Notícia

Diário do Comércio (SP)

Índice vai medir inovação

Publicado em 03 outubro 2006

Por Mário Tonocchi

O Índice Brasil de Inovação vai destacar as empresas que mais investem em tecnologia e lançamentos de novos produtos. Primeira lista sai no primeiro trimestre de 2007.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Instituto Uniemp — Fórum Permanente das Relações Universidade-Empresa, lançaram na última sexta-feira, em Campinas, o Índice Brasil de Inovação (IBI). O indicador será usado para formar um ranking das empresas que mais investem em inovações tecnológicas e desenvolvimento de novos produtos. A primeira lista sai no início de 2007, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
De acordo com o coordenador do programa, o pesquisador do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, André Furtado, inicialmente o IBI será aplicado para as indústrias da área de transformação. "A nossa idéia é classificar as cinco primeiras colocadas em quatro ou cinco setores diferentes. A participação será espontânea e os dados fornecidos para análise serão mantidos em sigilo", disse o pesquisador. As empresas que não estiverem no ranking não terão os nomes divulgados, garantiu a coordenação.
Para Furtado, a iniciativa da universidade e do Instituto é importante tanto para as empresas — pois elas também terão como avaliar seu desempenho na área de inovação e situá-lo em relação ao seu segmento de atuação —, "quanto para o governo e as agências de fomento, que contarão com um instrumento que poderá auxiliar na definição de políticas públicas".
Para a primeira edição, a coordenação do IBI espera a participação de pelo menos 100 empresas. A partir da primeira publicação, a divulgação deve acontecer de dois em dois anos.
Entrar no ranking não tem custo. Mas as próprias indústrias devem providenciar o questionário respondido da Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (Pintec) de 2003 com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e juntar os dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA 2003) que ajudarão a compor o índice do ranking. Também entra na composição o número de patentes registradas no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). "Outro ponto que será considerado na avaliação das empresas é o impacto econômico das atividades de inovação", observou Furtado.