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ECOinforme

Indústria automobilística poderá usar plástico de açúcar

Publicado em 09 agosto 2012

A empresa PHB Industrial está produzindo, há mais de dez anos, o biocycle, um plástico biodegradável feito com açúcar de cana. Apesar de dominar a tecnologia para fabricar diversos produtos com o composto químico, a empresa ainda não conseguiu elevar a produção para uma escala industrial, o que tornaria o preço do produto mais competitivo.

O material é mais caro do que o plástico convencional, o que não anima os fabricantes a optar pelo produto biodegradável.

O PHB é um material duro que pode ser aplicado na extrusão de chapas e de fibras para atender a indústria automobilística. Serve ainda para a produção de espumas que substituem o isopor e para a fabricação de peças injetadas e termoformadas, como tampas de frascos, canetas, brinquedos e potes de alimentos e de cosméticos.

Para Roberto Nonato, engenheiro de desenvolvimento da PHB, o caminho mais curto para levar o biocycle ao mercado seria uma parceria com a indústria petroquímica. “Temos tentado isso há alguns anos, mas o pessoal do petróleo não costuma conversar com o pessoal do açúcar”, revelou o engenheiro à Agência Fapesp.

Após experimentos e testes, a Copersucar conseguiu produzir o polihidroxibutirato (PHB) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas.

Com o PHB, é possível fabricar também braçadeiras para plantas ou tubos para uso em reflorestamento e depois encaminhar o resíduo plástico para estações de compostagem, onde ele é rapidamente absorvido pela natureza.

Enquanto os plásticos tradicionais levam mais de cem anos para se degradar, os produtos feitos com PHB se decompõem em 12 meses e liberam apenas água e dióxido de carbono.

“O mercado existe e nosso produto está pronto. O que falta é um canal para chegar ao mercado e um pouco mais de investimento”, disse Roberto Nonato.