.

Joana D’Arc Félix de Souza, 53 anos, superou a falta de estrutura, a fome e o preconceito para se tornar cientista, PhD em química pela renomada Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. Hoje, ela soma 56 prêmios na carreira, com destaque para a eleição de ‘Pesquisadora do Ano’ no Kurt Politizer de Tecnologia de 2014, concedido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abquim).

Desde 2008, ela também é professora da Escola Técnica Estadual (ETEC) Prof. Carmelino Corrêa Júnior, mais conhecida como Escola Agrícola de Franca, cidade do interior de São Paulo, e molda novas gerações a seguirem sua trajetória inspiradora.

Trajetória que começou na própria Franca: filha de uma empregada doméstica e de um profissional de curtume (operação de processamento do couro cru que tem por finalidade deixá-lo utilizável para a indústria e o atacado), Joana mostrou desde cedo que tinha aptidão para o conhecimento.

“Eu era a caçula de três irmãos, tinha certa diferença de idade, então minha mãe me levava com ela para o trabalho. Ela aproveitou que tinham jornais na casa da patroa e me ensinou a ler, para eu ficar mais quieta. Tinha quatro anos e ficava o dia todo lendo”, conta ela ao UOL.

“Um dia, a diretora da escola Sesi foi visitar a dona da casa e perguntou se eu estava vendo as fotos do jornal. Respondi que estava lendo. Ela se surpreendeu, me pediu para ler um pedaço e eu li perfeitamente. Coincidentemente, era começo de fevereiro e ela sugeriu que eu fosse uns dias na escola. Se eu conseguisse acompanhar, a vaga seria minha. Deu certo e com 14 anos eu já terminava o ensino médio”.

O mesmo curtume que deu ao pai casa (a família vivia numa pequena moradia oferecida pelo patrão) e trabalho por 40 anos acabou influenciando a jovem Joana na hora de escolher uma faculdade. Contando com a ajuda de uma conhecida, ela decidiu prestar vestibular em química, pois estava acostumada a ver profissionais da área atuando no trabalho com o couro.

“Uma professora tinha um filho que fez cursinho e pedi o material para ela. Meu pai e minha mãe não tinham estudo, mas me incentivavam. Eles tinham consciência de que eu só cresceria através de estudos. Passei a estudar noite e dia até entrar na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)”, relembra a pesquisadora, que não se deixou abalar pelo preconceito que sofreu até o tão sonhado diploma.

“As cidades de interior têm aquela coisa de sobrenome: se você tem, pode ser alguém, se não tem, não pode. Sempre enfrentei preconceito. Na minha segunda escola, mesmo sendo estadual, tinha aquela coisa de classe para os ricos, classe para os pobres, com tratamentos diferentes. Em Campinas, fora da universidade, também senti um pouco. Infelizmente, o Brasil ainda é um país racista. Pode estar um pouco mais escondido, mas isso ainda existe. Mas não usei isso como obstáculo, e sim como uma arma para subir na vida”.

A vida acadêmica

Joana, como previa, passou muita dificuldade em Campinas, a mais de 300 km de sua cidade natal. O dinheiro que recebia do pai e do patrão dele permitia que ela pagasse somente o pensionato onde morava, as passagens de ônibus e o almoço na universidade.

“Às vezes pegava um pãozinho no bandejão da universidade e levava para eu comer em casa à noite. Sentia fome, contava as horas para o almoço (risos). No final de semana também era complicado. Mas nunca desisti. Isso chegou a passar pela minha cabeça, mas não desisti. Fazer isso seria jogar tudo que tinha conquistado até ali no lixo”, afirma.

Sua situação só melhorou a partir do segundo semestre, quando começou a iniciação científica e teve o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). “Quando recebi a primeira bolsa, corri para a padaria e gastei uns 50 reais em doces para matar a vontade”, ri.

Estimulada por professores a seguir na vida acadêmica e encantada pelo campo de pesquisa, Joana ainda concluiria mestrado e doutorado em Campinas – este último com apenas 24 anos. Um dos artigos da cientista saiu no Journal of American Chemical Society, e logo ela recebeu o convite para seguir os estudos nos Estados Unidos.

O pós-doutorado de Joana foi concluído na Universidade de Harvard. Um professor solicitou que ela aplicasse em seu trabalho um problema brasileiro, e ela optou pelos resíduos de curtume nas fábricas de calçados – desenvolveu a partir destas substâncias poluentes um fertilizante organomineral. Questionada sobre a condição de trabalho em solo americano e no seu país natal, a cientista aponta um fator que faz muita diferença.

“Nos Estados Unidos, eu pedia um reagente químico e em duas ou três horas conseguia. No Brasil, até eu arrumar dinheiro, fazer solicitação… Aqui tem mais burocracia. A questão de financiamento para pesquisa é bem mais rápida nos Estados Unidos”.

A brasileira ficaria mais tempo nos Estados Unidos não fosse uma tragédia familiar: sua irmã morreu aos 35 anos, vítima de parada cardíaca, mesma causa do falecimento do pai, apenas um mês depois. Joana decidiu voltar para o Brasil e cuidar da mãe e de quatro sobrinhos deixados pela irmã.

Novamente em Franca, a cientista procurou oportunidades em curtumes da cidade natal até que recebeu o convite para se tornar professora da ETEC em 2008.

“Quis desenvolver este trabalho de iniciação científica desde a educação básica, e o resultado foi excelente. Reduzimos a evasão escolar. A escola é tradicional, tem mais de 50 anos, e é agrícola. Muitos dos alunos são filhos de fazendeiros da região e não sabiam por que estudar. Muitos achavam que o ensino técnico era o fim, era o máximo que iriam conseguir. Mas, com as idas às feiras e congressos, eles começaram a pensar mais alto, em ir para a universidade, e não estudar só porque o pai manda”.

Colhendo os frutos

O trabalho com os resíduos de curtume é só um dos muitos de destaque que Joana executou nos últimos anos. Em especial, ela e sua equipe de alunos em Franca conseguiram desenvolver uma pele similar à humana a partir da derme de porcos. Isso ajudaria no abastecimento de bancos de pele especializados e de hospitais, além de baratear o custo de pesquisas, uma vez que a matéria-prima do animal é abundante e de baixo custo.

O projeto, com depoimento da cientista, está exposto até o mês de outubro no Museu do Amanhã (Rio de Janeiro). Ele é parte da mostra temporária “Inovanças – Criações à Brasileira”, que tem o intuito de revelar trabalhos inovadores de cientistas brasileiros, muitos deles desconhecidos do público.

Joana ainda comandou pesquisa que resultou na produção de um tecido ósseo feito a partir de materiais também encontrados na natureza: escamas de peixes e colágeno de curtume. Ela e alunos da ETEC vão em junho a uma feira em Oswegon, Estados Unidos, apresentar este projeto, juntamente ao da pele artificial a partir de tecido de porco.

Como resultado deste trabalho, a professora e cientista já soma 56 prêmios na carreira. Destaque para a eleição de ‘Pesquisadora do Ano’ no Kurt Politizer de Tecnologia de 2014, concedido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abquim), além de projetos vitoriosos em concursos do Conselho Regional de Química do Estado de São Paulo e da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que acontece anualmente na USP (Universidade de São Paulo).

Para Joana, porém, a maior recompensa vem no dia a dia. “Alguns jovens estavam no caminho errado, mas fazendo a iniciação científica encontraram um rumo. Eles tomam gosto pela pesquisa. Muitos pais vieram me agradecer, e isso é muito gratificante dentro da escola básica”, diz ela, antes de concluir: “as armas mais poderosas que temos para vencer na vida são a educação e o estudo”

--alemão via tradutor do google

Museum von morgen, Rio de Janeiro, Brasilien. "Innovationen - Creations à Brasileira" (bis 19. Oktober), von Joana D'Arc Félix de Souza, Brasilianerin, PhD in Harvard.

Die promovierte Brasilianerin in Harvard überwindet Hunger und Vorurteile und fügt 56 Karrierepreise hinzu: "Jede Frau gibt ihr Leben für das, was sie glaubt." Der Ausdruck wird Jeanne d'Arc, der berühmten französischen Heldin, zugeschrieben, die im vierzehnten Jahrhundert lebte, kann jedoch verwendet werden, um die Geschichte einer Brasilianerin zusammenzufassen, die mehr als 600 Jahre später den gleichen Namen hat.

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PHD in Harvard erhielt 73 Auszeichnungen * in seiner Karriere als Chemie.

Joana D'Arc Félix de Souza, 53, überwand den Mangel an Struktur, Hunger und Vorurteilen, um Wissenschaftlerin zu werden, promovierte in Chemie an der renommierten Harvard University in den Vereinigten Staaten. Heute hat sie 56 Karrierepreise gewonnen, die 2014 vom Kurt Politizer of Technology, gewählt vom brasilianischen Verband der chemischen Industrie (Abquim), zum "Forscher des Jahres" gewählt wurden.

Seit 2008 ist sie Professorin an der Staatlichen Technischen Schule (ETEC), Prof. Carmelino Corrêa Júnior, besser bekannt als Landwirtschaftsschule von Franca, einer Stadt im Inneren von São Paulo, und sie gestaltet neue Generationen, um ihrem inspirierenden Weg zu folgen .

Eine Flugbahn, die bei Franca selbst begann: Die Tochter eines Dienstmädchens und einer Gerberei (eine Operation zur Verarbeitung von Rohhäuten, die dazu bestimmt ist, sie für Industrie und Großhandel nutzbar zu machen), Joana zeigte schon früh, dass sie für das Wissen geeignet ist.

"Ich war das jüngste von drei Geschwistern, es gab einen gewissen Altersunterschied, also nahm meine Mutter mich mit zur Arbeit. Sie nutzte die Tatsache, dass sie Zeitungen im Haus ihrer Herrin hatten, und lehrte mich zu lesen, so dass ich es wollte Sei leiser. Ich war vier Jahre alt und las den ganzen Tag ", erzählt sie UOL.

"Eines Tages besuchte der Direktor der Sesi-Schule die Dame des Hauses und fragte, ob ich die Bilder der Zeitung sehe. Ich sagte, ich lese. Sie war überrascht, bat mich, ein Stück zu lesen, und ich lese perfekt Zufälligerweise war es Anfang Februar und sie schlug vor, für ein paar Tage zur Schule zu gehen. Wenn ich weitermachen könnte, würde es meine Aufgabe sein. Es hat geklappt, und als ich 14 war, beendete ich die Highschool. "

Dieselbe Gerberei, die er seinem Vater nach Hause gab (die Familie lebte in einem kleinen Haus, das vom Chef angeboten wurde) und 40 Jahre lang arbeitete, beeinflusste schließlich die junge Joana bei der Wahl eines Colleges. Mit Hilfe eines Bekannten entschied sie sich für eine Aufnahmeprüfung in Chemie, da sie daran gewöhnt war, Fachleute zu sehen, die im Bereich Leder arbeiten.

"Ein Lehrer hatte einen Sohn, der einen Kurs belegte und nach dem Material für sie fragte. Mein Vater und meine Mutter hatten kein Studium, aber sie ermutigten mich. Sie wussten, dass ich nur durch das Studium wachsen würde. Ich ging Tag und Nacht bis zum Lernen Ich bin in Unicamp (State University of Campinas) eingetreten ", erinnert sich der Forscher, der nicht von den Vorurteilen erschüttert war, die er bis zu seinem erträumten Diplom erlitt.

"Städte im Landesinneren haben diesen letzten Namen: Wenn Sie es haben, kann es jemand sein, wenn Sie nicht haben, können Sie nicht. Ich war immer mit Vorurteilen konfrontiert. In meiner zweiten Schule, selbst wenn ich ein Staat war, hatte ich diese Klasse reich, Klasse für die Armen, mit verschiedenen Behandlungen. In Campinas außerhalb der Universität fühlte ich mich auch ein bisschen. Leider ist Brasilien immer noch ein rassistisches Land. Vielleicht ist es etwas versteckter, aber es existiert immer noch, aber ich habe es nicht Verwenden Sie es als Hindernis, aber als Waffe, um im Leben zu klettern. "

Akademisches Leben

Joana verbrachte, wie sie vorausgesagt hatte, viel Zeit in Campinas, mehr als 300 km von ihrer Heimatstadt entfernt. Das Geld, das er von seinem Vater und seinem Arbeitgeber erhielt, erlaubte ihr, nur das Internat, in dem er lebte, die Bustickets und das Mittagessen an der Universität zu bezahlen.

"Manchmal bekam ich ein Brötchen Brot aus dem Universitätsbündel und brachte es für die Nacht mit nach Hause. Ich hatte Hunger, ich habe die Stunden fürs Mittagessen gezählt (lacht). Am Ende der Woche war es auch schwierig. Aber ich habe es nie gegeben up. Das ist mir durch den Kopf gegangen, aber ich habe nicht aufgegeben. Dazu müssten wir alles, was weggenommen wurde, in den Müll werfen ", sagt er.

Erst nach dem zweiten Semester verbesserte sich seine Situation, als er mit der wissenschaftlichen Initiierung begann und die Unterstützung der Stiftung für Forschungsförderung des Staates São Paulo (FAPESP) erhielt. "Als ich die erste Tasche bekam, rannte ich zur Bäckerei und gab etwa 50 Reais für Süßigkeiten aus, um den Willen zu töten", lacht er.

Ermutigt von Professoren, dem akademischen Leben zu folgen, und von der Forschung fasziniert, würde Joana in Campinas noch den Master- und Doktortitel abschließen - die letzte mit nur 24 Jahren. Ein Artikel des Wissenschaftlers erschien im Journal der American Chemical Society und bald erhielt sie die Einladung, ihre Studien in den Vereinigten Staaten fortzusetzen.

Joanas Postdoc-Stipendium wurde an der Harvard University abgeschlossen. Eine Lehrerin bat sie, ein brasilianisches Problem für ihre Arbeit anzuwenden, und sie entschied sich für Gerberei-Rückstände in Schuhfabriken - sie entwickelte aus diesen umweltschädlichen Substanzen einen Organomineraldünger. Befragt nach der Bedingung, auf amerikanischem Boden und in ihrem Heimatland zu arbeiten, weist der Wissenschaftler auf einen Faktor hin, der einen großen Unterschied macht.

"In den Vereinigten Staaten würde ich ein chemisches Reagenz bestellen und in zwei bis drei Stunden könnte ich. In Brasilien kann ich, bis ich das Geld bekomme, eine Anfrage stellen ... Hier ist mehr Bürokratie. Die Frage der Finanzierung für die Forschung geht viel schneller in den Vereinigten Staaten. "

Die Brasilianerin würde länger in den Vereinigten Staaten bleiben, wenn es keine Familientragödie wäre: Ihre Schwester starb im Alter von 35 Jahren, ein Herzstillstand, die gleiche Todesursache wie ihr Vater, nur einen Monat später. Joana beschloss, nach Brasilien zurückzukehren und sich um ihre Mutter und vier Neffen ihrer Schwester zu kümmern.

Wieder in Frankreich suchte die Wissenschaftlerin nach Möglichkeiten in Gerbereien in ihrer Heimatstadt, bis sie 2008 als ETEC-Lehrerin eingeladen wurde.

"Ich wollte diese Arbeit der wissenschaftlichen Initiation seit der Grundschulbildung weiterentwickeln, und das Ergebnis war ausgezeichnet. Wir reduzieren Schulabbrecher. Die Schule ist traditionell, ist über 50 Jahre alt und landwirtschaftlich. Viele der Schüler sind Kinder von Bauern In der Gegend wussten sie nicht, warum sie studieren. Viele glaubten, dass technische Ausbildung das Ende war, sie konnten das meiste tun. Aber als sie zu Messen und Kongressen gingen, begannen sie, höher zu denken, zur Universität zu gehen, und nicht zu studieren, nur weil der Vater schickt ".

Die Früchte ernten

Die Arbeit mit dem Gerbereiabfall ist nur eines der vielen Highlights, die Joana in den letzten Jahren geleistet hat. Insbesondere sie und ihr Studententeam in Frankreich konnten aus der Schweinedermis eine menschenähnliche Haut entwickeln. Dies würde dazu beitragen, spezialisierte Hautbanken und Krankenhäuser zu beliefern und die Forschungskosten zu senken, da das Rohmaterial der Tiere reichlich und kostengünstig ist.

Das Projekt mit dem Zeugnis des Wissenschaftlers wird bis Oktober im Museum of Tomorrow (Rio de Janeiro) ausgestellt. Er ist Teil der temporären Ausstellung "Inovanças - Creações à Brasileira", die innovative Werke brasilianischer Wissenschaftler enthüllen soll, von denen viele der Öffentlichkeit unbekannt sind.

Joana leitete auch Forschungen, die zur Herstellung eines Knochengewebes führten, das aus Materialien hergestellt wurde, die auch in der Natur vorkommen: Fischschuppen und Bräunungskollagen. Sie und ETEC-Studenten werden im Juni auf einer Messe in Oswegon (USA) vertreten sein, um dieses Projekt zusammen mit der künstlichen Haut aus Schweinegewebe zu präsentieren.

Als Ergebnis dieser Arbeit hat der Lehrer und Wissenschaftler bereits 56 Karrierepreise gewonnen. Der "Forscher des Jahres" wurde 2014 vom Kurt Politizer of Technology ausgewählt und vom brasilianischen Verband der chemischen Industrie (Abquim) ausgezeichnet. Außerdem wurden erfolgreiche Projekte in Wettbewerben des Regional Council of Chemistry des Staates São Paulo und des Bundesstaates São Paulo verliehen Brasilianische Messe für Wissenschaft und Technik (Febrace), die jährlich an der USP (Universität von São Paulo) stattfindet.

Für Joana kommt jedoch von Tag zu Tag die größte Belohnung. "Einige junge Leute waren auf dem falschen Weg, aber durch wissenschaftliche Einarbeitung fanden sie einen Kurs. Sie lieben die Forschung. Viele Eltern bedankten sich bei mir, und das ist in der Grundschule sehr befriedigend", sagt sie, bevor sie zu dem Schluss kommt: "Die mächtigsten Waffen, die wir im Leben zu gewinnen haben, sind Bildung und Studium"