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Indústria inova em busca de menos poluição

Publicado em 16 julho 2016

A indústria automobilística se transforma e usa novas tecnologias para fazer carros mais sustentáveis, menos nocivos ao ambiente. Entre elas estão itens que reduzem a emissão de poluentes com a diminuição no gasto de combustível - o que também é bom para o bolso.

Outro campo é a busca por materiais alternativos na produção. A Fiat pesquisa o uso de filme fotovoltaico, “painel flexível” de energia solar. Ela é armazenada na bateria e vai para faróis e ar-condicionado.

Em Belo Horizonte, circulam 25 carros já equipados com os filmes, para coleta de dados. Toshizaemom Noce, supervisor de inovação da empresa, diz que, na Europa, onde estudos semelhantes são conduzidos, a economia fica entre 1% e 2%. Ainda não há previsão da chegada da tecnologia ao mercado.

A Fiat também estuda matérias-primas renováveis. Um exemplo bem-sucedido é o painel do Novo Uno Evolution (R$ 43.860), feito com ecomold - mistura de fibra de juta, material vegetal e biodegradável, e polipropileno.

Já a aposta sustentável da Toyota é o Prius (R$ 119.950), veículo híbrido que funciona com gasolina e eletricidade.

No ranking do Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro, ele é o mais econômico e, consequentemente, tem baixa emissão de gases poluentes. Comparado com outros veículos de mesmo porte é 50% mais econômico.

Menos poluente

Para Djacinto Santos Junior, físico da Universidade de São Paulo (USP) que estuda a poluição do ar urbano, as inovações e melhorias no combustível têm impactos positivos na qualidade do ar. Reduzem as emissões dos principais poluentes, como o monóxido de carbono.

“As medidas devem ser acompanhadas pela renovação da frota e é fundamental a redução do número de veículos. Isso exige soluções para mobilidade urbana, como expansão e melhoria dos sistemas de metrô e ônibus, e o investimento em ciclovias.”

O Centro de Pesquisa em Engenharia Professor Urbano Ernesto Stumpf, inaugurado pelo Grupo PSA, fabricante da Peugeot e da Citroën, e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), integra desde 2014 cientistas de USP, Unicamp, Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Instituto Mauá de Tecnologia.

Com verba de R$ 16 milhões em dez anos, estuda a menor emissão de gases e a viabilidade econômica dos biocombustíveis. Franck Turkovics, um dos coordenadores, diz que os primeiros resultados devem surgir em um ano.

(FOLHAPRESS)